Marrakesh, sobre novo disco: "A gente ficou um ano tentando achar um ponto de equilíbrio"

Show de lançamento de "Cold as Kitchen Floor" será no Monkeybuzz no Breve, com a banda Lutre

Marrakesh, sobre novo disco: "A gente ficou um ano tentando achar um ponto de equilíbrio"

"Era um tiro no escuro em relação ao que a gente tinha feito anteriormente", conta Lucas Cavallin sobre o processo de produção de Cold as Kitchen Floor, disco que sua banda Marrakesh colocou no ar na última sexta, 13, e terá seu show de lançamento no sábado, 21, durante o Monkeybuzz no Breve.

O tal "tiro no escuro" vem de uma sonoridade bastante diferente da Psicodelia antes trabalhada pelo grupo curitibano (quem já ouviu Vassiliki - e vale ouvir - sabe do que estamos falando), uma sonoridade que abriu espaço para outras estéticas que não imaginávamos lá em 2016, quando ouvimos Marrakesh pela primeira vez, que seu primeiro álbum traria.

"A gente foi tocar no Primavera e a gente estava com todas as músicas de um jeito", conta ele, que continua: "A gente viu uns shows lá - Solange, Bon Iver, Death Grips e Seu Jorge - e falou ‘caralho, se a gente quiser ter alguma relevância, vai ter que mudar algumas coisas’, daí a gente voltou e refez o álbum inteiro, praticamente".

"A gente começou a ouvir muito mais Hip Hop do que antes, e acho que algumas dessas referências deram uma liberdade criativa maior - Frank Ocean, Kanye West… a gente via que não precisava seguir aquela estrutura pré-definida, isso não deixava a música ser menos Pop do que poderia ser", comenta Cavallin, "a gente ficou um ano tentando achar um ponto de equilíbrio. Tem música que tem quatro, cinco versões diferentes de arranjo. Demorou muito para deixá-las em uma unidade de álbum".

"Essa estética não foi intencional. Ela é genuinamente o que eu tô curtindo ouvir e, consequentemente, vou querer que minha própria música seja do jeito que eu goste", conta ele, que adiciona: "O ponto foi aceitar. Foi uma luta de desapego". Pelo que podemos ouvir em Cold as Kitchen Floor, o resultado dessas experiências foi mais do que positivo, e nos resta saber como ele será apresentado também ao vivo - um processo que também será experimental para Marrakesh: "A gente nunca trabalhou com muito sample fora da produção do álbum, vai rolar agora ao vivo também".

Monkeybuzz no Breve: Marrakesh e Lutre

21 de abril, sábado, a partir das 21h (casa abre às 19h)
Breve: Rua Clélia, 470 Pompeia
Ingressos antecipados a R$20
Venda de ingressos: Sympla
Classificação: 18 anos
Evento: Facebook

Artista: Marrakesh

Marcadores: Monkeybuzz no Breve, Entrevista