Gilberto Gil em 7 discos

De 1969 a 2018, uma viagem por alguns do destaques da discografia de um dos maiores artistas de todos os tempos

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Fotos: Mariana Poppovic

É dificílimo definir Gilberto Gil. Poderíamos começar falando de sua poesia – simples, mas certeira; particular e original, mas holística e ecumênica. Ou exaltar a musicalidade absolutamente rica que percorre quase seis décadas de carreira – indo da influência da Bossa Nova, passando pela explosão tropicalista até desembocar no Funk, na Disco, no Reggae e em seja lá mais o que entrar no caldeirão inquieto do baiano, sempre sedento por novas linguagens e aberto a infinitas possibilidades.

Poderíamos, também, falar de sua presença, seu espírito, sua aura, que nos conforta ao apresentar a beleza escondida do mundo e, de uma só vez, nos fantasmagoriza ao entregar, com a mesma intensidade, verdades mundanas de difícil enfrentamento. Poderíamos escrever páginas e páginas à procura do que define Gil, missão fadada ao fracasso e avessa à conclusão. É bem mais fácil apenas apertar o play.

Neste especial, resenhamos sete discos que mapeiam a obra de um dos maiores artistas de todos os tempos.

Gilberto Gil (1969)

Com arranjos de Rogério Duprat, terceiro álbum de estúdio, conhecido como Cérebro Eletrônico, registra a transgressão estética de Gil (antes do exílio e depois da explosão tropicalista) e aponta para o futuro [Resenha]

Expresso 2222 (1972)

Misturando o regional e o estrangeiro, disco marca o retorno de Gil do exílio em Londres e é pedra fundamental para o que viria na sequência da década de 1970 [Resenha]

Refazenda (1975)

Com toque fundamental de Dominguinhos, capítulo inaugural da Trilogia Re se volta às origens nordestinas de maneira renovada e remaneja, suavemente, a proposta tropicalista [Resenha]

Refavela (1977)

Com influências que vão do encontro no FESTAC 77 à ebulição do Movimento Black Rio, Gil estabeleceu diálogo – político e musical – entre as raízes africanas e a realidade brasileira [Resenha]

Realce (1979)

No fechamento da Trilogia Re, um olhar particular sobre a noite, seus brilhos e realces – tudo amarrado pela influência da Disco Music mesclada às linguagens únicas de Gil [Resenha]

Um Banda Um (1982)

Celebração dançante que bebe do Reggae e da Disco, álbum de 1982 se debruça sobre os mistérios escondidos no dia a dia e as várias possibilidades do amor [Resenha]

OK OK OK (2018)

Mais recente disco é uma prova de que Gilberto Gil não precisa nos surpreender para nos deslumbrar e escutá-lo, mantendo suas características essenciais, é um privilégio [Resenha]

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ARTISTA: Gilberto Gil

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