Nirvana: Exposição traz história da banda a São Paulo

"Taking Punk to the Masses" sabe entreter o visitante com curiosidades e oportunidades de selfies

Nirvana: Exposição traz história da banda a São Paulo

Guitarras quebradas, manuscritos e roupas que você sente que já viu antes compõem parte da exposição Nirvana: Taking Punk to the Masses que chegou em São Paulo nesta semana, exibindo peças originais que contam a história da banda de Kurt Cobain em duas narrativas: Um contexto cultural da região de Seattle (EUA) e o cenário desse tipo de evento no Brasil de hoje.

Trazida à cidade por uma grande empresa (Samsung, em seu projeto Rock Exhibition, que já expôs Jimi Hendrix na cidade), a mostra consegue inserir o visitante naquele universo do noroeste norte-americano de quase trinta anos atrás, de forma com que todos aqueles nomes que sempre ouvimos falar quando o assunto é o Grunge - de Alice in Chains e Pearl Jam até Hole (banda de Courtney Love, esposa de Cobain).

Grande parte dos itens exibidos, além de contar essa história, trazem grandes curiosidades sobre o grupo. Há o primeiro contrato com a gravadora Sub Pop (no qual consta um adiantamento de 600 dólares para a banda), os setlists escritos à mão por Dave Grohl para shows no Brasil, cartazes de shows e fotografias dos bastidores de seus três álbuns, assim como itens de design que mostram como as artes dos discos foram feitas.

Nas paredes, mapas e infográficos contextualizam o visitante no universo do Rock Alternativo daquela época, com amostras de sons de bandas conterrâneas e discos escolhidos pelo próprio Krist Novoselic que explicam o som que ficou conhecido como “de Seattle”, embora - e a exposição ensina isso bem - compreendesse desde o norte da Califórnia até o sul do Canadá.

Quem comparece ao local é agraciado com, além de todas as informações, oportunidades de fotos, como manda a cartilha desse tipo de mostra hoje em dia - como as que acontecem em outros lugares bastante disputados da cidade, como o Museu da Imagem e do Som (MIS) e o Instituto Tomie Ohtake, com suas longas filas e intermináveis selfies nas redes sociais durante todo o período de exibição.

Há uma recriação do cenário do MTV Unplugged e até um local feito exclusivamente para fotos e vídeos com uma nota de dólar pendurada em frente a um fundo subaquático, para o visitante recriar sua capa de Nevermind, além de painéis na entrada e itens na saída que encorajam explicitamente o fotografar e o compartilhar.

A duração da visita não pode exceder uma hora, o que é tempo suficiente para percorrer todos os itens e ambientes, embora não seja o ideal se você quer aproveitar o conteúdo audiovisual exposto. Ainda assim, o ingresso vale a pena tanto para quem tem curiosidade de conhecer mais do que Nirvana foi e ainda é, quanto para o fã saudosista que se emociona ao saber que está diante dos instrumentos de Kurt, Krist e Dave Grohl. Mais do que uma exposição informativa, Taking Punk to the Masses faz por merecer a classificação de “entretenimento”.

Serviço: Nirvana: Taking Punk to the Masses
Quando: 12 de setembro a 12 de dezembro
Onde: Lounge do Pavilhão da Bienal (Parque do Ibirapuera, Portão 03 - Av. Pedro Álvares Cabral s/n, São Paulo-SP)
Horários: Visitações de hora em hora das 10 às 18h entre terças e sextas, e entre 10h e 19h aos sábados e domingos
Ingressos: 25 reais (terça a sexta) e 35 (sábados e domingos)
Classificação: 16 anos

Artista: Nirvana

Marcadores: Exposição