Declarações de Independência

Artistas, como Jack White (foto), não se contentaram com uma carreira de criação com uma banda e buscaram um espaço próprio para expor sua sonoridade

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Ter uma carreira solo, seja após o término/desligamento de uma banda ou enquanto ainda se trabalha com ela, não significa que o músico “cuspiu no prato que comeu” e está renegando suas raízes. Mas, ao criar seu próprio espaço, o artista ganha um mundo só dele onde pode criar, testar e inovar totalmente à sua maneira, mesmo que sob influências de experiências passadas ou vividas em paralelo com um grupo.

Então, nessa véspera de feriado de independência, escolhemos sete artistas que acharam seu pedacinho de feudo para fazer um som com a sua cara, um som com sua bandeira.

Jack White

Após o fim de sua principal banda, The White Stripes, Jack se viu com um pouco mais de tempo para focar em uma carreira solo, mesmo que ainda em duas bandas, The Raconteurs e The Dead Weather, e tocando sua gravadora, a Third Man Records. Com algumas participações e colaborações no meio do caminho, enfim em 2012 White lança seu primeiro álbum solo Blunderbuss, trazendo uma mistura de Blues Rock agressivo e intenso com outras faixas mais polidas e suaves, agradando bastante a crítica.

Graham Coxon

Muito além de ser o guitarrista do Blur, Coxom é multi-instrumentista e co-autor de boa parte das músicas da banda. Sua carreira solo, que já possui 14 anos, contando com oito discos lançados, é uma ótima oportunidade de conhecer mais as incríveis habilidades de Coxom nos demais instrumentos, mas principalmente na própria guitarra, onde se mostra um excelente guitarrista.

Morrissey

Um dos maiores exemplos de carreira solo que resultaram em grande sucesso é a do ex-vocalista do The Smiths. Logo após o fim da banda em 1988, Morrissey lançou seu primeiro disco e assim começava uma discografia que hoje conta com nove títulos de estúdio e milhares de fãs ao redor do mundo que lotam seus shows não apenas para ouvir os sucessos de seu grupo original, mas também para cantar junto os seus sucessos solo.

John Frusciante

Além do longo tempo no Red Hot Chili Peppers, Frusciante possui uma carreira solo que já atravessa os oito anos. No meio tempo fora da banda por motivo de drogas (de 1992 à 1998), John produziu seus três primeiros discos de estúdio deixando de lado a sua marca registrada, a guitarra experimental/alternativa, e apresentou um trabalho cheio de lirismo. Em 2008, sua segunda e definitiva saída dos Chili Peppers marcou então um foco maior para seu projeto pessoal. Neste ano, saiu seu último disco, Letur-Lef, que apresenta traços de Rap, R&B e Synthpop.

La Sera

Mais conhecida como Katy (Kickball Katy) Goodman, a baixista do Vivian Girls conta com dois discos próprios sob o pseudônimo de La Sera. Sua carreira solo foge do som intenso que a deixou conhecida na banda e um Indie Pop doce e suave com temáticas sentimentais e amorosas ganha destaque. Mas o peso do Vivian Girls ainda é percebido nos riffs mais pesados de guitarra que preenchem e fazem o fundo para a doce voz de Katy.

Father John Misty

Mais um artista com pseudônimo – dessa vez, o seu uso é recente, apenas no último disco. Joshua Tillman, ex-baterista do Fleet Foxes, começou como artista sozinho com um disco de estréia lançado em 2006. Dois anos depois é que viria a se juntar à banda, mas sem deixar de lado a sua produção solo. Seu Indie Folk está registrado em 8 discos que passam uma sonoriadade branda e instrospectiva, algo mais calmo do que fazia no Fleet Foxes. Apenas agora no último disco, Fear Fun, é que Joshua veio a utilizar o pseudônimo de Father John Misty, que fez com que surgisse um “novo artista”, uma nova fase no seu som apresentando toques de Rock e de Country.

Isobel Campbell

Isobel é a marcante voz feminina que marcou canções do Belle & Sebastian até 2002. Após sua saída da banda, começou um projeto solo ao qual deu o nome de The Gentle Waves. Com influências do Twee vindos da sua ex-banda, mas com um enfoque mais vocais dos anos 50, priorizando sua marcante voz, o trabalho rendeu dois discos com esse nome e mais dois já com seu nome prórpio. Além desse trabalho, Isobel ainda participou de três discos com Mark Lanegan, resultando em um projeto interessante principalmente devido ao contrastes vocais dos dois cantores.

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Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).