Queens of The Stone Age faz um show histórico na segunda noite do Lollapalooza

Josh Homme e sua turma quebraram tudo, mas foram prejudicados pelo tempo em um show que poderia ter alguns minutinhos (ou horas) extras

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O segundo dia de Lollapalooza foi uma experiência e tanto para os fãs do Rock and Roll. Depois de ver impecáveis apresentações de Gary Clark Jr. e Alabama Shakes (e, acreditem, competir com Brittany Howard a esse ponto era uma tarefa extremamente difícil) veio o show histórico do Josh Homme e sua turma. Até mesmo quem estava lá só para acompanhar o show de The Black Keys não ficou imune à porrada do Queens of The Stone Age.

Os dois anos que separam a última apresentação do grupo no país (a ultima foi no SWU de 2010) foi um período com boas novidades, porém sem nenhum novo lançamento, e daí vem à grande semelhança entre os sets entre os dois shows. Porém, desta vez Homme e companhia pareciam bem mais empolgados e comunicativos, assim como o público (e isso fez toda a diferença). Mais uma vez, o repertório foi composto por grandes hits acumulados pelos anos de carreira da banda (principalmente do clássico disco Songs For The Deaf).

Mas não é só de “antiguidades” que foi formado o show. As novidades ficaram por conta de My God Is the Sun, música de Like Clockwork, novo disco do grupo esperado para junho deste ano, e ainda a presença de Jon Theodore (ex-baterista do The Mars Volta) assumindo as baquetas para este show.

Iniciando a performance, The Lost Art of Keeping a Secret, faixa constante em grande parte dos shows do QOTSA, saudou o público brasileiro e já anunciava a apresentação impecável que estaríamos prestes a ver. Após esta, veio um de seus maiores hits: No One Knows. Muito comemorada, cantada e ganhando o acompanhamento do tradicional coro seguindo a melodia da música. Ainda na segunda faixa, este foi um dos pontos mais altos do show.

Seguindo esse clima de combo de hits, a apresentação continuou com First It Giveth, Sick Sick Sick e Burn the Witch até a chegada de duas faixas um pouco menos conhecidas: Monsters in the Parasol e Hangin’ Tree. De maneira alguma elas esfriaram a apresentação, que em seguida mostraria uma das melhores faixas do grupo. Make It Wit Chu teve seu refrão cantado por um coro de mais de 40 mil vozes e, com certeza, foi um dos melhores momentos do show.

A este ponto, todo mundo estava ávido por novidades do próximo disco do grupo, ainda mais ao ver que a capa Like Clockwork estampava o fundo do palco. Ela veio com a ótima My God Is The Sun, que já aponta para um bom caminho no inédito álbum e nos deixa ainda mais ansiosos para seu lançamento.

Emendando mais hits depois desta, o grupo tocou Little Sister, Go With The Flow e encerrou com a incrível Song For The Dead, cheia de quebras no ritmo e guitarras extremamente potentes.

Esse foi um show arrebatador, mas ainda assim teve um problema: o tempo. A duração do show foi curta, em vista da quantidade de músicas que o grupo poderia tocar e o destaque que sempre teve no cenário musical. Ainda assim, foi uma apresentação incrível, sem dúvida alguma uma das melhores de todo o festival.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts