2013 Em Resumo | Parte 1

Veja uma retrospectiva do que de mais relevante aconteceu nestes primeiros meses do ano – incluindo o rumo que tomaram nossas apostas, discos de nota máxima, os retornos de bandas e a nossa Monkey TV

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Se 2013 acabasse hoje já teríamos tido um ótimo ano. Grandes lançamentos, ótimas novidades, apostas se concretizando e bandas que vimos conquistar algum reconhecimento no ano passado continuarem sua jornada, cada vez mais se destacando no cenário independente.

Na tentativa de fazer uma retrospectiva do que vivemos até agora em 2013, nós vamos encarar a difícil tarefa de resumi-lo ou pelo menos te contar o que de mais relevante aconteceu neste ano – e olha que ainda falta metade dele. E vale a pena lembrar também que está é a primeira parte (de duas) da retrospectiva de meio do ano do Monkeybuzz.

Nossas Apostas

No começo do ano escolhemos alguns artistas que tinham grande potencial para despontar neste ano. Previamente divididos em Rock, Pop, Minimalismo, R&B e Música Eletrônica, selecionamos alguns nomes e fizemos uma pequena lista com nossas apostas para 2013. Com alguns erros e bons acertos, da nossa lista destacam-se no campo do Rock as garotas do Deap Vally e seu som agressivo que brinca com o Blues e Garage Rock.

No Pop, mais alguns acertos como o Wild Belle e seu ótimo disco de estreia (que levou quatro bananinhas para casa) ou Dan Croll, que com seus singles e EP ainda continua mantendo-se como uma ótima aposta. A jovem dinamarquesa foi outra que aumentou sua popularidade entre os ouvintes do estilo e apostou em diversos clipes e alguns singles novos para isso. E Infelizmente um dos nossos discos mais aguardados do ano, o debut da Sky Ferreira, foi adiado para o ano que vem, mas ainda assim a moça se destacou em 2013 com seus singles, clipes e um monte de campanhas publicitárias.

Daughter e Laura Mvula foram duas de nossas apostas mais certeiras, rendendo dois ótimos discos e de quebra alguns clipes. E dá pra notar que o minimalismo está cada vez mais forte na Terra da Rainha (prova disso é o novo disco James Blake lançado neste ano, o ótimo Overgrown). Mas não é só na Inglaterra que a música minimalista vem ganhando destaque, afinal o duo mezzo dinamarquês mezzo canadense Rhye, está no pareô pelo briga de melhor disco do ano com Woman.

Fechando a categoria das apostas estão os destaques do R&B AlunaGeorge (com seu recente e já aclamado disco de estreia Body Music) e, é claro, a mais nova revelação da música eletrônica australiana, o jovem prodígio Flume.

Discos com nota máxima

Se ano passado somente três discos chegas às cinco bananas, neste ano já tivemos o dobro de discos que atingiram a mesma marca – e olha que ainda faltam mais cinco meses para o ano acabar. O produtor francês Vincent Belorgey, ou melhor,Kavinsky foi um dos que conseguiu atrair toda nossa atenção com seu ótimo OutRun, um disco que traz uma mistura perfeita entre Retro Electro, French Electro e Glam Rock, no maior clima oitentista – uma obra realmente incrível. O minimalismo sensual da dupla Rhye também conseguiu nos conquistar e Woman certamente vai figurar na nossa lista de melhores álbuns do ano.

Outras duas aguardadas obras também se juntaram ao seleto grupo das cinco bananas. Queens of The Stone Age e sua volta depois de seis anos sem lançar material inédito rendeu o tão falado … Like Clockwork, que veio cheio de participações especiais e algumas das melhores letras já escritas por Josh Homme. Outro disco que deu o que falar foi Kanye West encarnando Yeezus em um disco sombrio, pesado e cheio de referencias ao Industrial Hip Hop.

Fechando nossa lista de discos com a máxima condecoração não poderia faltar o mais recente do Wado. Seu Vazio Tropical é um dos mais bonitos álbuns já produzidos (não só nas terras tupiniquins) nos últimos anos – certamente um forte candidato a melhor álbum do ano. A lendária cantora do Staple Singers, Mavis Staples lançou neste ano seu segundo álbum solo, One True Vine, mais uma vez produzido pelo cabeça do Wilco, Jeff Tweedy, e levou cinco bananinhas para casa.

Voltando à ativa

Mas 2013 também foi o ano que em muitas bandas voltaram à ativa depois de um longo período sem lançar nenhum inédito (seja por conta de um hiato, pelo fim do grupo ou só por longas férias mesmo). E encabeçando a lista esta o camaleônico David Bowie que voltou em grande estilo como The Next Day, disco em que pela primeira vez o músico parece buscar em seu passado inspiração para seguir em frente.

Mas além de Bowie, no grupo de artistas que também já completavam uma década (ou mais) sem lançamentos está Lou Barlow que decidiu trazer de volta à vida o Sebadoh e além de um pequeno EP (Secret EP), o grupo já está trabalhando um álbum que sai ainda neste ano. The Pastels também trouxe de volta seu misto entre Indie Pop e Rock alternativo depois de 16 anos com Slow Summits. Os shoegazers também ficaram felizes com o sucessor do seminal Loveless em m b v. Uma espera que durou incríveis 22 anos – certamente recompressada pela ótima obra do My Bloody Valentine. Vale a pena lembrar que depois de 18 anos o Medicine também está de volta com o disco To The Happy Few.

Ainda que tenham levado menos de uma década para ficar pronto, esses discos também já eram aguardados há algum tempo e ninguém melhor para exemplificar isso que o duo de robôs francês Daft Punk que regressou após oito anos e trouxe de volta com ele a sensação de humanos fazendo música eletrônica. Parece contraditório, mas faz todo o sentido. Justin Timberlake e a primeira parte de seu The 20/20 Experience, Boards of Canada com Tomorrows Harvest e The Knife com o frenético Shaking The Habitiual completam nossa lista das bandas que voltaram à ativa em 2013 – e claro, fizeram bons discos.

Monkey TV

2013 foi muito produtivo para nossas Monkey Sessions. Tivemos bandas como Monoclub, Selton, Champu, Mombojó e Jota Erre fazendo versões especiais de suas músicas para nós.

Além disso, também mostramos músicas novas para os artistas na nossa Monkey Listening. Thiago Pethit, Tereza, Glue Trip, Barbara Eugenia e Mombojó foram desafiados a descobrir que música estava tocando em seus fones de ouvido.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts