Com Apresentação Hiperativa, Skrillex Fecha Muito Bem o Palco Onix No Sábado

Produtor e DJ mostra porque foi “promovido” de revelação da tenda Eletrônica a co-headliner

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Fotos: I Hate Flash/Lollapalooza Brasil

Épico. Essa é a melhor palavra para descrever o que foi o show de Skrillex durante a primeira noite da edição 2015 do Lollapalooza Brasil. Durante mais de uma hora, o DJ transformou o Autódromo de Interlagos em uma grande balada a céu aberto, com direito a luzes, lasers, fumaça e até alguns fogos de artifício – além dos telões que brincavam a todo momento com o que acontecia nas pick-ups, criando animações tão frenéticas quanto suas músicas.

Sem grandes shows acontecendo ao mesmo tempo, o DJ parece ter chamado a atenção de todos os presentes e os levando ao Palco Onix, beneficiado pela ótima vista panorâmica, já que está localizado em um morro. Apinhado de gente até onde os olhos conseguiam enxergar, a apresentação se dava como uma grande troca de energia, com a multidão dançando convulsivamente lá em baixo, enquanto Moore orquestrava seus drops e baixos pesados – aquela música que você literalmente sente, com o graves pulsando pelas ondas sonoras.

Musicalmente, o DJ visitou boa parte de sua carreira, recolhendo hits e faixas de antigas compilações, assim como as músicas de seu novo álbum, Recess. Parcerias (como a de Diplo em Jack Ü) também não faltaram, colorindo ainda mais o universo bem abrangente das composições de Skrillex. Além dessas, Sonny se revelou como um bom imã da cultura Pop, tocando faixas de DJ Snake, Dillon Francis e Calvin Harris – além de um trecho de Circle Of Life, popularizada pela animação da Disney O Rei Leão, e Fat Lip, de Sum 41.

A todo momento, algo era criado para surpreender os presentes, algo inusitado, como um drop que se encaixava com o próximo hit, algum remix diferente, algum mash up criado ali na hora, as animações que davam algum toque de humor ou mesmo as explosões de fumaça e fogos à beira do palco. Uma apresentação tão acelerada e frenética quanto o ritmo que Skrillex ajudou a popularizar, o Dubstep – que foi o carro chefe da apresentação e que comandou boa parte das músicas tocadas lá.

Reggae, EDM, Brostep, Música Latina, Ska, Dub e outros tantos estilos também entraram na mistura, ora servindo como um respiro, ora com um build up para os baixos e drops da música de Skrillex. Se “épico” foi a melhor palavra para descrever o show, “caótico” seria a segunda – mas tudo bem, essa é exatamente a intenção de Soony. O DJ orquestrava tudo isso e ainda interagia com público e quase que a cada música conversava com a galera, dizendo o quanto era bom estar de volta ao Brasil e também mandando todos levantarem a mão ou pularem.

Esse show justificou não só a “promoção” do DJ, que em 2012 tocou ainda na tenda Eletrônica e agora fecha um dos palcos principais de um festival deste porte, como também o próprio crescimento de Moore como produtor e showman. Desculpem, fãs de Jack White e Robert Plant, mas o maior rockstar dessa edição do festival foi mesmo Skrillex.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts