Backup: Tyler, The Creator

Rapper se apresenta no domingo, dia 25 de março

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Já era hora de termos Tyler, The Creator em show solo no Brasil – sua última (e única) passagem por aqui foi com o coletivo Odd Future no saudoso SWU, em 2011. Confirmado para o terceiro e último dia do evento (domingo, 25), o músico vem para mostrar em nosso território qual é a do Hip Hop contemporâneo que tanto chama atenção de público e crítica ao redor do globo.

Uma olhada no que já foi publicado sobre ele no Monkeybuzz ajuda a explicar essa questão – a começar por seu trabalho no coletivo:

“Tyler, the Creator é a figura central do grupo e com três discos já gravados pode ser considerado seu caso de maior sucesso. Polêmico em suas letras e clipes, mas ao mesmo tempo uma pessoa relativamente tranquila (straight edge), procura sempre ajudar os membros do Odd Future, colocando-os para participações especiais em seus discos solo como em Wolf de 2013” (artigo, abril de 2013).

Seu primeiro disco, Goblin (2011) “mexeu nas estruturas do Hip Hop ao retomar as raízes de um estilo que havia sido modificado e massificado ao longo dos últimos anos. Saíam as batidas eletrônicas, pensadas para clubes e baladas, e entraram as cruas, duras e marcadas em baixo e baterias sem polimento; Acabaram as letras a respeito do padrão de vida dos rappers – o número de carros que detinham, as cifras de suas contas bancárias e as belas mulheres com quem se relacionavam – para letras retratando o ódio a respeito do abandono familiar, as batalhas na vida e sim, muita polêmica em letras pesadíssimas. O que muitos não compreendem é o fato de Tyler ser um rapper teatral e irônico, representando em suas músicas diversas facetas de sua personalidade”, tudo isso em um texto que conclui: “Não só Tyler consegue ser polêmico como o gênero pede, mas criativo e acompanhado de um grupo de jovens talentosos que ele mesmo ajudou a lançar” (resenha, abril de 2013).

Depois de Goblin e Wolf (2013), veio a vez de Cherry Bomb, disco de 2015. No disco – “uma boa transição para algo totalmente novo e interessante” -, “Tyler tenta fugir de seus estigmas musicais ao criar faixas que fogem muitas vezes do que conhecíamos ao flertar com o Punk Rock, o R&B e o Jazz – alguns dos melhores momentos de sua carreira” (resenha, abril de 2015).

Seguindo os lançamentos de dois em dois anos, o músico apresentou em 2017 este que é seu trabalho mais recente, Flower Boy. “O nome do álbum faz alusão à nova persona de Tyler – agora um “garoto floral” ao invés do polêmico Bastard ou do anárquico Goblin que havíamos conhecido em seus trabalhos anteriores -, e a capa nos mostra um jardim florido polinizado por abelhas. No entanto é, na verdade, na produção que a nova música do artista desabrocha de vez, exibindo uma faceta refrescante, solar e relaxada, menos focada no Rap e mais aberta à intervenções do Soul e do R&B” (resenha, julho de 2017).

E é no auge criativo de sua intensa e inquieta carreira que Tyler, the Creator vem ao Lollapalooza Brasil como um dos maiores expoentes do Hip Hop da atualidade, para a plena satisfação de fãs do gênero e curiosos a respeito do estilo.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.