Cage The Elephant: Orgulho De Amar O Brasil

Banda faz show parecido com o de 2012, porém empolga da mesma forma

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A segunda passagem de Cage The Elephant pelo país trouxe ao festival mais um nome de peso a seu line up. A última vez que tivemos a oportunidade de ver seu show foi há dois anos, na primeira edição do festival em São Paulo (apresentação esta que deixou saudades pelas loucuras de Matt Schültz e sua trupe). Agora, dois anos depois, eles retornaram com novas músicas de seu excelente disco Melophobia e para suas apresentações em São Paulo (side show e festival).

Nem mesmo a distância do Palco Ônix foi capaz de deter os fãs alucinados de correrem para garantir um bom lugar (o que não era tão necessário, visto que o terreno era praticamente um anfiteatro: elevado em forma de rampa). Quando a banda entoou os primeiros acordes de Spiderhead, já era possível perceber: eles realmente estavam de volta e com um espírito tão animado quanto da última vez.

O setlist do show se mostrou equilibrado entre o primeiro e o último disco, sendo que foram tocadas apenas três músicas do segundo. Mas isso não foi motivo para descontentamento, afinal, todos lá pareciam animados com as danças e presença de palco de Cage The Elephant, se esgoelando ao som de Aberdeen ou Ain’t No Rest For The Wicked. Não só de mosh sobreviveu o show, Matt fez questão de falar para os presentes mostrarem seus melhores passos de dança, em um exemplo muito bom de relação com o público.

Na verdade, este foi um dos poucos pontos que notamos de evolução entre a apresentação de 2012 e a atual (que se manteve praticamente igual). Matt mostrava que a relação da banda com o país era forte, exaltando o fato de que nós brasileiros temos um coração para a música e que isso vale muito. O público também respondia às demonstrações de afeto do vocalista à sua maneira: seja pelos gritos pedindo para Matt pular na plateia ou cantando mesmo as músicas mais lentas. A relação foi fechada com chave de ouro quando o vocalista explicou que a faixa Come A Little Closer havia sido composta em nosso país e, por isso, eram eternamente gratos a nós.

Houve alguns problemas de som que fizeram Cage the Elephant ter que adaptar certas músicas tocadas no violão para um formato com guitarras, entretanto, não foi algo tão drástico, sequer percebido por muita gente. Outro aspecto que abaixa um pouco a nota da banda é de produzir apresentações iguais, não só com o mesmo line up (do side show e do festival) como a mesma dinâmica de 2012. Entretanto, nada disso é um fato relevante o suficiente para você deixar de ver o grupo ao vivo.

Enfim, ficamos mortos depois desta apresentação. E Matt também, afinal, ele escalou a estrutura da tenda de monitoramento de som e ficou deitado por um tempo esgotado, porém feliz.

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Autor:

Designer frustrado, julgador de capas de discos e odiador daqueles que põem o feijão antes do arroz.