The Joy Formidable conquista público com show empolgante

Em sua primeira passagem pelo país, banda galesa tocou faixas de seus dois álbuns, além de novos sinlges

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Fotos: Lollapalooza/I Hate Flash

Essa foi a primeira vez do trio galês The Joy Formidable no Brasil, fato que a guitarrista e vocalista Ritzy Bryan fez questão de pontuar para todos os presentes e deixar claro que nunca faltou vontade da banda de tocar por aqui, só oportunidades. E essa vontade transpareceu no palco, em um show empolgante com um setlist afiado para festivais.

Em um dia que ainda veríamos um grande protagonismo feminino (em shows de Halsey, Marina and The Diamonds e até mesmo Of Monster and Men e Die Antwoord), Ritzy roubou a cena com sua voz cheia de presença e seu dedilhar extremamente competente da guitarra. A cozinha da banda (Rhydian Dayfydd no baixo e Matthew James na bateria) parecia estar ali na função de construir e direcionar a luz a ela, que brilhava mais a cada nova faixa – vez ou outra, James roubava para si o papel de protagonista ao puxar o coro, apontar as baquetas para o público ou fazer caras e bocas enquanto tocava.

Orientado em mostrar faixas de seus dois álbuns (The Big Roar, de 2011, e Wolf’s Law, de 2013), o grupo ainda teve tempo de tocar uma de suas novas músicas, como o recém-lançado single Hitch. O público parecia relativamente bem versado no cancioneiro da banda e comemorava faixas vindas de diferentes períodos, sendo The Ladder is Ours um dos momentos mais festivos do show. A “sensual” Last Thing On My Mind foi outro deles, tocada quando Ritzy ressaltou o suingue dos sul americanos.

Outros momentos interessantes do show foram pontuados por uma canção na língua natal do grupo (Y Garreg Ateb) e pelo novo single Passerby, tocando em shows da banda desde o fim do ano passado (mas não fará parte de The Last Thing on My Mind, novo disco da banda, esperado para 25 de março). Cradle, música de The Big Roar, foi tocada quase ao fim da apresentação, levando quem já estava ali desde começo e os curiosos que passavam em frente ao Palco Axe a dançar ou pelo menos acompanhar o ritmo sacudindo a cabeça.

A faixa final foi Whrirring, que ganhou uma versão bastante estendida com direito a sessões de improviso de Ritzy, que ainda desceu do palco para cumprimentar o público ali embaixo. “Demoramos muito para finalmente tocar aqui, mas a partir de agora não deixaremos mais vocês”, disse a vocalista ao se despedir dos presentes com um sorriso na cara, um daqueles que denotam uma expressão de “dever comprido”.

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Autor:

Desde criançaa apaixonado por música, consumidor compulsivo de hamburguer e chato