2014 em Doze Notícias

Restropectiva do ano que passou a partir das manchetes mais importantes de cada mês

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Neste ano, nosso especial é um oferecimento da Leaf | Óculos em Madeira

Leaf

O fim de 2014 se aproxima e é chegada a hora de olhar pra trás e reviver um pouco do que de melhor aconteceu neste ano. Para isso, vamos fazer uma retrospectiva a partir das notícias mais importantes de cada mês – e seus desdobramentos, é claro.

Então, vamos celebrar mais um bom ano para a música, como foi 2014, relembrando alguns de seus momentos mais marcantes. Sem mais enrolações, vamos a eles:

Janeiro: Jack White prepara dois álbuns para 2014

Apesar da notícia de pelo menos um dos discos ter sido confirmada somente em abril, não tem como dizer que não ficamos animados com a possibilidade de dois novos álbuns de Jack White em um só ano. O sucessor de Blunderbuss, Lazaretto, está entre nós desde junho e foi muito bem recebido entre fãs e crítica, além de ter figurado em diversas listas de melhores álbuns do ano. Vale a pena lembrar também que o músico é uma das atrações garantidas para Lollpalooza Brasil 2015, que acontece no mês de março em São Paulo.

A outra possibilidade era mais um disco de The Dead Weather, o que acabou também sendo sendo confirmado, porém somente para o próximo ano. De qualquer forma, em 2014 tivemos a oportunidade de ouvir duas faixas inéditas da banda, sendo uma delas, Rough Detctive (lado-B do single lançado no final de 2013), no começo do ano, e Buzzkill(er), em outubro. Fica então nossa expectativa para o próximo lançamento de Jack ao lado de Alison Mosshart.

Fevereiro: Julian Casablancas revela faixa de seu futuro álbum em trilha sonora

Ainda não havia confirmações sobre um novo disco solo de Julian Casablancas, mas já havia a principal faixa de seu futuro trabalho. Uma versã primitiva de Human Sadness foi divulgada como parte da trilha sonora do filme She’s Lost Control, dirigido por Anja Marquardt e exposto no SXSW deste ano. O músico anunciaria seu álbum junto a banda The Voidz em março, mas não daria mais detalhes sobre a obra, além de um confuso trailer, até bem perto de seu lançamento.

Os próximos meses se desenrolaram em muito falatório em torno deste disco, se acentuando depois da apresentação do músico no Lollapalooza deste ano e também quando as primeiras faixas oficiais de Tyranny vieram a público. Infelizmente, o álbum não foi uma das melhores produções de Julian e engrossou nossa pequena lista de decepções de 2014. Uma pena.

Março: Interpol revela Anywhere, primeira faixa de seu novo álbum

Quatro anos sem novidades. Paul Banks e companhia não lançavam nada com sua banda desde que seu álbum homônimo chegou às lojas em 2010. Nesse meio tempo, Banks e Sam Fagorino se dedicaram a seus projetos solos, ainda assim o público estava ávido por novidades da banda nova-iorquina.

E, do nada, uma música tocada em um show quebrou esse silêncio, mostrando os novos rumos que a banda seguiria no futuro. Mesmo que um novo álbum ainda não estivesse certo na época, o público já começava a especular que ele estaria por vir e que as faixas Anywhere e All The Rage Back Home (ambas reveladas nesse show em questão) apontariam a direção que a banda seguiria nele. Em julho, o grupo bateu o martelo e anunciou o disco El Pintor, o quinto de sua carreira, mas o primeiro sem o baixista Carlos Dangler. Banks assumiu o instrumento e não fez nada feio. O resultado foi um dos melhores álbuns já produzidos pelo Interpol e está marcando presença em diversas listas de melhores álbuns do ano por aí. Vale lembrar que o trio também se apresenta no Lollapalooza Brasil em 2015.

Abril : Death From Above 1979 lança prévia de primeira música em mais de dez anos

Sim, uma década separou os poucos segundos de Government Trash liberados no site da banda e o lançamento de seu último registro, You’re a Woman, I’m a Machine, de 2004. Essa seria uma das faixas do novo álbum do duo, The Physical World, que seria confirmado em junho e lançado em setembro. Por mais que dez anos tenham se passado, posso dizer que a abrasividade e os riffs vertiginosos de Sebastien Grainger e Jesse F. Keeler passaram intactos pelo período.

O disco é um potente exemplar do Dance Punk dos anos 2000 repaginado para uma década mais tarde. A banda conseguiu traduzir muito bem aquela sonoridade de seu primeiro álbum em algo novo, que mantém seu fôlego e sabe como ninguém botar seu público para dançar. Contudo, esse me parece ser um disco para fãs e dificilmente atraíra novos fãs com essa obra, ainda mais depois do hype tão grande em torno de outra banda formada por baixo e bateria, Royal Blood.

Maio: Sia e seu Chandelier

Eu não sei vocês, mas fui pego de surpresa com o clipe de Chandelier, primeiro aperitivo do futuro álbum de Sia, 1000 Forms of Fear. A moça já havia mostrado a faixa através de um lyric video, mas não chegava nem perto do efeito midiático que o vídeo teve. Estrelado por Maddie Ziegler, de apenas 12 anos, o clipe foi responsável por atrair a atenção de muita gente que não sabia que na verdade grande parte das músicas de nomes como Beyoncé, Christina Aguilera e Rihanna eram escritas pela cantora australiana.

Durante todo o restante do ano, muito falou-se sobre a Sia. Passado e futuro da moça estavam em pauta, mas o que mais se perguntava, era se ela conseguiria manter a qualidade dessa canção (e do clipe) em suas demais produções. O disco foi muito satisfatório, mas ainda assim aquém dessa faixa, talvez uma das canções Pop mais potentes do ano. Sia também fez parcerias com Eminem e Beck, atraindo a curiosidade de muita gente.

Junho: O disco perdido de Aphex Twin e o gatilho para uma nova produção

Em abril, surgiu na rede um antigo teste de impressão de um disco do inglês Aphex Twin sob o nome de Caustic Window. O disco, gravado em 1994, não foi lançado na época, mas uma iniciativa de fãs financiou a impressão dessa obra, além de arrecadar uma quantia bem acima do que era pedida no projeto da plataforma Kickstarter. Richard D. James gostou dessa atenção que recebeu dos fãs e logo anunciou um novo e misterioso álbum, através da Deep Web.
O resultado disso seria o elogiado SYRO, disco que marca a volta do icônico produtor após um longo período sem novidades, sendo seu último lançamento o álbum Drukqs, em 2001. Em nossa avaliação, o disco mereceu quatro bananas e meia, além de um Selo Ouça. Se ainda não ouviu essa obra prima, sugiro que o faça antes que o ano acabe!

Julho: Death Grips se separa

Tão de surpresa quanto os lançamentos dos álbuns do duo, seu fim foi anunciado da forma mais “Death Grips” possível. A foto de uma mensagem escrita em um guardanapo publicada em sua página do Facebook anunciava que Zach Hill e Stefan Burne não fariam mais músicas como Death Grips e que a banda se separaria. A dupla abandonou a turnê e cancelou todos os shows que ainda faltavam no restante do ano.

A banda havia acabado de lançar o álbum Niggas on the Moon e preparava seu derradeiro álbum, the powers that b, que felizmente foi prometido para estrear ainda neste ano. Notícias davam conta que esse álbum já estava finalizado. Sua primeira faixa, Inanimate Sensation, foi mostrada há algumas semanas e é o primeiro aperitivo para o que se tornará a última obra do grupo. A banda pode ter deixado fãs órfãos, mas deixou também alguns herdeiros, como é o caso do trio clipping. e até mesmo do duo Run The Jewels, sem falar no mais recente álbum de Kanye West, Yeezus.

Agosto: Primeiro aperitivo de O Terno

Tudo bem, a esse ponto do ano já sabíamos que um novo álbum do trio paulistano O Terno estava à caminho, ainda mais depois de uma campanha de financiamento coletivo tão legal e de um papo que batemos com o vocalista Tim Bernardes pouco antes do lançamento dessa faixa. Já sabíamos de tudo isso, mais ainda não era exatamente claro como ele iria soar.

O Cinza já apontava para muita coisa que veríamos nesse segundo álbum do grupo, essa cara pouco mais séria, mas não menos roqueira e revivalista. O lançamento do disco veio logo na semana seguinte e conquistou não só os velhos fãs, mas também muitos novos admiradores. Não à toa, a banda foi convidada para se apresentar no Lollapalooza do próximo ano.

Setembro: Kendrick Lamar une-se a Flying Lotus em faixa do novo disco do produtor

Flying Lotus havia revelado anteriormente alguns teasers de seu enigmático álbum You’re Dead! – além de diversos detalhes da obra -, porém Never Catch Me foi de fato a primeira música que veio a público anunciando como soaria esse novo lançamento do produtor. A surpresa foi ver o rapper Kendrick Lamar se unindo a Steven Ellison de forma tão arrebatadora. O rap de Lamar se uniu de forma tão perfeita à produção jazzística de Ellison que, instantaneamente, a expectativa em relação ao resultado do álbum cresceu vertiginosamente.

O resultado é incrível, não só por conta desta faixa ou das rimas de Lamar, mas creio essa música adicione muito a narrativa fúnebre de Flying Lotus, ao dialogo macabro que ele estabelece com a morte (e porque não com a vida?). Creio que grande parte da essência do disco é passada também pelo clipe dessa faixa e pela mensagem de liberdade post mortem.

Outubro: Do nada, Criolo anuncia novo disco

A primeira quinzena de outubro quase chegava ao fim quando Criolo anunciou que seu novo álbum, Convoque Seu Buda, sairia no mês seguinte. O anúncio veio acompanhado da revelação de participações especiais de Kiko Dinucci e Rodrigo Campos, indicando uma pegada ainda mais brasileira que Nó Na Orelha, disco lançado pelo rapper em 2011. A produção ficou mais uma vez por conta de Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, que assumiram os comandos neste álbum de 2011.

No final do mês, Criolo revelou a faixa-título da obra e logo no começo de novembro a disponibilizou na íntegra para download gratuito. De fato o disco tinha essa cara mais abrasileirada, ainda mais com a participação de nomes como Tulipa Ruiz e Juçara Marçal. Convoque Seu Buda é um disco que serve não só para reforçar o bom momento do estilo no país, mas para corroborar o talento do rapper, como músico e cronista social.

Novembro: Que faixa é essa de Mark Ronson e Bruno Mars?

Fazia já algum tempo que Mark Ronson estava sumido, praticamente desde os desdobramentos de seu disco Record Collection, lançado em 2010. Porém sempre que o cara lança qualquer coisa já é motivo para parar tudo o que se está fazendo e ir conferir aquilo na hora. Ronson já virou sinônimo de música boa e não à toa, ele é o cara! No começo de novembro, o produtor anunciou seu novo álbum, Uptown Special e de quebra apresentou sua primeira faixa, Uptown Funk, com a participação de Bruno Mars.

Como já era de se esperar, a música tem muito do Funk e o balanço da música negra, uma mistura extremamente potente e dona de um dos melhores grooves de 2014. A notícia é deste ano, mas a expectativa mesmo é para 2015, quando o álbum chega à lojas (no dia 27 de janeiro para ser mais exato). E a ansiedade só aumenta a saber que gente como Stevie Wonder, Andrew Wyatt (Miike Snow), Kevin Parker (Tame Impala) e Mystikal também estarão envolvidos nesse projeto.

Dezembro: Los Hermanos fará shows no Rio De Janeiro em 2015

Apesar de nunca ser uma carta exatamente fora do baralho, a esta altura não é tão comum assim uma reunião de Los Hermanos, ainda mais com Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo (e sua Banda do Mar) em turnê de divulgação dos seus mais recentes discos. Mas o que surgiu como uma informação vazada, se confirmou e de fato o grupo se apresentará no próximo ano, em shows que comemoram os 450 anos da cidade do Rio de Janeiro.

Depois de três anos de sua última reunião, o grupo se apresentará nos dias 30 e 31 de outubro no Jockey Club Brasileiro. No clima de especulação, há quem diga que o grupo pode fazer outros shows além desses e que eles possivelmente poderiam acontecer em uma parceria com o site de financiamento coletivo Queremos. Torcemos para que o boato tenha seus fundamentos e que no próximo ano mais pessoas, além dos cariocas, possam ver o quarteto reunido novamente.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts