Julian Casablancas: Mesmo com energia, vocalista do Strokes não impressiona

Faixas do disco “11th Dimension” e hit do passado não bastaram para agradar o público

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Fotos: Liliane Calegari

Os comentários e imagens do Lollapalooza Chile chegaram ao Brasil antes de Julian Casablancas e eles não eram nada bons ao se tratar de seu atual show solo. O músico, símbolo do Indie Rock dos anos 2000 e que costumava ser mestre em fazer garotas adolescentes gritarem, parece ter perdido um pouco a mão e estar enfrentando uma fase de transição um pouco complicada.

Isso se confirmou quando Casablancas enfim adentrou o palco às 16h10 e arrancou uma porção de palmas a seu favor no começo, e isso foi cessando com o decorrer de sua apresentação. O show de Julian trouxe uma porção de faixas novas que provavelmente farão parte do tal trabalho do cantor junto da banda The Voidz, cogitado para sair em setembro deste ano.

Músicas como Ego, 2231 e Dare I Care foram parte das prévias mostradas pela primeira vez no Brasil, apoiando-se a uma sonoridade que busca as raízes de The Strokes, mas que de fato não chega lá, ou então apoia-se demais em distorções que não casam muito bem com os vocais do artista, deixando um ar meio poser aflorar pelo repertório.

O que de fato segurou o público foram as canções Glass e 11th Dimension do álbum Phrazes For The Young, além de hits da banda de formação de Julian, como Take It or Leave It e Ize of The World. Depois disso, ja não era tão difícil arrumar um lugar mais próximo da grade. O Stroke tocou mais ainda algumas novas e os mais insistentes ou que deviam ver os próximos shows por ali resolveram ficar, mas, de fato, a vinda do rapaz para o Brasil serviu mais para dar base do que devemos esperar de seu futuro álbum solo do que para nos divertir em uma tarde quente.

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Autor:

Jornalista por formação, fotógrafo sazonal e aventureiro no design gráfico.