Clean Bandit: "Vimos a música Dance crescer em popularidade"

Grupo britânico completa dez anos de atividade em 2018

Clean Bandit: "Vimos a música Dance crescer em popularidade"

Marina and the Diamonds, Zara Larsson, Sean Paul - se podemos dizer quem alguém é ao vermos com quem ele anda, não é difícil afirmar que Clean Bandit está hoje em um lugar privilegiado dentro daquela música Pop que dialoga tanto com a nata do mainstream, como aquele pessoal que não abre mão da liberdade criativa do meio alternativo. Em 2018, quando o grupo britânico completa dez anos de atividade, faz um som dançante que você pode recomendar tanto para quem curte nomes como Dua Lipa e Years & Years, quanto para quem vai a festivais só para ver gente como The Chainsmokers.

Em entrevista ao Monkeybuzz por telefone no finzinho de 2017, Grace Chatto comentou que, nessa década de atividade do grupo, "vimos a música Dance crescer em popularidade, e mais recentemente o mesmo com o Dancehall, o que eu acho incrível, porque é meu estilo favorito". "Acho que especialmente na América, a música Dance não era tão grande quando começamos como ela é hoje. Na Europa, isso sempre rolou", ela acrescenta".

Misturando elementos da música Eletrônica com o som orgânico dos instrumentos, assim como une a influência do Dancehall ao que há de mais novo no Pop, parecia mesmo a hora de Clean Bandit estourar de vez, como foi em 2017, visto que o mercado parece ter aberto um lugar especial para o trio fazer o som que mais acredita, em uma evolução natural da musicalidade de antes, que parecia olhar mais para o passado, como a música Disco.

"Os últimos quatro anos foram muito agitados com turnês, novas composições", conta Grace, " e parece que tudo o que fazemos se encaixou direitinho em 2017. Sinto que todos nós crescemos juntos como uma equipe mesmo, há muita inspiração quando estamos juntos. Foi um grande ano".

"Não tem como não dizer que o ano foi incrível, porque a recepção que Rockabye, depois Symphony e agora I Miss You tiveram foi maravilhosa", declara a artista, que conta também que trabalhar com Sean Paul (em Rockabye) foi "surreal, porque ouvir muito suas músicas quando era mais nova".

Estar perto de um ídolo da adolescência é o lugar onde Clean Bandit deve habitar cada vez mais em seus próximos lançamentos - o mais recente, um punhado de remixes para I Miss You (com Julia Michaels), continua a propulsão para dentro de 2018 que o grupo teve nas últimas temporadas. Sabendo agradar, se reinventar e estabelecer grandes parcerias, não será nada estranho ver seu nome nas paradas de sucesso pela próxima década, como foi em 2017.

Artista: Clean Bandit

Marcadores: Entrevista