The Killers: É ‘Headliner’ que Chama

Número impressionante de hits coloca Brandon Flowers como grande atração do festival

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Você pode achar parecido com outras coisas, modinha demais ou até “genérico”, mas é muito interessante notar como The Killers, através de todos esses anos desde seu primeiro álbum, conseguiu manter uma carreira sólida com uma identidade não lá tão marcante assim, mas uma discografia consistente com o amparo daquilo que muitos sonham (mesmo se não admitirem), mas poucos sabem fazer: Grandes hits.

As recentes Run for Cover e The Man tem isso, de serem músicas que você ouve pela primeira vez e fica com aquela sensação de que são faixas que você escutará dezenas de vezes ainda, seja porque colocou uma delas para tocar ou porque elas serão frequentes em playlists, trilhas sonora e toda e qualquer oportunidade em que elas possam ser inseridas.

Se tem algo que o disco Wonderful Wonderful (2017) mostrou foi que essa é, portanto, a maior qualidade que The Killers possui em seu currículo, mesmo quase quinze anos após os acertos de Hot Fuss.

Só isso, por si só, já justificaria ter o nome da banda entre as atrações do Lollapalooza Brasil 2018, mas é a solidez de sua carreira – algum quoeficiente entre a qualidade dos lançamentos e a popularidade dos mesmos – que garante que The Killers esteja ali no topo do cartaz.

Você vai se lembrar que esta é a segunda vez que Brandon Flowers e seus comparsas vêm ao festival. A primeira, também como headliner, foi em 2013, na turnê de seu Battle Born, um disco que rendeu menos hits comparado a seus anteriores (Runaways e The Way it Was ficaram com a responsabilidade de representar o álbum nos shows até hoje). E se você gostou daquela noite, pode ter certeza que ela será repetida em grande estilo agora, cinco anos depois, em 2018.

Isso porque o que The Killers tem apresentado nos palcos é uma verdadeira celebração de sua carreira como um todo, como se uma coletânea daquelas Best of estivesse sendo tocada ao vivo na sua frente com algumas músicas do novo disco. Ou seja, é hit atrás de hit – vai ter Human, vai ter Mr. Brightside, vai ter When You Were Young e vai ter Somebody Told Me, com certeza.

E se isso pode parecer repetitivo para uns, apelativo para outros e até “vendido” para certas pessoas, ver The Killers ao vivo em um festival como o Lollapalooza Brasil, se apresentando para dezenas de milhares de pessoas ali e várias outras na transmissão ao vivo, é também a certeza de consagração de uma das maiores bandas de uma geração cujas “grandes bandas” são, em comparação às de épocas anteriores, bastante “médias” em tamanho.

Uns insistirão que o grupo é isso ou aquilo, ou que não é outra coisa o suficiente, mas é só dar aquele play em suas músicas para sacar os olhos fechados, as mãos para cima e os sorrisos de uma multidão que acompanhará verso por verso, acorde por acorde, dos hits que significam tanto para cada um ali. Fica difícil pensar o que mais poderíamos pedir do último show na também última noite de um festival.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.