Boogarins, Cut Copy, Foals e Kendrick Lamar Encerram o Último Dia do Festival

Diversidade de estilos com um sabor especialmente brasileiro fizeram deste o dia mais lotado de todo evento

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O último dia do Primavera Sound 2014 teve o esperado Sol que aparece quase diariamente na árida Barcelona, mas que teimou em sumir ao longo dos outros dias. Tivemos um sábado repleto de experiencias musicais distintas naquele que foi com certeza o mais diverso do festival. Passando do Afrobeat ao Rock Psicodélico e com ótimos concertos dos brasileiros que se apresentariam em sequência (Boogarins e Caetano Veloso), a edição espanhola do evento mostrou que a música atual está tomando novos rumos e que o Brasil mostra uma nova identidade sonora para o mundo. Nomes como Kendrick Lamar, Earl Sweatshirt e Ty Segall, entre tantos outros, foram cobertos enquanto aconteciam ao mesmo tempo, mostrando que, para entender tudo o que estava se passando aqui, era necessário andar compulsivamente de um lado a outro.

Mostra que um grande festival de música é destinado a qualquer gênero musical, mas sem ser objetivo demais: Caso você fosse para ver uma banda somente e chegasse antes, ou ficasse após o seu show, poderia escutar coisas boas que muitas vezes nunca haviam sido escutadas. Se programar e ter paciência para andar no dia mais lotado de todos recompensou as diversas nacionalidades que lotaram a já turística Barcelona. A capital da Catalunha é o companheiro ideal para este evento, que aqui traz novas bandas e identidades sonoras para serem mostradas a um público aficcionado por música, algo que o povo catalão é. O clima é propicio para um evento musical: os estilos de pessoas e roupas que são vistos em festivais são encontrados naturalmente pelas ruas da cidade nas mais diversas situações. Que lugar melhor para um grupo tocar do que um que permite e pede por identidade?

Ao pegar, o metro podia-se notar que o festival estaria mais cheio do que nos outros dias, estes com um ótimo público. Era sábado, dia livre e sem compromissos que permite mais pessoas irem, fora o seu lineup com grandes nomes como Foals e Cut Copy. No entanto, logo em seu início, um dos shows mais esperados por nós era o de Boogarins, banda brasileira que lançou o ótimo As Plantam que Curam e tocava às 19:30 no Palco Vice.

Boogarins

Após uma turnê nos EUA e na Europa com mais de 70 shows ao lado de grandes nomes como of Montreal e Temples, os goianos mostravam que seriam uma banda bastante diferente após a sua estreia no ano passado. Já os havia visto em São Paulo no início do ano, saindo impressionado com o som poderoso e roqueiro que o tinha grupo ao vivo. Seu Rock Psicodélico com harmonias brasileiras e idioma português parecia um híbrido entre Os Mutantes e Tame Impala, mas com um tempero diferente e fugindo da obviedade desta comparação. Seu disco, agradável logo na primeira audição e com ótimas músicas, era o convite ideal a um público que enchia aos poucos o palco Vice.

Avalanche abriu e já mostrou que o som estava diferente: mais seguros e menos fechados na estrutura da música, os músicos passavam entre cada faixa como uma grande jam session em livres acordes fundamentados no Rock. Deu pra ter noção que uma banda sabe o que está fazendo quando consegue ir além de cada música e mostrar novas facetas ao vivo, algo que faça valer o seu ingresso e crie uma nova experiência para as suas músicas . A paisagem ensolarada paradisíaca às margens do mar que circulava pelo entorno do evento dava o tom ideal para um som com raízes na aridez goiana. Fernando Almeida e Benke Ferraz faziam uma disputa por riffs de guitarra com texturas sonoras que trazem todo o ar psicodélico que eles propõem, no entanto mostram agora uma liberdade muito maior para transformar as suas composições. O baixo hipnótico de Rafael Vaz e o instinto percussivo de Hans Castro fizeram daquele momento uma verdadeira mostra do que pode ser considerada a música brasileira atual, cantada no nosso idioma e com elementos que as diferenciam de tudo o que poderia ser considerado psicodélico no festival.

Maduro e fundamentalmente roqueiro, o grupo cria uma experiência ao vivo que nos lembra os tempos em que música psicodélica era bastante difundida, nos anos 1960. Passando por músicas como Hoje eu Aprendi de Verdade, Doce, Erre e Infinu, o grupo mostra que, quando se tem um bom disco, e uma apresentação explosiva, fica díficil conter os bons elogios que começam a surgir no meio musical. Na medida certa para quem está com saudades dos bons tempos do Rock & Roll funkeado e grooveado também, Boogarins sabe misturar toda a riqueza das harmonias brasileiras com a Psicodelia, algo que não chamou atenção só no Brasil e começa a ganhar o mundo cantando em português. Aliás, a repercussão internacional que o grupo começa a ter mostra que o nosso idioma não se torna uma barreira quando a proposta lisérgica da música faz com que todos os presentes, das mais variadas nacionalidades, conseguem compreender, acima de tudo, o som criado ao vivo. Bastante aplaudida e festejada, a apresentação roubou a cena no evento ao notarmos a evolução da banda em menos de um ano e o magnetismo que as suas músicas criavam no público do festival – quem passava pelo palco acabava ficando e curtindo o som à sua maneira. Com gravações a serem feitos em um estúdio em Gijón em breve, podemos ter certeza que boas e surpreendentes coisas ainda virão por aí após tanto tempo na estrada.

Caetano Veloso

Logo em seguida, em uma dobradinha perfeita, o cantor viria a consolidar o nosso idioma naquele que já era o Primavera Sound mais brasileiro de todos. No palco Ray Ban, um dos melhores de todo o evento (com uma concha acústica e uma auditório para quem preferisse ver o show sentado), as pessoas chegavam e lotavam o local aos palcos até que nenhum assento estivesse disponível. A turnê de Abraçaço, um dos melhores discos de música brasileira dos últimos anos, é muito mais roqueira e segue a trilogia , que tem como a banda de apoio o trio roqueiro de mesmo nome. Como uma verdadeira lição de Indie Rock, o álbum já mostrava um olhar atento da lenda viva para o que estava surgindo de mais novo na música, mas sem nunca perder a sua identidade. Faixas como A Bossa Nova é Foda e Abraçaço são lições de como explorar o gênero de forma diferente e brasileira. A pegada Rock & Roll desta turnê, com toques psicodélicos nas músicas mais novas, não esconde o gosto rítmico do músico para seus clássicos levarem todos a dançar como Quando o Galo Cantou e Triste Bahia, de seu seminal e internacional disco Transa. Se na música os presentes já estavam convencidos pela apresentação, a simpatia de Caetano Veloso, falando e cantando em Espanhol “porque não sabia falar catalão”, acabou ganhando todos, algo que deve se repetir quando o virmos em Porto, na edição portuguesa do Primavera Sound.

Earl Sweatshirt

Na metade do show de Caetano, fui ver um dos nomes mais comentados por nós na cena do novo Hip Hop. Membro do polêmico coletivo OFKTWG, que tem nomes como Tyler, The Creator e Frank Ocean entre seus integrantes, Earl Sweatshirt se mostrou menos encrenqueiro e mais preocupado em fazer um bom bom concerto, apesar de seu setup diminuto. Enquanto Earl não entrava, seu DJ Victorious tentava animar o público sem muito acerto, algo que só aconteceu quando o rapper entrou freneticamente no palco. Batidas jogadas através do computador eram a cozinha para que o cantor cantasse a maioria das músicas de seu bom primeiro disco, Doris, mas que se mostraram um pouco limitadas ao justamente não sair do que já era esperada. No entanto, o estilo MC do cantor, interagindo e chamando o público para interagir à sua maneira, fizeram sua apresentação divertida, apesar de não impactar tanto assim – seu disco não é superado ao vivo, apesar das improvisações em rimas rápidas e melódicas. Destaque para Whoa e Molasses, entoadas pelos presentes, mas, ao fim, se nota a necessidade de uma banda de apoio para auxiliar o músico em suas composições.

Godspeed You! Black Emperor e Connan Mockasin

Os reclusos e misteriosos canadenses do grupo Godspeed You! Black Emperor eram um dos nomes mais comentados em uma noite que viria a se tornar dedicada em certa parte ao Rock Instrumental com Mogwai. Seu som, que parte de texturas sonoras (como frequências até orquestrações em violino), certamente faz um dos concertos mais exigentes de todo o festival e será melhor analisado na edição do Porto do festival. Seus primeiros 15 minutos de somente distorção e ecos, os mesmos encontrados no denso e violento Allelujah! Don’t Bend! Ascend!, colocavam o público em xeque sobre o que estava acontecendo até que, aos poucos, a apresentação foi crescendo, apesar da clara necessidade de atenção paralisada dos presentes. No entanto, como já iriamos cobri-lo na semana que vem, decide ir ver ao vivo um outro nome muito comentado no festival e que lotava o Palco Vice, o neozelandês Connan Mockasin. Seu estilo bebendo da Psicodelia que já tinha tocado no mesmo palco, mas mais introvertida e lisérgica, mostra influências de Syd Barret, primeiro vocalista do Pink Floyd. Em tempos atuais, pode-se ver um pouco de Ariel Pink nele com identidade e gosto no Dream Pop, entretanto é extremamente difícil de classificá-lo propriamente através de todo o Rock psicodélico e viajante que foi feito ao vivo, sendo umas das grandes surpresas de todo o festival e um artista que deve ser visto mais de perto.

Kendrick Lamar

O rapper de Compton, Califórnia era um dos headliners daquele dia ao lado de Caetano Veloso e Foals, mostrando que a diversidade sonora estava em pauta. Sendo mais um nome que iremos cobrir integralmente no Porto, dado o número de atrações simultâneas – e a necessidade de cobrir o máximo possível, vimos metade de um dos melhores shows de todo o festival. Entre os grandes novos nomes do Hip Hop atual, Kendrick Lamar está ao lado de Drake entre os mais talentosos e populares, e apresentaria ao vivo o seu excelente e cinematográfico disco de 2012 good kid, m.A.A.d city. O rapper é conhecido pelas rimas rápidas e capacidade de ficar contar com um olhar jornalístico histórias do seu cotidiano, como nas faixas m.A.A.d city e Poetic Justice, dois hits entoados por todo o público naquela noite. Seu setup com uma banda completa de apoio – baterista, guitarrista, baixista e DJ-, mostrava que o segundo MC da noite traria algo diferente, ao vivo. Sem sombras de dúvidas, as rimas emotivas e urbanas de seus discos ganharam outro vigor, e ímpeto, se mostrando mais pesadas quando deveriam ser como em m.A.A.d city e mais funkeadas em outros momentos, como no seu clássico, Bitch Don’t Kill My Vibe. Claramente sincronizado com o público, Kendrick conversava bastante com a sua audiência e espera voltar, ao dizer no meio da apresentação: “Se vocês estão felizes, nós estamos bem, e isso significa que estamos fazendo tudo certo, o que nos possibilita tocar aqui de novo. Espero que tudo continue assim”.

Blood Orange e Sean Kuti & Egypt 80

Disputando o mesmo horário do festival estavam dois atos que podem ser considerados músicas sensuais sob diferentes aspectos. Blood Orange, projeto de R&B, Soul e ritmos urbanos com toques Eletrônicos de Devonté Hynes, trouxe ao Palco Pitchfork o suingue e a sensualidade de uma banda completa para auxiliá-lo à frente da apresentação de seu ótimo Cupid Deluxe. Se em discos temos um som funky com guitarras rítmicas e um baixo dançante, sua apresentação é no mínimo romântica e sexual e faz com que o público presente em um dos shows mais lotados daquele palco dance compulsivamente e procure alguém para acompanhar seus passos. Seus vocais em falsetes lembram Prince, enquanto toda a sua roupagem sonora se adequa muito bem ao que Daft Punk fez com a música ao reintroduzir Funk e Disco dos anos 1970. Se as pessoas já estavam se empolgando com o teor da música de Blood Orange, o concerto realizado ao lado poderia ser considerado totalmente oposto, apesar de um tema semelhante. Sean Kuti, filho da lenda Fela Kuti, se apresentava com a última banda de seu pai, Egypt 80, apresentando o seu disco recentemente lançado, A Long Way to The Beginning. O Afrobeat de raiz, algo que só pode ser reproduzido fielmente caso seja feito com a história e os símbolos por trás do estilo, foi um dos grandes momentos de todo o festival ao transformar o palco Ray Ban em um “culto”, como seu pai gostava de fazer. Cantoras africanas não paravam um instante de dançar e fazer os backing vocals em um estilo que parece chamar o público para entrar em transe: seus ritmos suingados e repetidos são acompanhados de perto até que os sopros entrem e tragam novas cores à música. O saxofonista tocaria um cover de seu pai, a clássica VIP, um dos símbolos de uma luta contra um regime ditatorial na Nigéria, enquanto apresentava ao melhor estilo africano, sem parar um segundo, algo que certamente cativava ainda mais o público, que já mostrava um relação quase religiosa com o concerto. Podíamos constatar que ambas as apresentações eram sensuais à sua maneira – enquanto Blood Orange tranquilizava o seu público de forma romântica, Sean Kuti energizava a sua audiência com ritmos africanos antropológicos e compreensíveis a todos.

Mogwai e Ty Segall

Ambos os shows serão vistos em Porto, mas não pude deixar de conferir cada um deles, que aconteciam ao mesmo tempo no festival em Barcelona. Os escoceses do grupo Mogwai seguiam o Rock Instrumental que havia passado pelo mesmo palco anteriormente, mas tocando-o a sua maneira. Apresentando seu mais recente disco, Rave Tapes, quase todo tocado integralmente, o grupo faz o que sabe fazer de melhor: barulho. É impressionante a altura do som que sai das caixas, algo já visto anteriormente no Sónar em São Paulo, mas que se torna ainda mais chocante em um ambiente aberto. A banda cria quase que de forma pragmática seu som, elevando o número de camadas e instrumentos a cada tempo musical de forma progressiva, criando uma espécie de filme que pode ser interpretado de acordo com cada um pela ausência de letras em suas composições. Atento e paralisado, o público assistia à apresentação cinematográfica do grupo como se estivesse diante de uma tela de cinema. Ao mesmo tempo, o norte-americano Ty Segall, um dos que estavam na primeira fila vendo Boogarins mais cedo, apresentava o seu Rock característico e frenético. Workaholic, o guitarrista, que já gravou bateria no Fuzz e tem diversos discos lançados nos últimos dois anos, faz uma mistura de Punk Rock com Mötorhead, devido ao peso e o volume alto que sai de sua pequena, porém vibrante, banda. Com uma atitude Grunge em termos de energia e raiva sendo tocada no palco, o músico promete uma apresentação ainda mais intensa no Porto, sem antes de tocar grandes faixas de um de seus melhores discos, Twins como Thank God for the Sinner e The Hill.

Foals

Foals seria a última banda a se apresentar no palco Heineken, mostrando que em somente três discos já havia se tornado bem grande. Muitos ingleses vieram ao Primavera Sound para vê-lA naquela que seria a sua primeira apresentação no festival e, como já havíamos notado no Lollapalooza do ano passado, poucas bandas consegue fazer um show de Rock tão bom quanto essa na atualidade. Evidentemente, seu último disco é mais Pop, algo que pode ser visto quando faixas como My Number e Late Night são tocadas, mas não deixa de perder o peso quando Inhaler abre todo o espaço entre o público para que seus ouvintes pulem freneticamente. O virtuosismo da banda vem de um som nada óbvio e simples de ser feito, o Math Rock no qual seus músicos se defrontam com ritmos diferentes em seus instrumentos para criar uma mistura precisa, dançante e roqueira. Enquanto bateria e baixo aproveitam a mesma levada, as guitarras fluem de forma livre, cada uma fazendo um riff diferente, mas sempre encaixadas no tempo certo. Após a quinta vez ao vivo, posso continuar afirmando que poucos grupos conseguem mostrar o Rock atual de uma forma tão moderna, mas ao mesmo tempo acessível com os vocais emotivos de Yannis Phillippakis, todos entoados pelos presentes em grande comunhão. Se as faixas de Total Live Forever, como a título e Spanish Sahara, são feitas para acalmar os ânimos é quando as músicas de seu primeiro disco, Antidotes, são tocadas e nunca deixadas de lado, é porque as coisas fazem sentido. Two Steps, Twice e Red Stock Pungie acabam consolidando o grupo no seleto time de apresentações que não representam a grandiosidade de suas obras porque são ainda mais intensas e trazem uma roupagem totalmente distinta ao som conhecido de forma gravada.

Black Lips e Cut Copy

Encerrando as atividades do Primavera Sound de Barcelona, antes dos últimos DJ sets que continuaram a festa por pelo menos mais um pouco, tínhamos dois shows disputando a atenção do público, mas com propostas diferentes. Ambos poderiam muito bem ser seguidos por qualquer um que tivesse saído do concerto de Foals: Um em busca de Rock e outro em busca de Dança. Black Lips trazia mais uma vez o Garage Rock ao palco Pitchfork em um divertido concerto que, ao mesmo tempo que tem o ímpeto do estilo, consegue fazer o público se movimentar e dançar bastante quando alguns hinos como Raw Meat e Modern Art são tocados. Do outro lado, no grande palco ATP, os australianos do grupo Cut Copy deram uma bela amostra do que será visto nesta semana em São Paulo, uma verdadeira celebração do Indie Dance com um show que se tornou uma verdadeira rave por ser feito em um espaço aberto em Barcelona. Com uma clima muito livre, o público dançava e passava de um lado em grupos celebrando faixas como Hearts On Fire, Nobody Lost, Nobody Found e Lights & Music, todas de seu segundo disco, In Ghost Colours, sem esquecer das coisas mais novas vindas de Zonoscope e Free Your Mind. Se em um espaço aberto tínhamos certeza que estávamos diante da maior festa de todo o festival com um concerto completo da banda, podemos ter certeza que no Audio Club, um espaço fechado, tudo se tornará uma grande balada com uma ótima música sendo tocada ao vivo.

Ao final do último dia de Primavera Sound de Barcelona, uma diversidade de gêneros tomou conta do Parc del Fòrum em um sábado que homenageou a música brasileira sendo cantada em português. Partindo do Rock Psicodélico ao Hip Hop, do Afrobeat ao Rock Instrumental, mas com espaço na costumeira cena Eletrônica que faz parte do evento, podemos considerar o dia como ideal para qualquer público de música pois dificilmente se sairia do festival insatisfeito. Ao longo destes três dias, tivemos a chance de cobrir o máximo de bandas em um dos grandes festivais de música na atualidade, que se propõe acima de tudo a mostrar música nova para um público jovem e aberto ao pluralismo musical. Acima de tudo, mostra que um evento deste porte pode ser feito à maneira de cada um, com roteiros que são indicados ao longo dos dias pela programação, mas que são facilmente moldáveis e adaptáveis.

Continuaremos a nossa cobertura agora da cidade do Porto em um festival que tem os grandes nomes vistos aqui, mas ordenados de uma forma em que quase nada seja perdido pelo público e, com isso, poderemos dar novas impressões sobre algumas coisas que vimos aqui e outras ainda inéditas. Vamos nessa!

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Autor:

Economista musical, viciado em games, filmes, astrofísica e arte em geral.