Entrevista: Of Monsters and Men

Raggi, vocal e violão da banda, comenta gravação de novo disco e interação com fãs

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Uma das bandas mais queridas atualmente, Of Monsters and Men acaba de lançar seu segundo álbum, Beneath the Skin, após conquistar fãs por todo o globo com seu som Indie Folk contagiante.

Durante turnê nos Estados Unidos, Ragnar “Raggi” Þórhallsson (violão e vocal da banda) conversou ao Monkeybuzz por telefone sobre a gravação do disco, interação com fãs e música feita para shows.

Monkeybuzz: Há um aspecto mítico em tudo o que Of Monsters and Men lança, algo meio lendário. De onde vem essa ideia?
Ragnar “Raggi” Þórhallsson, Of Monsters and Men: Eu não sei… É algo natural para nós, talvez tenha a ver do lugar de onde viemos, é difícil dizer. Mas gostamos do mistério e de como isso pode deixar algo mais interessante.

Mb: Então, como vocês são vistos na Islândia?
Raggi: É uma boa pergunta. Não sei, talvez como uma banda que conseguiu sair de lá. Tocamos poucas vezes na Islândia, só uma ou duas vezes por ano, sempre grandes shows.

Mb: O som que a banda faz é do tipo que dá vontade de cantar enquanto se ouve. Vocês percebem um grande envolvimento dos fãs com suas músicas?
Raggi: Percebemos, porque passamos os últimos dois anos conversando com os fãs e tocando para eles em turnê. Quando você faz música, faz em um primeiro momento para você, não para os fãs. Então, é legal quando você viaja, faz um show e vê como as pessoas gostam do que você faz.

Mb: Há mais bandas fazendo um som animado, percussivo e emocional assim hoje em dia. Você acha que é uma tendência de hoje?
Raggi: Talvez seja porque a maior parte das bandas, assim como nós, fazemos música para shows e turnês, não mais na dinâmica do rádio que era antes. Daí, é música para uma interação mais direta com os fãs.

Of Monsters and Men

Mb: Como tem sido o feedback do novo disco?
Raggi: Tem sido muito bom, fizemos alguns shows pela América tocando as novas músicas. Estou esperando para ver como mais gente vai reagir, à medida em que fazemos mais shows quando as pessoas já conhecerem melhor as faixas.

Mb: Qual foi a diferença de fazer este álbum em relação ao anterior?
Raggi: Foi bastante diferente. O outro meio que aconteceu no impulso, sem ninguém trabalhando com a gente. Desta vez, foi algo mais “Agora é de verdade, fazer um álbum”, com mais pessoas envolvidas. Pudemos estar mais focados, fizemos menos dentro do processo. É uma dinâmica diferente.

Mb: Of Monsters and Men sempre dá muita ênfase aos lyric videos. Por que isso?
Raggi: Acho que você faz um álbum hoje em dia e duas músicas viram single e só. As outras, meio que ficam soltas no disco. É uma maneira de dar uma maior atenção a elas, torná-las mais especiais.

Mb: E como foi atuar no clipe de Crystallized?
Raggi: (risos) Foi uma nova experiência. Eu nunca estive muito à vontade para atuar, mas foi bom fazê-lo, foi divertido, por mais distante que esteja da minha zona de conforto.

Mb: Eu estava no seu show no Lollapalooza e foi tudo muito bonito. Como foi a experiência de tocar no Brasil? Raggi: Foi muito legal, tenho saudades do Brasil. Os fãs tornaram tudo muito especial. Eles eram muito loucos, no melhor sentido do termo.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.