Moshi Moshi Records: Música e Hedonismo

Selo inglês tem como principal caracteristica trazer sonoridades dançantes ao seu catálogo – caso do duo inglês Summer Camp (foto), que faz uma mistura entre New Wave, Synthpop e Indie Pop

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Não é novidade para ninguém que os ingleses sabem fazer boas festas e não é novidade também que grande parte dos bons nomes da música hedonista feita nas ultimas décadas saiu da Terra da Rainha. Sabendo explorar muito bem esse lado festeiro das bandas locais o selo Moshi Moshi tem um catálogo recheado de artistas que provavelmente já embalaram muitas de suas baladas nos últimos anos.

Nascida no fim dos anos 90, o selo que acompanhara a morte da Rave parece ter se apropriado do seu elemento mais importante: a festa. Artistas de seu catálogo, como Hot Chip, Bloc Party, Kate Nash, Lykke Li, Florence + The Machine e Friendly Fires, podem te confirmar isso, porém há vários outros novos artistas que partilham da mesma visão dançante, mas que você (provavelmente) ainda não conheça.

Você vai notar que, independente de estilo, o mais importante neles do selo é conseguir botar todo mundo pra dançar, não importando em qual tipo de pista.

Summer Camp

Formada em 2009, a dupla Jeremy Warmsley e Elizabeth Sankey, tem uma sonoridade que chama a atenção pela união de elementos da New Wave, Synthpop, Indie Pop e um toquezinho melódico daqueles grupos de garotas dos anos 60. Essa mistura ganha uma vibe dançante e divertida, que já foi posta a prova em três EPs, todos com doses diferentes de cada elemento e muito bem aceitos pelo público.

Kindness

Adam Bainbridge é o nome por traz deste projeto que resgata muito do que hoje em dia é visto como a parte brega dos anos 80 e 90. Sintetizadores, coros femininos, teclados, saxofones e outros tantos elementos “cafonas” constroem esse diálogo que o músico faz com a época. A aproximação dançante pode ser percebida por todo World, You Need a Change of Mind, disco de estreia do músico britânico.

Disclosure

Os irmãos Howard e Guy Lawrence fizeram um dos melhores EPs deste ano e, mesmo ainda muito jovens (17 e 20 anos respectivamente), já estão se consolidando como um dos grandes nomes dentro de uma cena tão esfacelada e etérea como a eletrônica. Trazendo um misto entre UK Garage, Deep House e Post-Dubstep, o duo tem um som hipnótico que te carrega às pistas e sem que se perceba você já estará dançando embalado pelas incríveis batidas do duo.

Beat Connection

Esse quinteto de Seattle está bem longe da cidade natal do selo, mas isso não o impediu de ser descoberto e contratado. Com músicas feitas com olhos (e ouvidos) para as pistas de dança, o grupo tem uma sonoridade calma e nostálgica que aposta, principalmente, no elemento que dá nome a banda: as batidas. Seja em seu primeiro EP, Surf Noir (2011) ou em seu mais recente álbum, The Palace Garden (2012), você vai perceber que elas são uma de suas grandes preocupações, bem como o grande diferencial do grupo para outros que apostam em uma sonoridade eletrônica.

Breakbot

Esse é mais um artista que nasceu fora dos domínios ingleses, mas que logo foi chamado para compor o catálogo do selo. O produtor francês Thibaut Berland tem como principal característica a vibe setentista que despeja elementos da Disco, Electro, Dance e Hip Hop em músicas que, mesmo involuntariamente, te farão sair dançando por aí ou pelo menos balançar a cabeça acompanhando seu ritmo. By Your Side, lançado neste ano, é seu primeiro disco e poderia embalar qualquer festa temática sem despertar qualquer suspeita que essa é uma obra atual.

Egyptian Hip Hop

Esse quarteto surgiu em 2009, quando a finada New Rave dava seus últimos suspiros e o Math Rock/Pop começava a ganhar força na Inglaterra. Como um filho desse período de transição, a sonoridade do grupo vagava em meio termo entre esses dois gêneros. Depois do buzz imediato, o grupo ficou sumido por um tempo, até neste ano lançar seu disco de estreia, Good Don’t Sleep, que não mais trazia essa mistura, mas um Indie Pop demasiadamente inglês com pitadas do Rock Alternativo que permeia composições dançantes e muito bem construídas.

Ao longo de quase uma década e meia, o selo sempre manteve olhos nas pistas de dança espalhadas pelo mundo e coletou delas muitos dos nomes que hoje formam seu catálogo recheado de músicas hedonistas e que tem como principal meta te divertir.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts