Ouça: Sir Babygirl

Som Pop e caótico cheio de personalidade não consegue passar desapercebido

Ouça: Sir Babygirl

O som que Sir Babygirl faz se assemelha ao que eu imagino que seria se colocassem um unicórnio para reger o caos. É cor de rosa, ruidoso, purpurinado, gritado, percussivo, Eletrônico, com cheiro de algodão doce e um alto grau de ludismo.

Foram dois singles lançados oficialmente até agora, Heels e Flirting with Her - ou seja, é uma carreira super no início. Ainda assim, a norte-americana Kelsie Hogue surgiu como uma grande aposta do selo Father/Daughter Records (casa de gente legal como Mutual Benefit, Shamir e Forth Wanderers), com seu primeiro álbum - Crush on Me - marcado para sair em fevereiro.

Me lembra Grimes às vezes, se ela tivesse um pezinho maior no Pós-Grunge, mas o nível de desencanação freak é o mesmo. Falando nela, aquele pessoalzinho todo do Synthpop parece ter tido alguma influência no som que Kelsie faz, o que faz Sir Babygirl ser uma boa pedida pra quem curte nomes como CHVRCHES, Allie X e Aurora.

Enquanto Heels é percussiva, Flirting with Her tem bases fortes na guitarra. O que as duas têm em comum é esse clima caótico de "muita coisa acontecendo ao mesmo tempo" e diversas surpresas ao longo do caminho assim que você dá o primeiro play. Tudo a ver com esses tempos que vivemos.

Não é difícil imaginar que essa será a cara de Crush on Me. Fuçando no Bandcamp, você encontra um outro single - Snowglobe de 2017 - que não estará no disco. Levemente mais discreta que as outras duas ("discreta" dentro dos parâmetros Sir Babygirl), é mais uma prova do som Pop cheio de antíteses dentro de si mesmo (como seu próprio nome denota), com tantas cores e arestas. Um unicórnio regendo o caos, estou dizendo.

Artista: Sir Babygirl

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