Leituras da Semana: My Bloody Valentine, Kelela, Filmes Sobre Músicos e mais

Separamos alguns dos melhores textos sobre música que lemos pela Web nos últimos dias

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Semanalmente, filtramos os melhores textos nacionais e internacionais que encontramos na rede, a fim de enriquecer ainda mais seu conhecimento sobre música

Você também pode acompanhar as leituras da semana através de nossa Readlist. Ela compila os artigos e permite que você os leia em formato de e-book no seu smartphone, tablet ou até mesmo no Kindle.

Brasileiros

Especial Popload: 1994, o último grande ano da música? por Lúcio Ribeiro no Popload

2014 chegou e com certeza lembraremos muito, durante os próximos doze meses, do ano de 1994 e todos os seus lançamentos e sua importância para a música mundial. O mais interessante da análise de Lúcio Ribeiro é englobar também os artistas nacionais.

“Se o Nirvana e a revolução grunge de Seattle mudou a música jovem em 1991 com a famosa quebradeira de parâmetros sonoros, foi em 1994, 20 anos este ano, que os frutos dessa profunda mudança de hábitos musicais tanto na feitura dessa música quanto em sua comercialização apareceram no exterior e no Brasil, aprisionados em 12 iluminados meses de novas concepções artísticas ligadas à música independente, que passava inclusive no Brasil a não ser mais tão independente e de gueto assim.”

Entrevista: Humberto Gessinger por Fernando Cesarotti no Scream & Yell

Gostando ou não, conhecendo ou não, entrevista interessante com Humberto Gessinger, líder do Engenheiros do Hawaii que está agora com seu primeiro trabalho solo.

“Humberto Gessinger não tem pressa. Aos 50 anos recém-completados, quase 30 deles passados entre estúdios e palcos, ele quer distância do ritmo alucinante que marcou o início de sua carreira – foram oito discos em oito anos entre 1986 a 1993, 17 lançamentos com o Engenheiros do Hawaii, entrelaçados com um disco do Humberto Gessinger Trio, seguidos por dois lançamentos em anos seguidos com o poucavogal, projeto com o amigo Duca Leindecker, do Cidadão Quem.”

Internacionais

What makes movies about musicians work? por Noel Murray, Keith Phipps, and Mark Richardson no The Dissolve

The Dissolve é o braço de cinema do site americano de música Pitchfork. Nessa semana, membros de ambos os sites se reuniram para tentar entender o que faz filmes sobre músicos, como Balada de Um Homem Comum, dos irmãos Coen, funcionarem, já que o processo de criação musical é tão complexo?

“Which got me thinking: What does it take for a movie to get making music right? And what do movies often get wrong? So I thought I’d throw the question to a couple of people who also worry about those questions: My Dissolve colleague and lifelong music fan Noel Murray, and special guest Mark Richardson, editor of Pitchfork.”

Kelela: ‘Sometimes I have to put my hand in the fire’ por Harriet Gibsone no The Guardian

Uma das apostas do R&B para 2014, Kelela conversou com o jornal britânico The Guardian sobre sua mais recente mixtape, Cut 4 Me e sua maneira de tentar manter a criatividade sem ser extremamente afetada pelos feedbacks positivos ou negativos.

“The LA-bound musician has just performed at an art festival in Florida and, not long before we speak, she has received the news that she has been listed as one of the artists on this year’s BBC Sound of 2014 poll, confirmation of her journey from nowhere to one of the most-watched young artists of this year. She must be excited? Ecstatic? Jumping for joy? “It’s interesting,” she says in a low and stoical tone, leaving a profound pause before rattling out her manifesto.”

In Another Way: My Bloody Valentine’s Rhythmic Invention por Ben Cardew no The Quietus

Com a volta de My Bloody Valentine, no ano passado, após 22 anos sem um novo lançamento, com o excelente mbv, muitos textos sobre a banda surgiram, mas poucos trazem uma reflexão tão interessante quanto este do The Quietus sobre o perfil inovador de Kevin Shields e de sua banda.

“Indeed, it was arguably only with the release of mbv in 2013 that My Bloody Valentine’s rhythmic invention has come to any kind of prominence, largely thanks to one track – ‘Wonder 2’ – which clatters along at a moderate drum & bass clip (of which more later). Even so, many reviewers overlooked this innovation as they obsessed over whether mbv’s guitar sound was a significant step on from Loveless.”

Why Songs Get Stuck in Your Head por Elizabeth Hellmuth Margulis no The Atlantic

Uma análise interessante para quem curte abordagens mais científicas sobre a maneira com que apreciamos música sobre o por que algumas músicas ficam na nossa cabeça por tanto tempo?

“Few people are spared the occasional experience of being gripped by the obstinate unfolding of an imagined line of music. Although the sound might not exist at the present moment in the real world, or be audible to anyone else, it can seem compellingly, maddeningly real. An episode of this sort often seems more like the reliving of a tune than the simple remembering of it.”

How Loud Is Too Loud? Doctors and Club Owners on Hearing Loss and Volume por Molly Beauchemin no Pitchfork

Para grande parte dos fãs de música, quanto mais alto o volume melhor, não é mesmo? Mas há um limite para isso, seja por questões físicas ou socias? É o que especialistas, médicos e donos de casas de show discutem neste artigo.

“Prolonged exposure increases the risk of permanent damage. According to Phonak audiologist Daniela-Simone Feit, our ears need about 10 hours of rest in between bouts of extreme noise.”

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Autor:

Nerd de música e fundador do Monkeybuzz.