Oito produtores que deram retorno ao rebolativo mundo da cultura Bass

Ao tentar achar elementos que diferenciem as produções do Electro House, produtores trouxeram Booty Bass

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A perda de faturamento para o Deep House fez os investidores do EDM correrem contra o tempo. Gravadoras mudaram a estratégia e até produtores começaram a se virar do avesso para tentar mudar o jogo. O cenário automático que os próprios músicos criaram em cima do estilo gerou receita alta, adeptos, singles, toda uma economia em questão de pouquíssimos anos, mas também uma bomba relógio se instaurou: uma crítica incessante em torno de quem produz EDM, de quem gosta do estilo e de quem o financia. Desde então, seus criadores vêm contratando rostos criativos, nomes capazes de trazer propostas ousadas para o estilo e fórmulas diferentes para chamar atenção diante de um som que tantos fizeram um pouco do mesmo.

De um meses pra cá, dando uma olhada no que vem sendo tocado nos maiores festivais de música Eletrônica do mundo, foi possível perceber que os singles que estavam marcando era de quem conseguia se distanciar, de fato, do típico ruído branco que separa a progressão do drop do Electrohouse. 2014 foi o ano que mais cultivamos a “Booty Culture”, seja valorizando o rebolado, ou até os ritmos que são capazes de fazer o público sair do automático, do pulo, e dar atenção à malemolência. Eis que depois de mais de 30 anos, o Miami Bass volta com uma roupagem contemporânea – junto com elementos do Dutch e pratos do Trap – para dar aquele suspiro ao que já cansamos de ouvir por aí.

O novo estilo já vem sendo batizado de Booty Bass e amplamento adotado por novos produtores pelo mundo todo. Se suporta principalmente em estrutura do Hip Hop e em lirismo sexualmente explícito, o gênero consegue tirar a impessoalidade de sintetizadores em excesso que vemos no Electro House e misturar o melhor da música eletrônica com influência negra e urbana. Separamos alguns nomes dessa leva pra vocês ficarem de olho:

Djemba Djemba

Claro que com um material desse nível o produtor já estaria sendo notado. Mad Decent já abraçou Djemba Djemba, mais um músico com fôlego impressionante: mal chegou, causou barulho suficiente pra lançar material de Rusko, Diplo, Major Lazer, Baauer e mais.

Victor Niglio

Autor de uma das músicas mais quentes de 2013, Victor Niglio não economizou nas palmas e nos graves com Jiggy. O vídeo é uma ilustração mais que clara de onde estão focando as produções.

Diplo

Talvez o pai de todo Booty Bass, o americano trouxe a Florida de volta para o mundo. Fascinado com as batidas negras (sendo elas até brasileiras com o Funk Carioca), Diplo sempre, em seu projeto pessoal, forçou a mão nos bumbos, palmas, tudo visando seu mundo reboletivo.

GTA

Uma das músicas mais agraciadas do ano não poderia ficar de fora da lista. Booty Bounce teve a participação de um dos maiores ícones do estilo, DJ Funk, um dos produtores mais ilustres da música de guetto. O resultado disso foi uma estrutura forte, marcada e dançante.

Skrillex

Todo Recess parece que veio com uma proposta de emergência. Skrillex se aproximou muito de Diplo no último ano por conta de Jack U, e seu álbum foi o reflexo dessa aproximação com outra cultura, com outro público, com uma outra cabeça. Toda obra veio com apelo mais forte ainda no Hip Hop com estrutura mais distante do Dubstep e mais próxima da Bass Culture. Diferente de Diplo, Sonny parece continuar acertando e fazendo hit atrás de hit tudo com uma identidade musical impecável.

RiFF RaFF

RiFF RaFF é daqueles que não mede esforços pra chegar lá em cima. Com uma alma meio Dillon Francis, o produtor se assemelha tanto na ousadia quanto no gênio divertido. Suas produções seguem cheias de buzinas e pratos para os vocais do FM.

Wiwek

De toda lista não há faixa mais literal no Miami Bass que a que Wiwek fez. Aqui não há tanta aproximação à linha dos graves do Hip Hop, mas a influência negra é bastante forte em todo trabalho.

Big MAKK

Parceiro de Diplo e também bem chegado na Mad Decent, o residente de Orlando é um dos nomes mais quentes da Tropical Bass. Permeia suas produções entre o Moombahton, Soul e Bass e faz bonito em tudo, mas ainda precisa de um tempo até encontrar sua real identidade.

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Autor:

Publicitário que não sabe o que consome mais: música, jornalismo ou Burger King