Leituras da Semana: Daft Punk, Mike Patton, Yeah Yeah Yeahs e mais

Separamos alguns dos melhores textos sobre música que lemos pela Web nos últimos dias

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Semanalmente, tentamos filtrar os melhores textos nacionais e internacionais sobre música que encontramos na rede, a fim de enriquecer ainda mais a bagagem do nosso leitor sobre seus temas favoritos.

Você também pode acompanhar as leituras da semana através de nossa Readlist. Ela compila os artigos e permite que você os leia em formato de e-book no seu smartphone, tablet ou até mesmo no Kindle.

Brasileiros

De Terráqueos a Marcianos: Capítulo Dois por Rubens Filho no Música Pavê

É possível haver um idioma Universal para a música? Se sim, o inglês cumpre este papel?

“Percebe-se que a música, desde a sua comercialização e espetacularização, mudou um pouco de figura e cedeu espaços para que artistas de outros países analisassem a importância de estar no mercado mundial. A língua inglesa foi drasticamente colocada “goela abaixo” nos cinco continentes e o que mais se ouvia nas rádios (até mesmo na Ditadura Militar no Brasil) eram músicas de bandas cantando em inglês; o famoso massacre yankee com Elvis Presley e o sucesso estrondoso dos britânicos dos Beatles.”

A dialética Grant-DelRey por Bruno Federowski no Scream & Yell

Ufa, parece que a maré de Lana Del Rey finalmente baixou. Agora talvez seja então um ótimo momento para discutir seu sucesso repentino e avaliar o impacto deixado na indústria musical em 2012.

“Popstars não precisam ser verdadeiros. Eles precisam ter músicas que cumpram sua função – quer seja gerar choro o suficiente para hidratar o Saara (“Video Games”) ou funcionar como background de um nightclub de Blade Runner (“Diet Mountain Dew”). Se para o mundo do pop ela deve ser acusada de algo, é de atirar em direções demais. Destilando as camadas de ódio e rancor de sua plateia, Lana Del Rey está seguindo o manual do artista pop da etapa zero em diante.”

Karla Brandão, diretora de assuntos públicos e responsabilidade social da Heineken, fala da atuação da marca em festivais brasileiros por Leonardo Dias Pereira no Urbanaque

Muitos dizem que estamos vivendo uma crise de eventos no Brasil e um dos grandes motivos é a falta de patrocínio. O Urbanaque conversa com uma representante da Heineken sobre a presença da marca de cerveja em diversos festivais.

“A plataforma musical da marca Heineken reforça a universalidade da marca entre os jovens adultos da atualidade que transitam entre muitos estilos e gêneros musicais. Por esse motivo, eventos relacionados à música são considerados boas oportunidades para a marca interagir com seus consumidores. ”

aLMA vIVA por Cristiano Bastos no Nova Carne

Mais do que uma análise de Control, documentário sobre Ian Curtis, ex-Joy Division e toda a fragilidade emocional por trás do gênio da música.

“O obscurantismo das letras do Joy Division não espelha – como quer a maioria – um permanente, e apocalíptico, estado de espírito de Curtis. Aumenta a lenda, no entanto, a fascinação que cultivava pelo “esoterismo nazista”. A melancolia claustrofóbica de suas composições era apenas o ‘sublinhado estético’ misterioso do Joy Division – e não, propriamente, ideologia dark.”

Internacionais

One more time: can Daft Punk make albums matter again? por Trent Wolbe no The Verge

O artigo do The Verge começa nostálgico, lembrando como nossa maneira de ouvir música mudou com os anos e, para a maior parte das pessoas, ouvir um álbum inteiro perdeu sua importância. Ao mesmo tempo, Daft Punk está chegando com um novo trabalho. Será que o duo francês pode mudar um pouco esse cenário?

“Part of the reason Daft Punk have steered clear of the cheap thrills of social media is that they have expensive taste. They seem to realize, in a timelessly French way, that their ideas are simply too big to be constrained by the shackles of a limited budget. And so they wait. And wait, and wait, until they are approached with an offer that matches the scale of their vision.”

Why Do We Still Care About Tyler, the Creator? por Tom Hawking no Flavorwire

Tyler, The Creator está lançando seu novo disco, Wolf, e os interessados por Rap não falam em outra coisa. Por que será que, mesmo não sendo famoso como Jay-Z, Kanye West ou até mesmo Frank Ocean, ainda nos importamos tanto com seus lançamentos?

“If you were to sum up Tyler in a few words, it’d probably go something like, “Great producer, decent rapper, utter cock.” The reality is more nuanced, perhaps, but Tyler himself isn’t really interested in nuance, and has been happy to feed the monster he’s created as much as the rest of the industry has.”

Mike Patton/Derek Cianfrance por Lindsay Zoladz no Pitchfork

O Pitchfork conversou com Mike Patton, um dos caras mais ecléticos e incansáveis da música, e com Derek Cianfrance, diretor do clássico moderno Blue Valentine e que agora irá lançar The Place Beyond The Pines com o mesmo Ryan Gosling de seu mais conhecido filme e com Patton comandando a trilha sonora. Conversa interessante, principalmente com o diretor sendo um grande fã do músico.

“And no musician has impacted his vision more than his longtime hero Mike Patton. Cianfrance has been a huge fan of Patton’s many projects for more than two decades (he used to cut his student films to Mr. Bungle songs), so it’s still a bit surreal to him that Patton composed the original score for his latest feature, The Place Beyond the Pines.”

Get Yer Yeah Yeah Yeahs Out por Lizzy Goodman no The New York Times

Um panorama completo da Yeah Yeah Yeahs, que está prestes a lançar Mosquito, seu novo álbum.

“You’ve never met three more awkward rock stars. Chase is a consummate music nerd, a conservatory-trained jazz drummer who still plays in the city’s experimental scene. Zinner, who looks the part of a rock star, is a regular at bars and other bands’ shows but doesn’t say much. And Karen O is an exhibitionistic Boo Radley, a warped dervish onstage who disappears after the encore and is rarely seen out in real life. What they have in common is a hypersensitivity to the world that borders on pathological — a near parody of the artist’s temperament.”

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Autor:

Nerd de música e fundador do Monkeybuzz.