Bat For Lashes: Supervalorizada ou obra prima?

Natasha Khan chega ao seu terceiro disco e, através de alguns tópicos, te contamos se esse é o tipo de som que vai te agradar ou não

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Não é de hoje que a banda Bat For Lashes é uma icógnita para uma grande parcela de pessoas que conhecem de forma rasa ou mediana o trabalho de Natasha Khan, que se iniciou oficialmente na área através de seu primeiro disco em 2006, Fur and Gold.

Afinal de contas, quais são os atrativos e o que a banda deixa a desejar a seus ouvintes e aos curiosos que querem se informar melhor sobre a sonoridade que ronda a banda inglesa? Acompanhe os quatro tópicos abaixo e saiba se você é o tipo de pessoa que se encantará ou se decepcionará com Khan.

A queridinha dos profissionais da música

O segundo semestre de 2006, mais especificamente após o lançamento de seu debut em setembro, foi uma supresa e tanto para a cantora Natasha que dava seus primeiros passos na sua carreira musical. Mal sabia ela que viria a se solidificar principalmente com a ajuda de uma das vertentes mais importantes nesse meio: A crítica e a mídia.

O som da artista vem sido aplaudido desde então por nomes relevantes na Internet e na área impressa, como as revistas Rolling Stone, NME, SPIN, os jornais The Daily Telegraph e The Guardian e blogs como Pitchfork. Especialistas na área deram respostas positivas e parecidas sobre a mesma novidade. Por que não confiar?

Música Pop também pode ser soturna, séria e erudita

Aqui entra uma questão totalmente baseada no seu gosto musical, ou então na sua adptação para vir a cultuar e entender a musicalidade da Bat For Lashes. Se você procura por refrões chiclete, músicas para pista pra dançar com seus amigos e elaborar passinhos e coreografias, está no lugar errado.

O clima aqui segue, em sua maioria, incorporado por um som soturno com vocalizações que remetem ao lirismo, trazendo também momentos muito ritmados repletos de batucadas tribais, altos índices de experimentações lúdicas e toda essa modernidade que cerca a garota. Recomendado para quem prefere entender as letras e cada som, não para quem quer apenas rebolar com rimas cantadas.

Autodidata e pau pra toda obra

A sonoridade lá não tão feliz de Natasha tem seu significado. Khan vem de uma família tradicional do Paquistão, tendo metade de sua origem na Inglaterra, por parte de sua mãe. Depois de um tempo, o pai abandonou a família e a dose de bullying na escola foi demais para a garota, que burlava as aulas para gastar seu tempo se dedicando ao piano e ouvindo música enquanto a matriarca trabalhava.

A musicista, além de dominar vocais líricos, se aperfeiçoou na técnica de instrumentos como piano, baixo, xilofone, auto harpa, sintetizadores e também se arrisca na percussão. A garota é uma banda pronta.

A estética bem construída que atrai pedantes

Esse deve ser o quesito a ser levado menos em conta, mas, de toda forma, não há porque ser ignorado. A dominação musical da artista é plena, mas, infelizmente, uma boa parcela de seu público acredita ser tão bom quanto a própria.

O visual jovial que se mistura com traços minimalistas de seu som atrai naturalmente uma alta plateia de nicho lá não tão sociável e disposto a interagir em um dos shows de Natasha do qual você pode vir a frequentar. Se o real motivo para ouvir Bat For Lashes for fazer amigos “descolados”, tenha em mente de ir munido do seu próprio grupo, ou provavelmente ficará a ver navios.

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Autor:

Jornalista por formação, fotógrafo sazonal e aventureiro no design gráfico.