Hits que amamos recriados em 8-bit

Transformando tecnologias obsoletas em novas formas de se fazer música, o Chiptune consegue recriar novos clássicos usando chips e cartuchos de videogames antigos

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A tecnologia hoje evolui muito depressa e as coisas acabam ficando obsoletas rapidamente. Por conta disso, na produção musical, às vezes deixa-se de explorar possibilidades e sonoridades por que elas já estarem ultrapassadas. Por isso, voltar a essas tecnologias antigas pode ser um caminho para ver o que se perdeu e reinventar maneiras de usa-las.

Felizmente, isso é uma tendência hoje em dia, o que tem permitido explorar elementos de maneira que não se imaginava na época de suas criações. Um bom exemplo disto é o Chiptune ou música de 8-bits, que consiste em músicas feitas a partir de cartuchos ou chips de videogames antigos. As limitações que esse tipo de tecnologia impõe sobre os artistas os ajudam a criar ou recriar coisas de formas inteiramente novas.

Muitos sucessos que estamos acostumados a ouvir normalmente ganharam uma cara de “Game Boy” recentemente, por exemplo Videogames, de Lana Del Rey, que – com seu nome muito propício ao tema – é perfeita pra embalar um RPG ou jogo de estratégia.

Me sinto em uma fase do Kirby ouvindo esta versão de Harder, Better, Faster, Stronger da dupla Daft Punk.

A dupla The White Stripes ganhou uma versão para Seven Nation Army que poderia ser uma boa trilha para jogos de luta, com todos seus loops e batidas.

Something Good Can Work dos festeiros Two Door Cinema Club faria ótima trilha para jogos de corrida.

Holiday, do Vampire Weekend, é perfeita para jogos de ação nos quais sua única meta é destruir tudo o que se vê pela frente.

O chinês Quinton Sung é um cara que gosta muito de videogames e também de Radiohead, por isso resolveu criar sua versão de álbuns clássicos da banda usando somente 8-bits. Esse verdadeiro Nerd da música conseguiu dar essa cara aos discos Kid A e Ok Computer, além de mais algumas canções de Thom Yorke e sua turma.

E se a moda da vez é um retorno ao Chiptune, outro estilo “obsoleto” estará em voga em breve, nos surpreendendo ao lembrar uma estética esquecida sem deixar de adequá-la aos novos tempos.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts