Leituras Da Semana: METZ, Indie Rock, Rock ‘n Roll Hall Of Fame e mais

Separamos alguns dos melhores textos sobre música que lemos pela Web nos últimos dias

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Semanalmente, filtramos os melhores textos nacionais e internacionais que encontramos na rede, a fim de enriquecer ainda mais seu conhecimento sobre música Você também pode acompanhar as leituras da semana através de nossa Readlist. Ela compila os artigos e permite que você os leia em formato de e-book no seu smartphone, tablet ou até mesmo no Kindle.

Brasileiros

Três perguntas: METZ, por Juliana Torres do Scream & Yell

Prestes a vir ao Brasil, pelo Sub Pop Festival, o trio METZ foi entrevistado pelo site de Marcelo Costa e falou um pouco sobre a expectativa de vir ao país, sobre as extensas turnês e seu processo criativo, tudo isso em apenas três perguntas.

“Nós ficamos realmente animados em escrever e tocar música. Nós gostamos, especialmente, de tocar ao vivo. E acho que essa alegria se imprime na nossa performance. É natural para o METZ tocar agressivamente alto, é a única forma que a nossa música faz sentido.”

recomendado por Nik Silva

Momentos Únicos do Rock ‘n Roll Hall Of Fame, por Miguel Amado do Perdidos No Ar.

Juntando todos os momentos icônicos das nomeações do Rock ‘N Roll Hall Of Fame, a lista curada por Miguel Amado passa a história do Rock a limpo, nos fazendo pensar na importância que este título confere à banda indicada. A carta de Sex Pistols negando o prêmio, a super jam session que ocorreu em 88 e a recente nominação de Rush para o Hall da Fama são alguns dos momentos pelo qual o texto passa.

“Odiado ou simplesmente ignorado por diversos amantes do rock en rou, o Hall da Fama do gênero, localizado em Cleveland (EUA) organizará mais uma cerimônia para homenagear os novos membros do panteão no próximo dia 10 de abril. A “classe” de 2014 será composta por Nirvana, Kiss, Peter Gabriel, Hall and Oates, Cat Stevens e Linda Ronstadt. Como acontece todo ano, pipocaram notícias sobre as bandas escolhidas e o mini show que elas realizam. O Kiss já lançou nota oficial se recusando a tocar, seja a formação original, a atual ou qualquer outra. E de brinde o guitarrista e vocalista Paul Stanley disse que a instituição é “suja, corrompida e distorcida”.

recomendado por Lucas Cassoli

Internacionais

Mais Que Uma Voz: Kingdom, Kelela e porque a Música Eletrônica não entende o R&B, por Sophie Kindreich na Noisey (traduzido).

De maneira profunda e cutucando um nicho até então intocável é que Sophie Kindreich resolveu discutir abertamente sobre o R&B e a música Eletrônica e como a sua exploração rasa prejudica o real crescimento do gênero. De maneira aprofundada e com bons argumentos, Sophie desmistifica o interesse velado de DJs sobre o gênero e ainda aborda o sexismo na indústria musical.

“Muitos parecem não conseguir apreciar o R&B a menos que ele siga certas regras; aparecendo em um vocal morto-vivo, ou numa colaboração com um dos “nossos” (leia: eletrônico) produtores. Perceba como a FKA Twigs tem tanta influência da Janet quanto a Ciara, mas sua performance traduz essa influência de uma maneira muito mais compatível com a estética dos bros de deep house. Ou como a expressão de R&B da Kelela é considerada muito mais crível do que a da Rihanna, por que a Kelela tem o pessoal do Night Slugs e do Fade to Mind na cola. Claro, ouvir Rihanna cantando em uma faixa do Total Freedom seria incrível, mas sugerir que, até o dia em que ela faça isso, nós não deveríamos levá-la a sério, me faz ter vontade de gravar um CD inteiramente com samples da Rihanna e escrever “bitch, please” em cima com uma canetinha.”

recomendado por Fernando Galassi

The New Solipsism: What the fuck happened to Indie Rock, por Zachary Lipez na Noisey

O texto fala um pouco sobre o panorama atual do Indie Rock e por onde ele caminha, comparando com a cultura atual dos consumidores deste estilo de música. Ele relaciona – já logo no título – com o solipsismo, que é a concepção filosófica de que, além de nós, só existem as nossas experiências.

“Rock and pop music has always been egocentric. To appeal to teenagers it damn well better be. But now that teenagers truly couldn’t be bothered with rock—particularly of the “indie” variety—rock music, while keeping the narcissism, has applied it to the most relentlessly boring life choices a man can make; good college, good brews, good stories (alive purely in the past tense), good jobs, good living, good death. Indie rock music is now every character in The Graduate.”

recomendado por Maynara Fanucci

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ARTISTA: Kelela, Kingdom, METZ
MARCADORES: Leituras da semana

Autor:

Designer frustrado, julgador de capas de discos e odiador daqueles que põem o feijão antes do arroz.