Cinco Depoimentos sobre Shows e Turnês

Brittany Howard (Alabama Shakes) é uma das artistas que falaram sobre o palco ao Monkeybuzz

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Toda equipe Monkeybuzz e, muito provavelmente, todos os leitores do site amam música ao vivo, quase tanto quanto curtimos saber o que nossas bandas preferidas tem a dizer sobre seu trabalho, dentro ou fora do palco.

Ao ver algumas das entrevistas recentes no site, um dos temas mais frequentes é justamente a música ao vivo e a dinâmica de shows e turnês. Vale a pena reler para relembrar algumas apresentações que você já viu ou ficar ansioso por uma chance de vê-los em concerto.

“Eu não sou uma grande estrela, grandes artistas ganham muito dinheiro com turnês. Eu não, às vezes eu perco dinheiro fazendo shows. Eu faço por amor. Não vim ao Brasil pelo quanto me pagaram. Pra ser sincero, eu ganharia mais grana fazendo um remix”

(Tricky, em março de 2015)

“O melhor de tudo é o caminho percorrido. No fim das contas, o fazer no estúdio é completamente diferente do fazer aqui no palco. Por isso, eu sempre, na minha vida toda, distanciei esses dois processos. Quando eu faço o disco, eu esqueço o outro e eu foco como adaptar aquela coisa, que é uma fotografia hospitalar feita num estúdio, como eu consigo transformar isso em emoção direta, em conexão direta? É um sentido de adequação que tem que ter, você tem que mudar a lente e o foco. No Carbono, a novidade é que eu fiz as duas coisas simultaneamente. Foi uma tsunami, mas eu soltei e o filho tá criado, já nasceu”

(Lenine, maio de 2015)

“Há dor verdadeira nessas canções”, ela comentou sobre seu trabalho, quando questionada pela identificação do público com sua melancolia. “É difícil ouvi-las às vezes, e também é difícil cantá-las às vezes”, confessa, “Estou no show tocando e, no meio de uma música, eu engasgo. São sentimentos reais sobre alguém com quem me importo, com quem me importei profundamente. Elas são muito pessoais e me perco nelas às vezes”. Sharon revela que isso acontece quando o público não faz muito barulho (o que não deve acontecer no Brasil, sabemos) – “Eu sinto que não estou falando com ninguém e começo a pensar nas músicas”. Já nos shows com maior interação da plateia, a atmosfera é outra: “Posso me divertir com a banda, ao pegar algo [triste] e torná-lo algo diferente. A interação com o público é importante pra mim também. Gosto de conhecer pessoas e conversar com elas, sinto que [no show] estamos só curtindo nossa companhia”

(Sharon Van Etten, junho de 2015)

”Vivemos na era da revolução digital na música”, diz Josh (ou J), “qualquer um pode ter um computador e pode fazer beats, e todos estão fazendo isso. Para nós, o desafio sempre foi apresentar ao vivo. Se você vende ingresso para um show, tem que fazer ao vivo. Não é um DJ-set”

(Jungle, maio de 2015)

” Na estrada, você aprende muito sobre si mesmo, sobre seus fãs de lugares diferentes e sobre seus companheiros de banda, porque passamos muito tempo juntos. Acho que uma das maiores coisas que aprendi, porém, foi valorizar o tempo que tenho com minha família quando volto pra casa. Estar tanto na estrada é difícil porque somos muito próximos de nossas famílias e a turnê nos afasta deles por períodos muito extensos, então eu aprendi a apreciar nosso tempo juntos”

(Alabama Shakes, abril de 2015)

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.