O avesso da rainha

Na véspera do lançamento de Madame X, revisitamos cada um dos discos de Madonna para listar quais são suas canções mais “fora da caixa”

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Fotos: Murray Close, Herb Ritts, Steven Meisel, Patrick Demarchelier, Mario Testino

Amanhã (14.6), aterrissam nas plataformas de streaming as músicas que compõem o novo disco de Madonna, Madame X. A promessa é de um álbum que não só recupera alguns dos momentos menos convencionais da rainha do Pop como também traz algumas atualizações com a ajuda de suas vivências em Portugal e de acenos à cultura latino-americana. No espírito de me preparar para o lançamento, passei o final de semana ouvindo cada um dos seus discos e separando os momentos em que mais fui surpreendido: seja pela complexidade poética das letras ou pelas intrincadas construções de música eletrônica. Abaixo, um listão resultado dessa perscrutação insana que me fez ainda mais fã dela e, no final, a playlist com todas as faixas reunidas para seguir no Spotify.

“Act of Contrition” (Like a Prayer, 1989)

Murmúrios de oração se ouvem no começo desta música (completamente maluca) que fecha o disco Like a Prayer de 1989, um dos maiores sucessos comerciais da cantora. No entanto, apesar dos inegáveis hits “Like a Prayer” e “Express Yourself” – hinos Pop pela libertação sexual das mulheres –, o LP resguarda alguns momentos menos “sing along” e mais “ouça com atenção”. “Act of Contrition”, provavelmente, é o ápice dessa vertente no álbum. Depois das lamentações em sussurro, ninguém menos do que o Prince entra com um solo de guitarra. Como se não bastasse, o background para a voz de Madonna – aqui, já declamando orações clássicas do catolicismo – também conta com samples invertidos do coral de “Like a Prayer”. Será que foi aí que surgiu essa palhaçada de ficar ouvindo disco ao contrário para checar se haviam mensagens do demônio escondidas?

Estranhamente, nos últimos segundos da faixa, a letra dá uma guinada e sai da reza para revelar uma personagem que aparentemente, fez uma reserva em um restaurante ou evento que não deu certo, não foi registrada. Lembrando que “contrition”, em português é “contrição”, que, segundo um dicionário Aurélio assustadoramente antigo aqui de casa, significa: “Espécie de arrependimento pelas próprias culpas ou pecados motivado pela caridade sobrenatural ou amor de Deus”. É quase como se, depois de tanto confrontar a Igreja Católica, Madonna tivesse sido banida de uma festa santa no paraíso, mesmo tendo (ironicamente) pedido perdão.

“Erotica” (Erotica, 1992)

Se havia algo de extraordinário nos anos 1990 era essa ideia de que a felicidade tinha, de certa forma, saído de moda. Era meio cafona, meio desrespeitoso, ser “alegrinho” na última década do milênio e, evidentemente, a música acompanhou essa mudança de humor: hits super festivos já não funcionavam tão bem. Para manter a sua relevância, Madonna – que podemos creditar como uma das fundadoras do que se entende por “oitentismo” – adotou uma série inteligente de estratégias. A primeira delas foi a de apostar em uma musicalidade menos ostensiva, que vai se construindo aos poucos e não tem grandes momentos explosivos como anteriormente. A segunda, por sua vez, foi a de chegar ao mais profundo, mais escondido do que o tema sexo (ainda tabu) pode ir: o universo obscuro das taras e dos fetiches.

Ficam de lado as canções que se limitam a celebrar uma suposta liberdade sexual e entram em cena músicas que parecem sorrateiramente convidar seus ouvintes a um mundo que é deliberadamente errado, proibido, pecaminoso, onde essa liberdade é, de fato, posta em prática. O disco Erotica – junto do lançamento do livro de fotografias “Sex” feito ao lado de Steven Meisel – é, possivelmente, o maior símbolo dessas duas investidas da cantora. A faixa que dá nome ao álbum, particularmente, é muito interessante porque, apesar de tratar desses assuntos completamente “tabulizados” e de não ter um power-refrão à la “Like a Prayer” a canção conseguiu chegar em terceiro lugar na lista “Hot 100” da Billboard.

“Fever” (Erotica, 1992)

Quando esse cover de Little Willie John saiu, também em Erotica, em 1992, as reações à interpretação de Madonna para a canção foram radicais e contrastantes. Por um lado, havia aqueles que defendiam a atualização agressiva da faixa proposta pela cantora, mas outros achavam que ela tinha simplesmente tirado “tudo o que tinha de bom” da música. A verdade é que, nesta versão, Madonna abandona o Soul para abraçar o House – muito popular na época – com uma voz que evoca sensualidade não pelo vigor, mas pelo sussurro. A ideia, inclusive, surgiu de última hora: ela estava gravando uma música – que acabou nem entrando no disco – chamada “Goodbye to Innocence” e, quando a faixa estava quase finalizada, começou a cantarolar “Fever” por cima da melodia e acabou gostando. Eis que junto de Shep Pettibone – que produziu Erotica ao seu lado – Madonna decidiu deixar “Goodbye to Innocence” de lado e apostar em “Fever”.

Sua releitura muda a sequência original de acordes, tem um beat totalmente diferente e ainda conta com uns novos versos adicionados à letra original. A ousadia de macular o clássico foi grande e o resultado (como a maioria das coisas que ela faz) gerou polêmica, mas, se formos nos atentar exclusivamente à música, ganhamos uma trilha hipnótica para as pistas ou para misteriosos encontros às cegas. No fim das contas, o saldo é positivo.

“Bedtime Story” (Bedtime Stories, 1994)

O burburinho que precedia o lançamento do disco Bedtime Stories era de que Madonna, finalmente, pediria desculpas e voltaria ser uma boa menina. Depois do escândalo de Erotica, a cantora foi até banida de entrar no Vaticano. A pressão para que ela “diminuísse o tom” vinha de todos os lados: público, crítica, gravadora… Mas, ela é a Madonna, né? E talvez ela só seja “A” Madonna até hoje porque, neste momento, ela não abaixou a cabeça. Óbvio que Erotica ficaria para história independente de qualquer coisa, mas ainda sustentar o argumento três anos depois foi o que fez todo mundo entender que ninguém segura essa mulher e que, no limite, ninguém deveria segurar mulher nenhuma. Isso posto, a música que dá nome ao disco, curiosamente, é uma das que menos representa a sonoridade geral da obra. “Bedtime Story”, na verdade, retoma um pouco da música eletrônica “fria e distante” com a qual Madonna flertou fortemente no álbum anterior e que seria ainda mais explorada posteriormente em Ray of Light.

A composição da canção, não por acaso, é de ninguém menos do que a islandesa Björk. Madonna ficou tão fã de seu Debut (1993) que chamou o produtor responsável por ele (Nellee Hooper) para ajudá-la com Bedtime Stories. Ele fez a ponte entre as duas e voilá: surgiu o contraponto perfeito para “Human Nature”, o verdadeiro hit do disco. Enquanto nesta música ela falava literalmente sobre o seu não-arrependimento a respeito de sua sexualidade “exacerbada”, em “Bedtime Story” Madonna dava um passo além e propunha a quem a ouvisse a possibilidade de dar asas às imagens e desejos que brilham no inconsciente. Dar vazão ao inimaginável, ao impensável, ao indizível e, em última instância, ao secreto.

“Sanctuary” (Bedtime Stories, 1994)

“Sanctuary” é a música que precede “Bedtime Story” em Bedtime Stories e isso é muito importante para entender o que vem a seguir. Primeiro, vamos já tirar da nossa frente o fato de que, assim como “Bedtime Story”, “Sanctuary” também destoa levemente do restante do disco por estar mais entrelaçada à música eletrônica – e aqui com uma qualidade e uma criatividade refinadas, proponto riffs e melodias estranhas e desafiadoras durante a canção. Isso, inclusive, só acontece porque só este poderia ser o ambiente ideal para que a sugestão poética elaborada por Madonna tomasse forma. A música começa com a cantora declamando um excerto de um poema de Walt Whitman chamado “Leave of Grass” que diz “Surely whoever speaks to me in the right voice / Him or her I shall follow” (em tradução livre: “Certamente quem fala comigo com a voz certa / Ele ou ela eu seguirei”). Ao debruçar-me sobre o poema completo, percebi que o poeta sugere que a linguagem é a pedra fundamental da nossa humanidade. No sentido de que é só depois dela que passam a existir os nossos encontros mais verdadeiros com a sensibilidade.

No trecho escolhido por Madonna, o sentimento em questão é o amor: quem consegue falar com a “voz certa” cativa, é seguido, é apaixonante. E é sobre uma paixão completamente avassaladora (quase brega) que a letra de “Sanctuary” se destina. A música, inclusive, só não cai no totalmente açucarado devido ao acompanhamento instrumental. É dentro de um clima de incerteza que essas palavras são colocadas e isso muda completamente o cenário. Ainda mais quando pensamos que a proposta de “Bedtime Story”, logo na sequência, é a de que “as palavras são inúteis” – na ideia de uma retomada da nossa brutalidade pré-linguagem, onde só o instinto, só o inconsciente se manifesta. Considerando que a introdução dela começa já no final de “Sanctuary”, dá para perceber que Madonna, claramente, arquitetou magistralmente essa delicada e poderosa construção de sentido. Podre de chic.

“Skin” (Ray of Light, 1998)

Depois de ter provado para todos que ela faz o que bem entender, Madonna, simplesmente, abandonou sua “sexual persona” para se deixar iluminar pela Kabbalah e pelo nascimento de sua filha em Ray of Light. No disco de 1998, encontramos a cantora em uma fase de sua vida totalmente diferente do que conhecíamos anteriormente: aqui, ela está repensando o seu passado, revendo os seus desejos para futuro e optando por uma vida com mais silêncio, mais calma e mais equilíbrio. Musicalmente, esse estado de espírito é bem representado pela sua decisão em convocar William Orbit para produzir o álbum. Antes disso, ele era conhecido apenas por seu trabalho junto a artistas alternativos de música eletrônica na Inglaterra. A ideia da colaboração era continuar desenvolvendo os ritmos evocados por Nellee Hooper e Björk em “Bedtime Story”, o que tinha tudo para fazer de Ray of Light o disco menos palatável da cantora.

No entanto, apesar de seus sons menos apelativos, o LP foi um sucesso (um dos mais vendidos da história da carreira de Madonna). “Skin”, contudo, parece revelar-nos uma Madonna que não consegue escapar de seu passado. Por sobre uma melodia eletrônica orquestral que vai se construindo aos poucos até chegar em uma espécie de “caos organizado”, ela ainda fala de amor, fala sobre ter alguém por perto, sobre se relacionar com o outro. Evidentemente, a abordagem aqui é muito menos sexualizada; ela mesma faz questão de frisar: “Por que as coisas que eu digo / Parecem as coisas estúpidas que eu disse anteriormente?” E, na sequência, segue pedindo que alguém coloque a mão em sua pele. Nesse contratempo entre seus desejos sexuais e sua nova vida é que surge a conturbada “Skin” que, evidentemente, nunca tornou-se um hit radiofônico, mas que representa com muita precisão essa condição humana de estar sempre ponteando opostos.

“Shanti / Ashtangi” (Ray of Light, 1998)

Se no começo de sua carreira (e até hoje) Madonna atacou a Igreja Católica e seu moralismo, que fique bem claro: seu problema é com os dogmas e com as implicações políticas da religiosidade, mas não com a religiosidade em si. Em Ray of Light, é nítida a transformação pela qual atravessou a cantora depois de entrar em contato com a sua espiritualidade. Não à toa, “Shanti / Ashtangi” é uma oração. E não uma oração irônica como a já citada “Act of Contrition”. Trata-se de uma oração, mesmo, uma reza.

A letra, na verdade, mistura dois mantras do Yoga: o Ashtanga Yoga Mantra e o Mangalam Mantra – uma versão da Kabbalah ocidental da qual Madonna é adepta. Por sobre uma estrutura que brinca com o Techno, ela recita – em sânscrito – palavras de saudação aos mestres de cada linhagem envolvida ali. Provavelmente, “Shanti / Ashtangi” é a manifestação mais intensa dessa nova postura de vida adotada pela cantora (e, agora, também mãe) que traz consigo um comprometimento ferrenho com as questões transcendentais.

“Paradise (Not For Me)” (Music, 2000)

Em Music (2000), Madonna já estava sentindo saudades de sua vida no trono do Pop. Em entrevista a The Face, na época, ela revelou que tinha sido muito importante passar um tempo reclusa depois de Ray of Light. “Agora, no entanto, eu já estou me sentindo como um animal dentro de uma jaula”, disse na ocasião. Assim, a cantora voltou para os estúdios e, para dar continuidade a sua jornada eletrônica, convocou o produtor francês Mirwais Ahmadzaï para te ajudar nessa missão. Em 1999, eles já estavam fazendo a sua primeira colaboração: “Paradise (Not For Me)” que, à princípio, ficaria apenas no disco Production (2000) de Mirwais. Na canção, Madonna continua falando sobre o passado que gostaria de deixar para trás, sobre a persona pela qual se tornou conhecida e que, de alguma maneira, queria deixar de lado para revelar o seu novo verdadeiro “eu”.

Por sobre uma melodia Dream Pop que começa minimalista e termina totalmente robótica, ela canta “Eu não consigo lembrar / Quando eu era jovem / Nos seus olhos / O meu rosto permanece (…) Eu estive tão alto / Estive tão baixo / Perto do céu / Embaixo, no chão”. Os versos são simples – em dado momento, chegam em francês, inclusive – e explicam exatamente o momento mental da cantora enquanto ficam sendo repetidos e progressivamente alterados eletronicamente. “Paradise (Not For Me)” é uma das faixas mais longas da Madonna, tem mais de 6 minutos, mas é um exemplo de como uma música Pop também pode ter uma construção gradativa e extraordinária.

“Nobody Knows Me” (American Life, 2003)

“Se Like a Prayer é o seu disco de divórcio, American Life (2003) é a sua psicanálise. Ela até cita Sigmund Freud e não para de levantar questões-chave: ‘quem sou eu?’, ‘para onde estou indo?’, ‘o que tudo isso significa?’”, escreveu Lucy O’Brien no livro “Madonna: Like an Icon” (2007). Nesse sentido, “Nobody Knows Me” é o momento em que a cantora questiona a importância que damos à maneira como as outras pessoas nos vêem. O engraçado é perceber que talvez a resposta não seja o clichê “não se importa com o que pensam de você”. Durante a música, Madonna critica a mídia que a perseguiu por toda a sua carreira, mas, por outro lado, aceita que não é capaz de controlar isso. Não é como se não doesse – “Esse mundo não é tão gentil / As pessoas criam armadilhas para a sua mente / É muito difícil encontrar / Alguém para admirar” –, mas é preciso seguir em frente porque, no fim das contas, ninguém vai nos conhecer tão bem quanto nós mesmos e aqueles que a gente ama: “Não vou deixar um estranho / Me dar uma doença social”. De tudo, o mais interessante é que esses questionamentos e pontos de vista vem numa explosão musical: as falas se sobrepõem na produção eletrônica e dançante de Mirwais que não hesita em alterar a voz de Madonna mil e uma vezes para tornar a faixa mais brilhante. Aliás, eis aqui um belo exemplo do autotune sendo usado como instrumento e não como artifício de correção vocal. Não perde em nada para as maluquices de Kanye West.

“Die Another Day” (American Life, 2003)

Apesar de fazer parte de American Life, “Die Another Day” foi composta, gravada e lançada, antes do LP. Na verdade, ela foi a trilha do “007” de 2002, filme com o mesmo nome. Ainda ao lado de Mirwais Ahmadzaï na produção, Madonna já aproveitou para dar um preview do que seria o seu próximo disco, lançado no ano seguinte. Em “Die Another Day”, a cantora trava uma batalha contra seu próprio ego em uma metáfora na qual o processo psicanalítico é uma guerra. Enquanto a briga acontece, as invencionices eletrônicas de Ahmadzaï são permeadas por uma orquestra de 60 violinos regida pelo francês Michel Colombier.

“O processo foi bastante laborioso, mas mantivemos, o tempo todo, uma filosofia de ‘menos é mais’ que, no fim das contas, dá para perceber nos arranjos esparsos da música”, remonta Ahmadzaï a respeito da produção que, na medida do possível, se esforçou para balancear a sonoridade clássica dos violinos dentro de sua estética futurista. “Ele é um manipulador genial”, disse Colombier sobre seu parceiro na faixa. “Em suas mãos, sessenta violinos se tornam pedacinhos de música que podem se transformar em qualquer coisa. É impressionante.” Sobre a citação que Madonna faz à Sigmund Freud em um verso, a cantora revelou que trata-se de uma ironia: “Eu nem gosto muito”, respondeu à uma pergunta do Reddit. “Não acho que tudo possa ser analisado a todo momento. Ele é cerebral demais e, ainda por cima, um misógino. Gosto mesmo é do Carl Jung.”

“Isaac” (Confessions on a dance floor, 2005)

“Isaac” é, na verdade, o professor da Kabbalah da cantora, Yitzhak Sinwani. Depois de tanto tempo estudando juntos, Madonna descobriu que ele vem de uma família em que todos cantam e, por isso, convidou-o para passar um dia no estúdio com ela. Yitzhak cantou sem saber para onde sua voz iria ou como seria usada. “Ele é impecável, simplesmente não errou uma nota. Não precisa de microfone, de nada. Depois disso, separei algumas partes que mais gostei e criei letras em torno disso, foi assim que construímos a faixa”, disse Madonna que dedicou essa canção de seu Confessions on a dance floor (2005) para ele.

O trecho cantado por Yitzaki é um poema hebreu do século XVII chamado “Im Nin’alu” e sua tradução é: “Se os portões dos ricos estão fechados / Os portões do paraíso não estão”. “Eu pensei que deveria chamar a música de ‘Fear of Flying’, porque ela fala sobre abrir mão do controle e gente que tem medo de voar, evidentemente, tem problemas com isso”, explica a cantora. “Todos nós temos medos em muitas áreas da nossa vida. Há, por exemplo, quem não consiga se comprometer com um relacionamento. A música fala sobre lidar com isso. Em outras palavras, sobre ser ou não capaz de sair da sua zona de conforto.”

“I’m Addicted” (MDNA, 2012)

O MDNA (2012) se não for o pior é um dos piores discos da Madonna. No entanto, no meio de muitas músicas genéricas, escondem-se algumas pérolas e “I’m Addicted” é uma delas. Mesmo fazendo a comparação clichê entre estar apaixonada com um vício em drogas, a musicalidade salva a fragilidade da letra que, no fim das contas, acaba até funcionando bem.

A terceira faixa do disco foi escrita pela cantora ao lado de Alle e Benny Benassi – que produziram várias músicas para este disco, inclusive. A música é considerada por muitos a melhor do MDNA com seu refrão que remonta do House dos anos 1990. Bateção de cabelo na noite, sem mais.

Playlist completa:

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ARTISTA: Madonna
MARCADORES: Artigo, Discografia

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