Bom Para Quem Ouve…

Que tal experimentar novos artistas baseados em outros que você já conhece?

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Uma das principais funções do “Bom Para Quem Ouve” em nossas resenhas é indicar mais artistas que podem ser interessante para quem está ouvindo aquele disco resenhado. As nossas dicas se baseiam não no que é mais parecido ou no que pode lembrar o tal artista, elas surgem para tentar te instigar a ouvir outros sons que seguem a mesma vibe ou proposta do álbum em questão.

É e exatamente nesse espirito que nasce essa lista com dez indicações de bandas menos conhecidas que podem agradar fãs de nomes que ganharam mais destaque. Sem mais enrolação, vamos a ela:

Gosta de Tame Impala? Que tal experimentar Temples?

Começando com um dos destaques desse ano, Temples tem um som que não só pode ser comparado ao de Kevin Parker e sua turma, mas a outros tantos, como The Byrds, The Beatles e Boogarins. Aquele som Psicodélico, vintage, Pop e divertido que poucos outros grupos na atualidade conseguem fazer com tamanha qualidade. Se ainda não ouviu, fica aqui a maior recomendação desta breve lista.

O quarteto lançou no começo deste ano o ótimo Sun Structures, seu primeiro álbum e catalisador da cena Psicodélica neste ano.

Gosta de Local Natives? Que tal experimentar Pepa Knight?

Se os tambores e o ritmo pulsante de quarteto norte-americano te encantaram com os álbuns Gorilla Manor (2009) e Hummingbird (2013), então o clima tribal e Pop de Pepa Knight pode ser perfeito para você. Membro do grupo australiano Jinja Safari, em seu projeto solo o músico se mostra bem eclético e menos guiado pelo Folk – algo que pode lembrar também as experimentações mais acústicas de Animal Collective.

Até então, há somente este dois singles do músico (Rahh! e Clams), mas um álbum, nomeado como Hypnotized, é esperado ainda para este ano – infelizmente até agora não há mais nenhuma informação sobre o lançamento.

Gosta de Bon Iver? Que tal experimentar Indians?

Projeto do dinamarquês Søren Løkke Juul já foi comparado algumas vezes ao de Justin Vernon e posso te dizer que isso de forma alguma é ruim. Trazendo um pouco daquela ambientação Folk quase fantástica, o músico ultrapassou as barreiras de sua própria fronteira a alcançou o mundo com sua música – principalmente depois de participar da trilha sonora de A Culpa é das Estrelas.

Anteriormente, o músico havia lançado seu primeiro álbum, Somehwere Else, em 2013.

Gosta de Ty Segall? Que tal experimentar White Reaper?

Descrito como o encontro do Rock Garageiro com o Rock Psicodélico, o trio norte americano tem muito daquele Rock robusto, barulhento e divertido da cena californiana da qual Ty faz parte.

O EP autointitulado lançado na semana passada pela Polyvinyl Records vem arrancando elogios de muito gente. Cool, faixa do clipe logo abaixo, foi retirada dele.

Gosta de The Jesus and The Mary Chain? Que tal experimentar JAWS?

Além da sonoridade Pop/Shoegaze, as duas bandas tem em comum o fato de serem britânicas. O quarteto tem um som retrô e muito daquela vibe noventista que deve agradar também fãs de bandas como Yuck, The Pains of Being Pure at Heart e Happy Diving.

O grupo prepara para setembro, mais especificamente para o dia 15, seu primeiro álbum, que recebe o nome de Be Slowly e chega às lojas pelo selo Rattlepop.

Gosta de CHVRCHES? Que tal experimentar Dream Lake?

Se a bela voz de Lauren Mayberry conduz o trio escocês, é o vocal de Isabella Svärdstam que dá alma ao som angelical desse duo sueco. Transbordando nostalgia e um clima profundamente sonhador, a banda cria um Dream Pop realmente encantador.

Abaixo, você pode ouvir os mais recentes singles lançados pelo duo. Infelizmente ainda não há mais informações sobre uma primeira obra ou compilação das faixas lançadas até então. Mas, certamente vale a pena ficar de olho.

Gosta de Thee Oh Sees? Que tal experimentar OBN IIIs?

Mais um pouco daquele Rock garageiro da cena californiana, mas dessa vez com mais parentescos com o grupo de John Dywer. Adicione um pouco daquele Rock dos 60/70 e pronto, o som OBN IIIs está em grande parte explicado.

O grupo lançou no final de maio seu mais recente álbum, Third Time to Harm, porém para o próximo mês planeja lançar um disco ao vivo, gravado em San Francisco. Live in San Francisco Series será lançado pela Castle Face Records, gravadora de ninguém menos que Dywer.

Gosta de M83? Que tal experimentar A Sunny Day in Glasgow?

Sabe aquele Pop com pitadas de músicas eletrônica e algumas peculiariades e excentricidades que tanto nos faz gostar do projeto de Anthony Gonzalez? Esses mesmos atributos podem ser encontrados no som do sexteto norte-americano A Sunny Day in Glasgow. Brincando com o Shoegaze, Dream Pop e Ambiente, o grupo tem um som realmente encantador.

A banda não é exatamente uma novidade e desde 2007 já lançou quatro álbuns, sendo o mais recente deles Sea When Absent, que saiu em junho desse ano. Certamente um disco que vale a pena ser ouvido.

Gosta de Madeon? Que tal experimentar Lido?

Ainda que não faça parte da Frenchhouse, o jovem produtor norueguês traz um pouco da roupagem daquela cena em que Hugo Pierre Leclercq se estabeleceu há alguns anos e traz também elementos mais futuristas e experimental da cena Eletrônica – e comparações com nomes como Cashmere Cat não devem demorar a aparecer na cabeça do ouvintes.

Vale dizer que assim como Hugo, Lido a atrair atenção de muita gente na Música Eletrônica com uma série de remixes que precederam suas primeiras produções autorais – e que renderam o EP I Love You, que você pode ouvir logo abaixo.

Gosta de BadBadNotGood? Que tal experimentar Courageous Endeavors?

Se você gosta de Jazz e principalmente de suas vertentes mais modernas, esse quarteto de Minneapolis pode ser uma ótima pedida. Apesar de não ter tanto do Hip Hop, como no som de BBNG, a banda tem um som experimental com ótimas construções melódicas, improvisações e arranjos climáticos.

Abaixo, você pode ouvir Prototype, álbum lançado pelo grupo em maio deste ano.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts