Portugal. The Man: Fidelidade e Qualidade

Com show baseado em seu último disco, banda faz excelente apresentação no primeiro dia de festival

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Fotos: I Hate Flash

O clima não poderia estar melhor para a apresentação de Portugal. The Man no primeiro dia de Lollapalloza Brasil 2014. Ainda que nem se compare ao famoso frio do Alaska, lar da banda, o frescor do cair da tarde nos deu um gosto das influências gélidas de suas músicas. Um público considerável se aproximava do Palco Interlagos e, mesmo a parte da plateia que estava lá para guardar um bom lugar no show de Lorde, pôde se surpreender com um dos nomes mais bacanas e surpreendentes do festival.

Tratando-se de uma banda experimental, é sempre importante considerar que, para que haja uma fidelidade em relação ao som de estúdio, o equipamento é de suma importância para a completa apreciação do som. Neste caso, o grupo nos surpreendeu. A quantidade de teclados que seu tecladista trouxe deixou claro que a banda de fato se preocupava em mostrar um som forte e fiel, sendo que os músicos poderiam muito bem ter simplificado a logística de transporte trazendo um simples teclado digital e “sampleado” estes sons. Sintetizadores análogicos e pedaleiras infinitas renderam bons pontos para Portugal. The Man.

A qualidade de som também se justificava na voz do vocalista John Gourley ,que não se mostrava simplesmente amplificada, mas com leves filtros que equalizavam o vocal de modo a ficar muito parecido com as músicas dos discos (fato que levou alguns presentes a dizer: “É uma mulher cantando?”) .

Com um setlist baseado em seu último disco, Evil Friends, a banda provou que, embora sua presença de palco não seja das melhores, faz um ótimo show para se ver, mesmo que você não conheça tanto do conjunto. Agora, fica a vontade de ver uma apresentação solo de Portugal. The Man para aproveitar um repertório mais completo – não que este não tenha sido bom.

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Autor:

Designer frustrado, julgador de capas de discos e odiador daqueles que põem o feijão antes do arroz.