Leituras da semana: Joy Division, Foxygen, 30 anos do MIDI e mais

Separamos alguns dos melhores textos sobre música que lemos pela Internet nessa semana

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Semanalmente, tentamos filtrar os melhores textos nacionais e internacionais sobre música que encontramos na rede, a fim de enriquecer ainda mais a bagagem do nosso leitor sobre seus temas favoritos.

Agora você também pode acompanhar as leituras da semana através de nossa Readlist. Ela compila os artigos e permite que você os leia em formato de e-book no seu smartphone, tablet ou até mesmo no Kindle.

Brasileiros

Joy Division – Unknown Pleasures (1979) no Pequenos Clássicos Perdidos

Relembre um dos maiores clássicos da música.

“Em pouco mais de três anos de vida, o Joy Division deixou cicatrizes profundas na face da música, que continuam aí para quem quiser ver, frequentemente reabertas por adolescentes que vivem à margem do esquema de falsa e obrigatória felicidade que domina este século XXI.”

A memória de Jean-Yves de Neufville por Alexandre Matias no Trabalho Sujo

O crítico franco-paulistano Jean-Yves faleceu no início da semana passada. Conhecido por seus trabalhos na Folha Ilustrada e na revista Bizz, importantes amigos e colegas de profissão comentam um pouco sobre o importante mas pouco lembrado crítico brasileiro.

“Cortês e elegante, não costumava cultivar a polêmica fácil e ficou conhecido no meio musical por sua doçura e resistência ao debate hostil.”

Glenn Branca – The Ascension (1981; 99 Records, EUA) por Alfredo RR de Sousa no Matéria

Conhece o compositor e guitarrista Glenn Branca? Artista clássico importantíssimo para a formação artística de mestres da guitarra como Lee Ranaldo e Thurston Moore da Sonic Youth.

“Se há, aliás, um compositor que poderia ser classificado como PROGRESSIVO na mais legítima e genuína acepção da palavra, este é Branca, pois ao contrário dos Keith Emerson da vida, que se limitam a preguiçosamente adaptar/surrupiar trechos de ‘vacas sagradas’ do passado, o genial regente e guitarrista norte-americano forjou um novo estilo ao amalgamar rock’n’roll e música erudita em surpreendente síntese alquímica.”

Daniel Ganjaman conta a história da gravação de ‘Rap É Compromisso’ por Amauri Stamboroski Jr. e Paulo Marcondes no Soma

Na semana passada, passaram-se dez anos da morte do Sabotage, que ficou enraizado na cultura do Rap nacional como um dos MCs mais importantes que já produzimos. Em entrevista ao Soma, Daniel Ganjaman, produtor de diversos discos como o impecável Nó na Orelha do Criolo, conta um pouco sobre Sabotage, cujo primeiro disco também participou da produção. Daniel também comentou faixa a faixa o disco.

“Ele circulava em todos os lugares. As pessoas liberavam o estúdio pra ele, os engenheiros trabalhavam de graça, o produtor trabalha de graça… ele era um cara muito cativante. Ele chegava na YB beijando todas as meninas do atendimento, abraçando e beijando os donos”

Internacionais

MIDI turns 30: a revolutionary open music standard lives on por Alex Dunbar no The Verge

O padrão de comunicação entre instrumentos eletrônicos MIDI comemora seu aniversário de 30 anos continuando popular e relevante até hoje.

“Nevertheless, it’s still used in every major recording studio, by almost every electronic musician working today, and aspects of its design have directly influenced the evolution of several musical genres.”

Interviews: Foxygen por Ian Cohen no Pitchfork

Um dos melhores lançamentos do ano até agora foi o disco We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic da banda Foxygen, que regatta tudo de melhor que já ouvimos na década de 60 e 70, cheios de personalidade. Em entrevista ao Pitchfork os garotos contam um pouco de sua trajetória e do por que gostam tanto das músicas antigas e não se inspiram tanto por novidades.

“We love 60s and 70s music. We’re very disillusioned; we can’t relate to modern music very well. I don’t even know any new bands. In this day and age, it’s probably difficult for some people to see us as anything other than a throwback band.”

Why Kraftwerk are still the world’s most influential band por Jude Rogers no The Observer

No último festival Sónar , pudemos ter um contato de perto novamente com a alemã Kraftwerk. Muita gente ficou hipnotizada com o show e alguns espectadores não muito familiarizado com a banda acharam meio entediante, mas uma coisa é fato, eles são uma das bandas mais influentes ainda em atividade e o Guardian tenta nos explicar o por que.

“Ever since, using a Kraftwerk sample has been shorthand for credibility. Jay-Z’s 1997 Sunshine sampled The Man-Machine, while Coldplay’s Talk made a melody from Computer World into a stadium-rock riff. Music producer DJ Food, a collector of Kraftwerk cover versions, says the band’s influence can be heard today among the micro-genres that have evolved from dance and R&B.”

What pop music owes to the classical masters por Imogen Tilden no The Guardian

Conseguir enxergar referências clássicas em artistas atuais que gostamos é uma das coisas mais interessantes a se fazer para quem está começando a olhar a música de maneira mais aprofundada. É isso que propõe esse artigo do The Guardian que mostra a importância de Mozart, Bach, Schubert e Beethoven em artistas pop como os Beatles, Adele, Pink Floyd ou Leonard Cohen por exemplo.

“The likes of Gluck, Mozart and Haydn created a whole new style based on, essentially, four major chords. Much of their music is based on the tonic, dominant and subdominant – just like much of rock’n’roll.”

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Autor:

Nerd de música e fundador do Monkeybuzz.