Não É, Mas Poderia Ser

Listamos doze artistas e seus respectivos pares em sonoridades. Que tal substituir seus artistas favoritos por outros semelhantes, pode ser?

6,445 total views, no views today

Já imaginou substituir sua banda favorita por outra semelhante? Eu creio que não, mas lhe asseguro que vale a pena o experimento. Então, para testar isso nós listamos doze bandas e seus pares – vale a pena reforçar que mesmo parecidos eles não são plágios ou genéricos, somente novas bandas que se desenvolveram de forma parecida. Teste e (recorrendo ao mote do uma famosa marca de refrigerantes) você pode descobrir que o “pode ser” pode ser muito bom.

Satellite Stories, pode ser?

Se você gosta de faixas dançantes, cheias de suingue e um ritmo pulsante – e creio que a esse ponto da descrição a imagem de Two Door Cinema Club já tenha surgido em sua mente -, uma boa pedida é som desses finlandeses que se apropriam bastante dessa vibe festiva dos londrinos e ainda trazem um bom tempero escandinavo.

Shout Timber, pode ser?

Lembra-se do Afrobeat (ou Afropop, sinta-se a vontade) que teve uma espécie de revival com o Vampire Weekend entre 2007 e 2008? Pois bem o estilo ganha mais um ótimo representante com esse trio inglês que consegue juntar ótimas e pulsantes melodias a essa pegada étnica inconfundível do primeiro lançamento do quarteto nova-iorquino.

Freddie Dickson, pode ser?

E se eu te dissesse que até a diva Lana Del Rey tem um par nessa pegada vintage e hibrida da Música Pop e R&B? E se além disse isso eu te disser que esse tal par é um cara? Pois é, esse cantor londrino carrega bastante desse clima dramático, doloroso e Lo-Fi – para não dizer emocionante -, das faixas de Lizzy Grant.

The Royal Concept, pode ser?

Por mais que pareça, essa não é a voz de Thomas Mars. E, novamente, por mais que seja semelhante, esse não e o Phoenix. As semelhanças entre o Indie Pop de franceses e dos suecos são enormes, assim como a personalidade de ambas. Liderados por David Larson, esse coletivo é uma boa pedida para as pistas Indies espelhadas pelo mundo.

Fletcher, pode ser?

Apesar de tantos nomes como referências sonoras para esse trio norte-americano é o Arctic Monkeys que ganha grande destaque. Aquela pegada Indie Rock do grupo de Alex Turner (aquele tom bem cru e juvenil dos primeiros discos) está amplamente difundida no som que os irmãos Oscar e Harvey Baker e seu amigo Tom Fry fazem.

Classixx, pode ser?

Quase que simultaneamente as lendas da Música Eletrônica Daft Punk e o, também, duo Classixx lançaram suas obras. Carregadas de um grande tom oitentista, ambas as obras embarcam sonoridades como o Disco, Funk e Soul em uma mistura incrível com a música eletrônica. Se você já experimentou o novo (e ótimo) álbum do duo francês, que tal ouvir um pouco do som dessa dupla de Los Angeles?

Yuna, pode ser?

Ellie Goulding e outras divas que transitam pelo meio Pop Eletrônico também figuram a nossa lista. Se Skrillex já produziu os discos da loira, Pharrell Williams (sim, aquele que canta Get Lucky) deixa sua marca na obra da malaia Yuna. Com um apelo Pop e ameno clima dançante – além da voz propicia ao estilo –, a moça tem tudo para se estabelecer com um bom nome entre seus pares.

Deap Vally, pode ser?

Se o som de Dan Auerbach e Patrick Carney foi ficando cada vez mais Pop com o passar dos anos, o do outro duo, formado pela loira Lindsey Troy e pela ruiva Julie Edwards, está cada vez mais calcado na agressividade e crueza bluezeira do começo de carreira do The Black Keys. Não é por nada, mas essas duas deixam muito marmanjo por aí de queixo caído.

Opala, pode ser?

Curte um som etéreo, viajado e permeado por muitos sintetizadores – algo como Beach House? Então uma ótima pedida é experimentar um som brasileiro feito sob essa mesma perspectiva adocicada e sensível do Dream Pop.

Flume, pode ser?

Se você não gosta do Totally Enormous Extinct Dinosaurs porque Orlando Higginbottom se veste como um dinossauro ou como um índio glamouroso, que tal alguém que tenha uma vestimenta normal e um som tão bom quanto? Vale a pena experimentar o som desse ótimo produtor australiano de apenas 21 anos.

Escort, pode ser?

Essa não é a Beth Ditto e certamente essa dupla nova-iorquina não tem as mesmas pretensões líricas que o Gossip, mas se tudo o que você quer fazer é uma grande festa ao som de batidas potentes e um vozeirão feminino, tá aí uma grande dica.

Onagra Claudique, pode ser?

Esse é um velho conhecido nosso, mas que não poderia ficar de fora desta lista. O duo paulistano consegue trazer a mesma leveza e sensibilidade do Indie Folk (e o dialogo com a MPB) que a dupla norueguesa Kings of Convenience faz em seus discos- e o melhor em nossa língua mãe.

6,446 total views, 1 views today

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts