Far From Alaska Mostra O Peso Do Rock Potiguar

Quem chegou cedo teve a oportunidade de presenciar uma explosiva apresentação

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Fotos: Breno Galtier

Começo de tarde e o Palco Onix inaugurou-se com a ótima apresentação do quinteto potiguar Far From Alaska. Entre alguns fãs e muitos curiosos que se apinhavam para ver o que acontecia naquele palco de onde saíam intensas pedradas roqueiras, o grupo soube conduzir um show intenso e pontuado de momentos marcantes – e não foram só os musicais.

O mais interessante era ver o quão mais potente as músicas do álbum modeHuman ficavam quando transportadas ao palco. Se com o EP Stereochrome, lançado no já longínquo 2012, o grupo criava uma apresentação poderosa, agora, com um álbum completo e com mais tempo na estrada, a banda se provou como dona de um show incendiário, assim como um dos grandes nomes da cena roqueira de nosso país. Ainda que repetindo o posto de abertura, as duas apresentações que eu já vi da banda diagnosticaram a mesma coisa: o quinteto tem potencial de tocar bem mais tarde e concorrer com grandes nomes internacionais pela atenção do público.

Conforme o show avançava, cada vez mais gente se amontava próximo ao palco e aqueles que estavam sentados na grama começavam se levantar para ensaiar uma dança ou balançar a cabeça no ar. Até o fim da apresentação, até podíamos ver algumas pessoas pulando conforme o ritmo das faixas – público esse que viu o quinteto muito raivoso em suas músicas, mas extremamente dócil ao agradecer os presentes. A vocalista Emmily Barreto chegou ainda a contar brevemente a história da banda e dizer que havia “chegado ao topo” por tocar no festival. Ainda falta um caminho até o ápice, mas não há como negar que o caminho até aqui foi percorrido muito rápido e de maneira esplêndida, Emmily.

Com uma mistura nada usual de Rock Alternativo, Stoner e elementos mais eletrônicos, o destaque do show vão para as faixas Thievery, Deadmen, Politiks e Dino Vs Dino, que, incorporadas pelas ondas sonoras, explodiam e reverberavam pelo palco. Uma experiência ao vivo completa e que enriquece, e muito, as músicas do álbum. Certamente, a banda soa muito melhor no álco, ganhando mais vigor na bateria, urgência na guitarra, potência no baixo e deixando ainda mais evidente a voz de Emily – e creio que não fui só eu que sai impressionado com os vocais dela.

Mais uma vez, volto a bater nas mesmas duas teclas: 1) o maior problema do show foi ser curto demais, visto que plateia e banda pareciam estar se divertindo muito e se entendendo muito bem; 2) Esse quinteto tem um potencial enorme e, se escalado em um horário mais nobre, poderia rivalizar tranquilamente pela atenção dos fãs de música.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts