A Revolução no House com Azari & III

O liquidificador de influências do grupo virou referência no mundo Eletrônico, dando uma nova cara ao estilo

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E quem disse que comendo pelas beiradas não se chega onde quer? O norte do Canadá serviu de garagem para que Christian Farley (mais conhecido como Dinamo Azari) e Alphonse Lanza (aka Alixander II) fizessem uma releitura do House, misturando elementos do Techno até o Acid, em 2008. O projeto assinou remixes de artistas como Robyn, Cut Copy, Booka Shade, Creep (Romy do The XX), Munk e Sunday Girl, além de colaborarem com Stay Here, do Friendly Fires, na compilação Suck My Deck, em 2010. A partir da parceria com Fritz Helder and Starving Yet Full, fizeram um liquidificador que conquistou os ouvidos mais seletos de todo o mundo, a crítica especializada e os produtores dos maiores festivais de música do planeta.

Foi em 2009 que os caras lançaram seu primeiro single, através do selo francês I’m A Cliché, Hungry for the Power e Reckless (With Your Love), através da Permanent Vacation (Alemanha). Onde já pensaram que o House não poderia ser revivido a partir de outras influências, Azari & III provou que, com pitadas de Electro e o bom Oldskool, dá pra se criar uma receita perfeita pra se deslumbrar com novas batidas. Isso não é uma opinião concentrada. Tiga foi fortemente atraído pela produção do Azari depois dos lançamentos de 2009. Estamos falando de uma identidade musical mesclada com um dos conjuntos mais incríveis de letras onde a sexualidade e os sexos em si são amplamente abordados. Hungry for the Power, por exemplo, foi banido por semanas do YouTube pelo conteúdo sexual que a letra impunha (o clipe, por sua vez, não passa de um terror antigo com referências clássicas).

Hungry for the Power

Reckless with Your Love

Into the Night foi remixado pelo renomadíssimo Nicolas Jaar, além de CFCF e Prince Language. Um ano depois, o álbum, assinado pela Loose Lips Records, foi liberado e confirmado como um dos projetos que merece mais atenção. Um mês antes, seu primeiro single, Manic, já havia sido liberado e feito o buzz suficiente pra obra que viria a seguir. A faixa mostrou de forma magistral o resultado de uma fórmula que não tinha como dar errado e trouxe consigo, também, a crítica de comportamentos femininos logo de cara (apesar de também alfinetar os homens na segunda parte), e ilustrou, na maior parte dos sites de música, a lista de melhores músicas do ano. Ao todo, foram onze faixas que mudaram todo o cenário do House mundial. Destaque, também, para Undecided.

Manic

Você pode comprar todo o álbum do projeto no BeatPort. O duo já veio ao Brasil de forma discreta em 2010, tanto pra capital paulista quanto para o Rio, no festival Chemical Music. Agora em turnê pelos maiores palcos do mundo, Azari & III mostra suas batidas eletrizantes com vocais hipnóticos. Após todas as milhas, há de acreditar que o projeto continue ousando e mantendo o lugar no pódio (e nas cases) que tiveram nos últimos três anos.

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ARTISTA: Azari & III

Autor:

Publicitário que não sabe o que consome mais: música, jornalismo ou Burger King