Kasabian: Menos É Mais

“48:13”, quinto álbum do quinteto inglês, chega mostrando novidades

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Na próxima semana, chega às lojas 48:13, novo disco de Kasabian. Para tentar avaliar um pouco mais do quinto álbum do quarteto inglês, mesmo antes de sua chegada, vamos investigar tudo o que foi falado pela banda até então sobre sua nova obra, analisar as faixas já reveladas e também vasculhar em sua discografia músicas que apontem para esta nova sonoridade que a banda adota.

Logo ao anunciar o álbum, o guitarrista Sergio Pizzorno e o vocalista Tom Meighan deram declarações interessantes sobre como o álbum seria. Palavras como “direto”, “confiante” e “peladas”, surgiram nessas conversas com a imprensa para definir a sonoridade do novo disco, o que pode ter deixado alguns fãs de curiosos. Os álbuns do grupo, em maior ou menor grau, são todos muito bem produzidos e cheios de camadas, recheados com muita instrumentação. Ao que tudo indicava, com o que foi dito e mostrado em abril, esse novo disco seguiria na direção oposta.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, o álbum aparenta ter menos camadas e realmente ser mais “direto ao ponto” – como as faixas eez-eh e Bumblebee podem indicar -, mas não é lá tão diferente do que já pudemos nos deparar ao longo da carreira do grupo. Ainda assim, ao que parece, em 48:13 “menos é mais”.

Pelo que pude perceber nas entrelinhas do que a banda disse e mesmo pelas faixas reveladas até então, este novo álbum parece se preocupar mais em como irá soar nos shows. Se anteriormente, “faltava” alguma coisa em relação aos registros de estúdio, 48:13 deve se manter bem fiel ao vivo ou mesmo superar o que é visto no álbum, afinal, os shows de Kasabian são conhecidos por serem explosivos e cheios de energia – o que só aumentaria o poder desta nova obra em grandes festivais ou palcos gigantes ao redor do mundo.

Para tentar saber o que vem pela frente nesse álbum, vasculhamos a discografia da banda e pinçamos quatro faixas que podem apontar para essa sonoridade mais “direta ao ponto” e “pelada” que Tom e Serge se refeririam nas entrevistas:

Days Are Forgoten

Faixa de Velociraptor! (2011), esta é uma das mais representativas desde álbum, que já trazia em si um pouco dessa proposta mais, digamos, mais “simples” que a banda adotaria em seu novo álbum. Apesar disto, a faixa apresenta um conjunto de metais e algumas camadas extras que devem ser retiradas nas faixas do seu futuro trabalho.

Reason Is Treason

E por falar em como se espera que soe ao vivo, está música exemplifica bem o que se pode esperar de um show da turnê de 48:13, como a apresentação de Bumblebee no programa de Jools Holland mostrou. Camadas de menos e volume demais, isso resume bem o que esperamos deste álbum.

Fast Fuse

Essa faixa de West Ryder Pauper Lunatic Asylum segue o mesmo clima do exemplo anterior. A versão dos shows se apega principalmente ao esqueleto da canção, deixando alguns efeitos e “elementos extras” de fora, mas não deixando nada a desejar em relação à sua versão de estúdio. Ao vivo, ela soa ainda mais potente e estrondosa que no disco.

Shoot The Runner

Apesar de ter saído do disco mais “grandioso” (pelo menos no quesito sonoro) do grupo, Empire (2006), essa música consegue exemplificar o quanto Serge e Tom conseguem simplificar seu som e deixa-lo mais direto e potente. Algo que devemos ver aos montes em 48:13.

Bom, mas se você quer matar a curiosidade agora mesmo, é só ouvir o streaming oficial do álbum. liberado hoje.

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ARTISTA: Kasabian
MARCADORES: Redescobertas

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts