Entrevista: METZ

Trio canadense vem ao Brasil pela primeira vez e fala ao Monkeybuzz sobre turnês e a carreira

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Conheci METZ em 2012, quando ela apareceu por aqui no Monkeybuzz como parte da seção Ouça: Bandas, pouco antes do lançamento de seu primeiro álbum, mas ela já existe desde 2008. Trata-se de um “power trio” mais “power” do que qualquer outra coisa um som que três instrumentos fazem valer por uma sinfonia inteira de um Rock bem pesado e sujo.

E a melhor notícia de todas é que METZ vem ao Brasil para o Sub Pop Festival, evento que acontece em São Paulo e Goiânia pelo famoso selo de mesmo nome – e o Monkeybuzz sorteia cinco pares de ingressos para o show do dia 15 na capital paulista.

Antes de embarcar para o país tropical, Alex Edkins, vocal da banda, conversou com nossa redação por email.

Monkeybuzz: Nós sempre ouvimos falarem de METZ como uma banda nova, mas vocês já tocam juntos há um tempo. Vocês se consideram novatos?

Alex Edkins, da banda METZ: Nós tocamos sob o nome METZ há um tempo, mas eu sinto que tudo explodiu com o lançamento de nosso LP. Nós trabalhamos rumo a esse momento basicamente por toda nossa existência e foi a primeira vez que as pessoas puderam ouvir METZ na forma de uma banda coesa, focada e pronta pra turnês. Antes disso, não tínhamos viajado para fora do Canadá e tínhamos lançado só um punnhado de 45’s.

Mb: Há uma certa urgência em sua música, uma tensão que nunca vai embora, e eu imagino que o público já espera isso de vocês. Quando estão compondo, como vocês sabem que uma música está pronta pra ser lançada?

METZ: Com certeza, esse é um feeling ou energia que sempre estamos procurando quando escrevemos músicas novas. Não tenho certeza o que é, mas nós sabemos quando isso rola ou quando é o que tá faltando. Se uma música não dá essa sensação sempre que a tocamos, ela vai pro lixo.

Mb: E o que podemos esperar sobre novas músicas da banda? Nós aqui do Brasil ouviremos alguma novidade nos shows aqui?

METZ: Estamos na metade do processo de composição do novo álbum. Estamos experimentando com novos sons e ideias, mas ainda muito animados pra manter as coisas minimalistas e aproveitar os três instrumentos ao máximo. Nosso lema é “Keep it stupid”. Vamos tocar duas, talvez três, músicas novas no Brasil.

Nosso lema é “Keep it stupid”

Mb: Por falar nos shows daqui, o público brasileiro tem uma reputação de ser bem louco em apresentações ao vivo. Quais são suas expectativas?

METZ: Estamos super felizes por termos a chance de tocar na América do Sul. Nem parece verdade. A sensação é a que cada show que faremos poderia ser nosso último, porque será o máximo!

Mb: Que mais vocês esperam dessa viagem? Vocês poderão ver um pouco do país, talvez conhecer bandas daqui?

METZ: Com certeza, queremos passar um tempo vendo o país e absorvendo a música e cultura. É muito raro termos tempo extra em turnê, então estamos muito empolgados pra isso.

Mb: Vocês curtem conhecer músicas novas? O que vocês tem ouvido recentemente?

METZ: Sim, nós amamos comprar discos. Eu acabei de comprar Cyborgs Revisited (Simply Saucer), Hubub Bub (Tronics), Deep Shadows (Little Ann) e Space Ritual (Hawkind).

Mb: METZ já excursionou com nomes como Mudhoney e Fucked Up. Quando vocês aprendem ao viajar com outras bandas?

METZ: O conselho que Mudhoney nos deu para a longevidade foi tomar vinho ao invés de uísque. Ainda não seguimos esse conselho.

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ARTISTA: METZ
MARCADORES: Entrevista

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.