Leituras da Semana: American Football, Lykke Li, O Segredo De Um Hit e Mais

Separamos alguns dos melhores textos sobre música que lemos pela Web nos últimos dias

 2,075 total views

Semanalmente, filtramos os melhores textos nacionais e internacionais que encontramos na rede, a fim de enriquecer ainda mais seu conhecimento sobre música

Você também pode acompanhar as leituras da semana através de nossa Readlist. Ela compila os artigos e permite que você os leia em formato de e-book no seu smartphone, tablet ou até mesmo no Kindle.

Marcelo Jeneci: ‘A música digital ainda nem faz cócega no meu bolso’ por Bruno Capelas no Link, do Estado de S.Paulo

Marcelo Jeneci parece ser um músico engajado em causas importantes para os artistas brasileiros. No lançamento do Spotify, na semana passada, Jeneci conversou com o Link sobre streaming, música digital e sua importância para os músicos atualmente.

“A música se move em ciclos, sempre indo, mas nunca voltando. O que eu ouço de artistas mais velhos é que não rolava grana em show como rola hoje. A remuneração é muito melhor em show, mas é pior em disco. Sem falsa modéstia: se eu tivesse lançado meus discos nos anos 80, eu estaria bem de grana.”

recomendado por Lucas Repullo

O DNA de “I Never Learn” de Lykke LI por Tamara Roper na Noisey

O título do texto já entrega logo de cara sobre o que ele será: A dissecação dos pontos altos do mais recente álbum da sueca Lykke Li. A redatora Tamara Roper levanta questões baseadas numa entrevista concedida pela cantora a Noisey, contando sobre seu crescimento pessoal, sua mudança para Los Angeles, as inspirações e o fato de ter dedicado-se a uma gravação analógica no trabalho que fecha sua trilogia de discos.

“Mudar-se de Estocolmo para Los Angeles definiu a gravação do disco. “LA me fez encarar a mim mesma. É um lugar tão quieto e desolado que tudo simplesmente saiu. A melhor coisa da cidade é que você pode simplesmente fazer música na sua casa. Estava ali sentada e Bjorn ao meu lado tocando guitarra. De cara estava em uma casa sem mobília, e todos aqueles sentimentos saíram de mim… Eu chorava um rio todos os dias. ”

recomendado por Fernando Galassi

A Professional Musician Explains What Makes A Hit por Matthew Perpetua no BuzzFeed

O multiinstrumentista Owen Pallett, que trabalha como um colaborador regular da banda Arcade Fire, além de escrever e lançar músicas próprias desde 2005, comenta um pouco sobre música pop em termos teóricos, sem ser maçante. Ele explica o que está acontecendo com alguns sucessos do Pop recente e é bem bacana ver a opinião de alguém que não só entende ou gosta de música, mas que principalmente, faz música.

“Other than that, what is special about Haim? They just like to avoid the downbeat. They tend to do this clever R&B trick where they put their downbeats on the ‘a’ of 4, that is, a 16th-note anticipation just before the downbeat. It makes their songs fall forward.”

recomendado por Maynara Fanucci

A Rational Conversation: Album Trailers, Really? por Eric Ducker no site NPR Music

Essa coluna de Ducker é legal por si só, já que ele debate um tema pertinente ao universo musical com alguém por um chat mesmo (confesso que já fiz entrevistas inteiras assim também) e depois publica o resultado do bate papo. Desta vez, ele falou com Amy Phillips, editora do site Pitchfork, sobre a relevância dos trailers para lançamentos de discos.

“Some artists have used trailers as an opportunity to do some really cool stuff, but would they have found another way to do that same cool stuff if it wasn’t for album trailers? Probably. Are they absolutely necessary? Not really. Plenty of albums don’t have trailers and are just fine. [Album trailers] are a harmless, potentially really fun way to promote an album.”

recomendado por André Felipe de Medeiros

Not So Emotional?: American Football’s Mike Kinsella on reflection, reminiscence and resurrection por Joe Googins no site The Line Of Best Fit

Em um texto bem pessoal, Joe recorda como conheceu a banda American Football e como se tornou fã quase instantaneamente. Ele entrevista Mike Kinsella, líder do grupo, para perguntar sobre turnê de reunião, relançamento do clássico álbum autointitulado e de toda a atenção que a banda ganhou quinze anos depois desse lançamento, mesmo tendo se desfeito pouco após a sua gravação. Para fãs da banda ou fãs de Emo, essa é uma ótima maneira de saber mais sobre um dos grupos mais emblemáticos do estilo durante os anos 90.

“From a business standpoint, you could probably forgive the trio for being lax on the communication front; it was only recently that Kinsella began to realise that the album they made together had come to reach an audience that expanded beyond the rest of his work. “Obviously, I’ve been sorting trudging along this past fifteen years,” he laughs, “I mean, I’ve been touring less and less recently, but I’ve always put out records. There’s always been people asking about American Football, but there was usually a clear crossover between people who would be interested in that and people who would come out to an Owen show.”

recomendado por Nik Silva

 2,076 total views

Autor:

Nerd de música e fundador do Monkeybuzz.