The Temper Trap superou o começo morno e faz uma ótima apresentação

Quarteto australiano demorou e, só depois de começar a tocar músicas de seu primeiro disco, conseguiu empolgar o público na primeiro tarde do festival

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Fotos: Fernando Galassi / Monkeybuzz

The Temper Trap é aquele tipo de banda com ótimos discos que infelizmente acabam passando desapercebidos do grande público. Ainda assim, seu singles conseguem ser amplamente conhecidos e tenho certeza que mesmo quem nunca tenha ouvido falar da banda reconheceria estas faixas quase que instantaneamente. Ao que parecia, grande parte do público era formada por quem estava familiarizado somente com estas, porém isso não atrapalhou a primeira passagem dos australianos pelo país.

O começo seria com um destes grandes hits, mas, logo após dar o gostinho de Love Lost, os músicos pararam e resolveram mudar o rumo de seu set. Em seu lugar, tocaram Fader (também uma música de seu primeiro disco, Conditions). Carregada de sintetizadores, falsetes e muito do Indie Pop, a faixa apresentou o rumo que o show seguiria a partir dali.

Curiosamente, Conditions (disco lançado em 2009) compôs a maior parte do set do grupo, ao invés de seu lançamento mais recente, o álbum autointitulado de 2011. O que na verdade foi bom, pois as faixas de The Temper deixaram o começo de show bem morno. Never Again, Rabbit Hole, Trembling Hands e Miracle (todas desta obra) ocuparam a primeira metade do show, mas não empolgaram tanto quanto as que viriam a seguir.

A partir de Soldier On o show voltou a ganhar força e se via o Indie Pop/Rock do grupo funcionando novamente. Os solos alongados, os agudos de Dougy Mandagi e a percussão forte nas canções que viriam a seguir (principalmente em Drum Song) tornaram o show, até então morno, em uma apresentação extremante cativante e empolgante. Um dos pontos altos da performance foi Science Of Fear em que a banda assumiu uma postura Rock and Roll e Mandagi desceu do palco para cantar junto à plateia.

Em seguida, a dobradinha de Resurrection e Drum Song rumava ao fim do show, que foi encerrado com a ótima Sweet Disposition. Essas duas ganharam força com suas partes percussivas e ótimos solos de guitarra, enquanto a derradeira faixa foi um dos grandes hits da banda e como tal foi a mais comemorada de toda a apresentação, mesmo não tendo sido o ponto alto do show.

Salvando sua apresentação, o grupo soube apostar as fichas certas e construir um set que empolgasse dentro de um festival. Mesmo o começo morno não tirou o brilho do ótimo show do quarteto.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts