Entrevista: Ventre

Banda estreia clipe da inédita “Quente” e comenta seu álbum de estreia

3,062 total views, 2 views today

Fotos: Pedro Arantes

Cada passo que Ventre dá em direção ao seu primeiro álbum torna toda a mitologia em torno de seu lançamento ainda mais interessante. Agora, já sabemos que ele também se chama Ventre e sairá muito em breve. Prova disso é a canção Quente, que faz sua estreia diretamente em videoclipe.

A produção, comandada por Pablo Leal e Alice Turnbul, traduz um pouco do som e dos versos da música em cores, texturas e formas enquanto ouvimos mais de Hugo Noguchi (baixo), Gabriel Ventura (guitarra) e Larissa Conforto (bateria). Foi ela quem falou ao Monkeybuzz por email sobre o álbum e toda a história que o cerca desde o meio de 2013, quando a banda despontou com Carnaval.

Monkeybuzz: Como é poder colocar essas música no mundo depois de tanto tempo?
Larissa Conforto, Ventre: É assustador! Como a espera foi longa demais, é muito natural que nossas expectativas já tenham crescido e se transformado em cansaço e ansiedade. Ao mesmo tempo que nos vemos alcançando um passinho tão pequeno, que é o início de uma carreira – feito à mão e com dificuldade, mal podemos esperar os próximos: Da estrada ao que vier de vídeo/arte/intervenção/troca… até o segundo disco. Por outro lado, existe o amor. As coisas que trocamos (dificuldades, acima de tudo) nos aproximaram como nunca, e esperamos dividir isso com todo mundo que puder chegar perto.

Mb: Ventre tornou-se quase uma “lenda”, com tanta admiração do público (que já conhece os três de outros projetos, ou não) com poucas músicas lançadas há tanto tempo. Como vocês lidaram com as cobranças e expectativas dos outros para este álbum?
Larissa: Foi um longo processo. É custoso entender que a expectativa é uma fantasia, e se perdoar por não ser capaz de agradar a todos. Não queremos repetir a Ventre dos vídeos de Carnaval, Pernas e Bailarina. Embora estas músicas estejam no disco e tenham sido gravadas há tanto tempo que talvez se assemelhem muito, quem esperar por mais do mesmo pode se decepcionar (risos). Hoje, só queremos que nos ouçam com carinho, e que nos critiquem com sinceridade.

Mb: Carnaval e Pernas foram as primeiras músicas que conhecemos, em versão ao vivo. Elas estão muito diferentes no álbum?
Larissa: O que posso falar é que cada música tem seu “mundinho”, não só porque foram gravadas e mixadas por pessoas muitos diferentes em tempos diferentes, mas porque já eram diferentes em sua concepção.

Mb: Bailarina é uma faixa que foi apresentada em versão voz e guitarra no vídeo, mas no show ela ganha formato de trio. O que podemos esperar da versão dela gravada em estúdio?
Larissa: Power trio boladão, sempre! É o que somos, o disco todo. E ao vivo é outra parada também!

Mb: Carnaval e Pernas foram as primeiras músicas que conhecemos, em versão ao vivo. Elas estão muito diferentes no álbum?
Larissa: O que posso falar é que cada música tem seu “mundinho”, não só porque foram gravadas e mixadas por pessoas muitos diferentes em tempos diferentes, mas porque já eram diferentes em sua concepção.

Mb: Bailarina é uma faixa que foi apresentada em versão voz e guitarra no vídeo, mas no show ela ganha formato de trio. O que podemos esperar da versão dela gravada em estúdio?
Larissa: Power trio boladão, sempre! É o que somos, o disco todo. E ao vivo é outra parada também!

**Mb: Ventre possui uma relação muito forte c resistência cultural na Zona Norte que queremos muito ver crescer nos próximos anos. A experiência compartilhada tem um poder brutal e a Ventre é uma esponja nesse sentido, sem dúvidas.

Mb: O que vocês tem ouvido hoje em dia? Gabriel Ventura: Tenho ouvido muito a discografia do Warpaint, o Fortaleza do Cidadão Instigado e o De Baile Solto do Siba. Esses dois últimos são com certeza dos melhores discos lançados neste ano! Hugo Noguchi: Passei de uma fase longa de praticamente só ouvir Rap nacional (Parteum, Black Alien – Babylon by Gus – principalmente, B Negão, Marechal, Síntese), Math (American Football, Colossal, Tera Melos, Toe, Delta Sleep, Mouse on the Keys) e Eletrônico (Tycho, Geographer, Bonobo, June 2009 do Toro e Moi) pra chegar agora a St. Vincent, The Roots, Thundercat, Clutchy Hopkins e Kanye West. E dos conterrâneos e contemporâneos, sempre escuto Mara Rúbia, Lupe de Lupe, Baleia e Rua. Larissa: O novo do Toe, Hear You You, o Theatre Is Evil da Amanda Palmer e o último do Warpaint.

3,063 total views, 3 views today

ARTISTA: Ventre
MARCADORES: Entrevista

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.