A esquizofrenia Pop de Danger Village

Selo de Los Angeles tem um dos catálogos mais multifacetados e sem preconceito do mundo Indie

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“We publicize artists we love”. É com este lema que o selo de Los Angeles Danger Village se mostra ao mundo – algo como “Nós divulgamos artistas que amamos”. E de tanto amor nasce um dos catálogos mais fragmentados e repleto de opções.

Sem preconceitos, barreiras linguísticas ou estilísticas, seu catálogo se expande para qualquer lado ou sonoridade que a curadoria do selo ache interessante. Portanto, não se assuste ao ver uma banda eletrônica de Singapura convivendo harmoniosamente ao lado de um grupo de Darkwave Experimental dos Estados Unidos. Até mesmo alguns nomes brasileiros, Madrid e Turtle Giant, estão presentes no catálogo esquizofrênico da Danger Village.

A empresa já existe desde 2007 e muita gente legal já passou por lá (Cloud Nothings, FIDLAR, Memoryhouse e Millionyoung são só alguns deles) e muita gente nova vem chegando (a dimarquesa é uma delas e já vem ganhando um grande destaque por seus singles recém-lançados) e é nestes novos nomes, nas novidades, que o selo aposta todas suas fichas – e são alguns deles que nós iremos te mostrar.

Urban Cone

O quinteto sueco, com o single Urban Photograph, tem chamado a atenção desde 2011 com seu Indie Pop vibrante e que por vezes se aproxima do Synth Pop dançante dos anos 80. Construindo sua carreira a partir de singles e EPs, o grupo já tem dois trabalhos lançados (ambos atingindo sucesso considerável), mas ainda não há nenhuma informação sobre o disco.

Saint Lou Lou

Ainda que tenha somente uma faixa liberada, o duo sueco/australiano tem um potencial e tanto em mãos. Prova disso é todo o buzz atingido somente com uma música lançada no meio do ano passado. Com uma sonoridade que evoca um Dream Pop minimalista e nostálgico, a canção Maybe You emergiu há quase nove meses ganhando atenção instantânea de muita gente e tomando novo fôlego após o lançamento do clipe. Não se preocupe, pois as moças não sumiram: Elektra e Miranda Kilbey estão preparando para este ano um novo single, que elas descrevem como “Dream Pop à la Thelma e Louise”.

Robots Don’t Sleep

O alemão Robot Koch é o nome por trás do projeto eletrônico criado em 2011, que ganhou o reforço do norte-americano John LaMonica nos vocais um ano mais tarde. A entrada de John foi decisiva para os novos rumos do duo, que produziu em 2012 um disco homônimo conceitual, focado na fusão das duas vertentes vindas de cada uma das partes do duo.

High Highs

A dupla australiana formada por Jack Milas e Oli Chang descreve como sua principal influência o silêncio e isso fica evidente ao se ouvir suas músicas que se constroem em um misto de Ambient Music, Pop Folk, Dream Pop e, é claro, silêncio. O duo lançou um EP homônimo no ano passado e, desde então, tem preparado seu disco de estreia, chamado “Open Season” e previsto para o dia 25 de janeiro.

Deep Sea Arcade

Esse é mais um exemplo de quão fértil é o solo australiano para bandas com um pezinho na Psicodelia. Misturando Indie Rock e Pop ao gênero lisérgico, o quinteto de Sidney alcança um resultado enérgico e dançante que remete ao som feito nos anos 60. O disco de estreia do grupo, Outlands, foi lançado em março de 2012 e conseguiu uma boa repercussão em terras australianas.

Octaver

Se lembra que falamos da banda eletrônica de Singapura? Pois bem, esse duo do longínquo país asiático apresenta um som sensual e sedutor que será posto a prova em seu primeiro disco, lançado no dia 15 de janeiro.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts