Os Melhores discos de estreia já lançados em 2012

Quais foram os melhores debuts que vimos esse ano? Confira nossa lista com dez ótimas estreias

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O primeiro semestre desse ano foi cheio de boas surpresas e marcado por ótimos discos estreia. Nós do Monkeybuzz resolvemos compilar os 10 melhores debuts do ano (até o momento) para você não perder o que de melhor aconteceu nos primeiros meses de 2012.

Alabama Shakes – Boys and Girls

Esse foi o único disco que deste ano, que em nossa opinião, mereceu cinco bananas – a nossa nota máxima. O álbum, em seus 36 minutos, não apresenta um defeito sequer e traz uma releitura do Southern Rock, Blues Rock e Soul que é guiado pela incrível voz de Brittany Howard, que algumas vezes pode lembrar o potente vocal de Janis Joplin.

Alt-J (∆)-An Awesome Wave

A música nerd e por vezes esquizofrênica do quarteto merece nosso destaque não só por toda a hype que ganhou mesmo antes do lançamento, mas também por conseguir mantê-la ou até mesmo aumenta-la após do disco ter chegado às lojas. Ele faz uma viagem por vários gêneros em um som inclassificável, porém muito acessível.

Cambriana – House of Tolerance

Essa foi uma das melhores surpresas desse ano. A parceria entre Luis Calil e Wanderson Meireles rendeu umas das melhores estreias nacionais em um disco completo, no qual a banda embarca em influências que vão desde o experimentalismo Folk do Grizzly Bear até o som indefinível do Radiohead.

Dry The River – Shallow Bed

Para os fãs de música Folk, esse pode ser o melhor disco do ano. A banda consegue passar a sinceridade e melancolia típicas do estilo e com uma carga extra de bucolismo em suas belas letras e arranjos. O álbum agrada quem gosta de bandas como Bon Iver, Mumford & Sons e Fleet Foxes e se compromete não exatamente em trazer novidades, mas trazer todas essas referências em belíssimas composições.

Frankie Rose – Interstellar

Os vocais hipnóticos de Rose se juntam à sonoridade sonhadora do Dream Pop em letras açucaradas. A doçura também está presente aqui pelos arranjos que se usam dos sintetizadores e das guitarras. O primeiro trabalho solo da moça pode ter surpreendido (de uma forma boa) quem já acompanhava sua carreira nas bandas de que ela já fez parte.

Howler – America Give Up

O sucinto e enérgico registro do quinteto rendeu a eles uma serie de comparações com The Strokes e outras bandas garageiras do começo dos anos 2000 e criou-se uma grande hype em cima deles mesmo antes do lançamento do álbum. A música responsável por isso foi I Told You Once, que ainda é uma das músicas mais legais do ano e acrescenta muito ao disco de estreia desses garotos desordeiros de Minneapolis.

Jack White – Blunderbuss

Essa nada mais é do que a história musical de Jack White contada pelo próprio personagem. Com cara de resumo de tudo o que o músico já fez na carreira, o disco conta com faixas pra quem gosta de todas as bandas que ele já passou, incluindo as mais desconhecidas dos anos 90, e também de suas influências como Soul e Blues dos anos 50. O primeiro registro solo desse gênio se prova tão bom quanto, senão melhor, que seus trabalhos anteriores.

Kindness – World, You Need a Change of Mind

Com um nome bem sugestivo, este disco nos convida a repensar a música Pop atual e como nós interagimos com ela. Adam Bainbridge compôs dez canções inspiradas na cena do final dos anos 80 e começo dos 90, com uma sonoridade repleta de drum machines, sintetizadores, teclados e coros femininos mostrando que o que era “brega” na época hoje se tornou extremamente cool.

O Terno – 66

O primeiro registro do trio paulistano traz uma nostalgia roqueira que, aliada à contemporaneidade das letras e temas, nos deu uma das melhores surpresas do ano. O resgate do Rock sessentista está presente nos arranjos e na estética da banda, além de dividir o disco em Lado A e B – o que é uma coisa um tanto incomum nos dias de hoje e que diz bastante sobre esse lado retrô do grupo.

The Lumineers – The Lumineers

A simplicidade e elegância do Folk ganha mais um representante de peso com o debut desse trio estadunidense, que traz, em suas letras sinceras, um autêntico registro do estilo. Como um apanhado de histórias contadas na mesa de um bar, o disco nos comunica muito e nos prende a essas narrativas tão pessoais.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts