Quatro Motivos para ver Muse no Lollapalooza

Pode confiar: Banda britânica trará uma bela apresentação para encerrar a primeira noite do festival

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O 5 de abril tá chegando aí e, como todos nós sabemos, temos muito o que ver e inclusive a decidir pra não deixar nada de fora do primeiro dia de Lollapalooza. Pensando nisso, vamos bolar alguns textos pra convencer nossos leitores de fazer parte de alguns públicos e, por mais que eu julgue inclusive sem necessidade ainda ter que justificar alguns, vamos pontuar alguns motivos bem bacanas pra você não deixar de ver algumas bandas. Neste especial, eu venho te convencer a parar tudo o que você estiver fazendo às 21h30 de sábado pra ir ver o show de Muse e os motivos pra isso estão abaixo:

1) Coerência

A banda veio ao Brasil em 2013 para o Rock in Rio, no Rio do Janeiro, e contou com uma apresentação morna. Enquanto no ano passado tivemos de 80 a 100 mil pessoas vidradas em nomes mais conhecidos, Muse estava ali pra dar um ar mais despojado no “dia alternativo” do festival. Os músicos preferiram não ousar, fizeram bonito e não o incrível que Bellamy e sua turma estão acostumados a fazer. Com o trio afundado em timidez (o que é completamente incoerente visto que eles foram os primeiros a lotar o famoso estádio de Wembley, na Inglaterra), o público não contagiou como geralmente acontece em shows fechados. Os três londrinos se encaixam mais no perfil do Lollapalooza, do lado de bandas que também mesclam o mesmo público e engajam um som em comum, e com certeza estarão cercado de fãs em volume e prontos pra fazer uma apresentação dinâmica e explosiva como que o Brasil viu em 2008.

2) Setlist

Talvez por não se sentir tão confortável diante de um público que não estava tão próximo da banda quanto o de costume, o trio preferiu se manter na zona de conforto. Diante de um festival comercial, preferiu se apoiar nos hits e não apresentar tantas faixas do último trabalho. Daí um setlist seguro que não apostava na ousadia. De 19 músicas, somente Supremacy, Panic Station, Follow Me, Liquid State, Survival e Madness que marcavam presença do álbum de 2012. Dessa forma, fica em aberto para apresentar o show da nova turnê The 2nd Law com os sucessos do trabalho e todas as firulas que eu ainda vou falar por aqui. A banda já demonstrou que está bem familiarizada com as novas músicas, assim como seus fãs, no DVD ao vivo que gravou em Roma, em julho do ano passado. Abre-se, então, espaço para faixas que podem dar muito certo – como Animals, por exemplo – e retirar algumas que esfriam muito o público, como Monty Jam e Explorers. No show deste ano, Muse tem tudo para mostrar a potência que esses 20 anos de carreira construiu, trazer o vanguardismo de 2012 com força e sem dó com sombriedade que foi construído The 2nd Law. Tudo isso mesclado aos magníficos solos de guitarra improvisados que Bellamy presenteia seu público.

3) Palco

Chegamos em um dos pontos mais fortes de Muse. A banda já ganhou diversos prêmios consecutivos de melhor show da Europa e investe pesado na apresentação ao vivo, luzes, LED, performers, balões, jogos de fumaça, elementos pra ajudar na sinestesia com sua música. Desta vez, não iria ser diferente. Na The 2nd Law Tour, o trio pegou uma linguagem de vértices, seguindo em pirâmides em LED, pianos que surgem do chão, efeitos de laser nos singles, uma overdose de telões, guitarras, canhões de fumaça, entre outros. Essa linguagem visual toda está atrelada a uma engenharia agressiva uqe combina bem com o tom pesado do novo álbum. The 2nd Law pode assustar um público comercial com suas notas do Dubstep, mas não seus fãs de verdade que já entendem que mudança é a característica mais forte de CD pra CD do trio. Todos nós sabemos que em festival os palcos não são fiéis e não dá para abusar, afinal são várias bandas que tocam no mesmo espaço e não dá tempo para personalizar um espaço para um só artista. Mas como vimos ano passado com The Killers (ou até com Muse, no Rock in Rio) é possível fazer um mínimo para dar a cara para o palco. Não que teremos acesso ao que os italianos tiveram, seria demais. Mas com certeza sentiremos um gosto do espetáculo que Matt, Chris e Dominic estão habituados a criar.

4) Qualidade

Quem já se sentiu curioso e botou qualquer um dos seis álbuns do Muse pra tocar já viu que os ingleses se destacam em meio a tanto Brit Rock que se fabricou nos últimos anos. Fazem um som com identidade muito forte e, quem já teve a oportunidade de ver alguma apresentação ao vivo dos caras sabe que é uma oportunidade única de ver uma performance, um espetáculo. São apenas três músicos que conseguem encher um palco enorme, não só de instrumentos e aparelhagem de suporte, mas de presença, energia, movimento. Bellamy não para nenhum segundo, se envolve com a música intrinsecamente, assim como o frenesi de Chris, o que dosa com a sobriedade de Dominic. Balanceiam, dessa forma, explosivamente bem em cima do palco.

Justamente com a soma desses quatro elementos acima que temos a resposta da pergunta desse artigo. Coisa boa não cansa. Serão 90 minutos que prometem êxtase total. Hits dos outros cinco álbuns de estúdio dos londrinos, desde New Born, Showbiz, Time is Running Out a Feeling Good, Plug in Baby e o ápice em Starlight. Músicos de verdade que se preocupam tanto com a música que não a dão sozinha para seus fãs, trazem em pacote com luz e efeitos para que se torne uma experiência forte, jovem e marcante. Não é à toa que até hoje em rodas e conversas de boteco que eu e alguns amigos relembramos do show de seis anos atrás. Mostraram ali porque ganharam cinco MTV Europe Music Awards, cinco Q Awards, nove NME Awards, dois Brit awards, quatro Kerrang! Awards e um American Music Awards – além de cinco indicações ao Grammy. Provaram que não são só uma banda. São completos e sabem mostrar isso em suas apresentações de tirar o fôlego. Diante de vocês, no sábado, às 21h30, Matt e seus amigos te convidam a pular por uma hora e meia. Aceita, vai.

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Autor:

Publicitário que não sabe o que consome mais: música, jornalismo ou Burger King