Nove Discos de Agosto/2016 Selecionados pelo Monkeybuzz

Frank Ocean, Carne Doce e O Terno estão na lista

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Nove Discos de Agosto/2016

O Terno – Melhor do que Parece

“Há muita personalidade ao longo de todo o disco, e esse acaba sendo um dos principais pilares de seu sucesso. Ainda que tracemos diversos paralelos entre sua música e aquelas feitas nos últimos 50 anos, ainda existe um quê de frescor em cada uma das faixas aqui apresentadas, mesmo nas que parecem frutos diretos de canções anteriores – Lua Cheia, por exemplo, traz ambientação, em som e temática, semelhante à do álbum anterior, e faz isso sem parecer uma mera repetição” (Leia a resenha completa)

Guri Assis Brasil – Ressaca

Ressaca é rico em sonoridades sulistas, de Reggaeton a Cumbia, só para mencionar dois ritmos que são bem populares por lá e que deveriam tocar muito mais nas rádios daqui. Guri não demonstra qualquer didatismo nisso, apropriando-se dessas referências de forma natural, afinal de contas, o sujeito tem mesmo essas influências. Mesmo nos tempos de Porto Alegre, quando integrava a boa – e sumida – banda Pública, sempre foi possível perceber que havia nele algo mais que um bom guitarrista presente” (Leia a resenha completa)

Lisa Hannigan – At Swim

“Tudo funciona por aqui, com elementos elegantemente colocados em sua paleta de cores. Sim, são tons cinzentos e brancos, gelados, mas que se fundem em tonalidades surpreendentes. Um álbum excelente, que leva a carreira de Lisa a um novo patamar” (Leia a resenha completa)

Carne Doce – Princesa

“Ao reproduzir este disco, estamos imersos em um nível tão interior da personagem feminina em questão que conseguimos sentir e ver as feridas espalhadas por todo seu corpo, sejam elas físicas ou psicológicas. Cada faixa toma para si um trauma e o explora até ficarmos completamente esgotados, assim como a mulher que o sofreu. Não somos poupados em nenhum instante e, se em algum momento somos direcionados a encarar as músicas como calmas e doces, as letras logo nos expõem a crueza dessa carne. Assim, a construção do disco é feita de uma maneira que não permita um ouvinte atento sair da mesma forma que entrou em seu universo” (Leia a resenha completa)

Inky – Animania

“(…) se o primeiro álbum servia para apresentar ao mundo a identidade da banda, seu papel é revelar um autoconhecimento que ruma cada vez mais à exploração de todo o potencial que INKY possui. Para o ouvinte que já acompanhava o grupo, fica uma obra de pontos bastante altos consideravalmente mais divertida de se ouvir do que Primal Swag, e que deve render shows ainda melhores” (Leia a resenha completa)

Séculos Apaixonados – O Ministério da Colocação

“(…) por mais melancólico que o disco pareça, as faixas traduzem justamente o contrário. São canções rápidas, ágeis, sedutoras e dançantes, ora evidenciando uma sonoridade mais selvagem, ora se comportando como uma trilha sonora daqueles cenários 3D “Hans Donner” típicos de abertura de novelas globais”(Leia resenha completa)

Ale Sater – Japão

“Os 17 minutos de extensão do EP passam rápido até demais, e a beleza dos timbres conflitantes de Volte Para Casa merece ser experimentada repetidas vezes, assim como todo Japão. Relevante para a produção brasileira como um todo, de suma importância para o nome Ale Sater e um verdadeiro deleite para o ouvinte” (Leia a resenha completa)

Catavento – CHA

CHA é um grande momento na psicodelia brasileira, usando daqueles mesmos elementos comuns para criar algo complexo e uma experiência única de se escutar. Catavento entende o que o psicodelismo deve trazer e o faz de uma maneira fantástica” (Leia a resenha completa)

Frank Ocean – Blonde

Blonde tem muito mais escondido embaixo da superfície de suas belíssimas melodias e letras sobre relacionamentos juvenis. Frank Ocean levou anos criando sua própria simulação de realidade, pincelando as referências e as histórias que mais o representam – ou que ele gostaria que o representassem – e as embrulhou numa produção impecável, que consegue criar coesão entre melodias quase que imperceptíveis – influência de Brian Eno, creditado na obra” (Leia a resenha completa)

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.