Steve Aoki provou ser o headliner de sábado

Performance do produtor teve direito a bote inflável, bolo, champagne, tudo regado a muito EDM e Electro House

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Era 21h15 e o público do festival já estava bem dividido. Os fãs de The Black Keys estavam em um extremo do festival e os loucos por Steve Aoki, com blusas que remetem à sua marca/cabelo, ou com cartazes, barcos e camas infláveis, estavam em outro. Com um atraso quase que imperceptível, o magrelo oriental entrou no palco Perry para euforia dos presentes e iniciou com sua abertura típica: *A-O-KI”, em repetidas vezes em forma de build-up para seu primeiro drop.

Steve preferiu iniciar seu set trazendo muito EDM para a pista. Isso ajudou a trazer gente que geralmente não iria gostar do Electro que viria posteriormente. Enquanto isso, o público ia à loucura mostrando cartazes escrito “Cake me” (em referência ao bolo que ele sempre leva para jogar na cara de algum fã) ou subindo em cima de colchões de ar e sendo levado pelas pessoas na frente do palco.

Vinte minutos foram suficientes para a brincadeira acabar e logo começar a “surra”. Turbulence, faixa com produção de Aoki e vocal do Lil’ John, veio em boa hora e pra comemorar o DJ estourou champagne em cima da caixa de som esquerda do palco. Mal deixou todos recuperarem e já veio com sua faixa em colaboração com The Bloody Beetroots, a famosa Warp, com direito até ao Uh uh no microfone. O barulho foi até o ápice com um Electrohouse e direito a vocal screamo.

Foi perceptível o clímax chegando quando a produção do Aoki tirou o lendário barco e levou em direção à plateia. Steve escolheu duas garotas pra subirem e soltou nas mãos dos primeiros da grade. Pra completar, pouco tempo depois, o último artefato de suas gigs, Steve escolheu alguém da plateia para arremessar um bolo enorme na cara.

Aoki preferiu, no Brasil, pegar mais leve em comparação à sua fama de mão pesada. Tirando as produções mais famosas como Pursuit of Happiness, Steve Jobs (em parceria com Angger Dimas) e Wake Up Call (com Sidney Samson). Mesmo com a típica hiperatividade do produtor (ele não parava de subir na mesa, subir na caixa de som, etc), o show deu uma desanimada depois dos primeiros 60 minutos, principalmente com a insistência dele de permanecer no EDM. Pra quem tava de peito aberto e com vontade de conhecer a habilidade do DJ, ficou feliz com o som indo desde o Electro House ao Moombahouse, com suas pitadas necessárias no Dubstep. No sábado, com toda a energia que pairava no Perry, não existia sentimento de remorso em relação a The Black Keys que acontecia na mesma hora. O headliner era Aoki.

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ARTISTA: Steve Aoki

Autor:

Publicitário que não sabe o que consome mais: música, jornalismo ou Burger King