Playlist da Vida – Lovefoxxx

Beastie Boys, Le Tigre, Garbage, Loveage, Tv On The Radio, Nick Cave

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Se você estava vivo nos anos 2000 no Brasil, com certeza, presenciou a ascensão de uma das bandas nacionais que mais obteve sucesso no exterior: a curiosa Cansei de Ser Sexy. Em 2019, faltam motivos para fazer o brasileiro sorrir, mas uma das nossas alegrias, sem dúvida, foi saber da volta do grupo de nome (e música) divertido depois do anúncio do show que farão no Popload Festival. No dia 15 de novembro, o grupo formado por Lovefoxxx, Ana Rezende, Luiza Sá e Carolina Parra retorna aos palcos depois de cinco anos sem apresentações e seis anos sem lançamentos.

“Estamos fazendo música nova, mas que fique claro: não temos intenção de lançar disco!”, disse Lovefoxx em entrevista ao Monkeybuzz. “Eu passei um tempão sem escrever, só voltei agora.” Realocada de São Paulo para Santa Catarina, a vocalista hoje tem um estilo de vida totalmente diferente do que na época do auge do CSS. Para se ter uma ideia, ela construiu a sua própria casa sustentável (!) e se divide entre a pintura e outros trabalhos artísticos sem jamais ter abandonado a música por completo.

Assim, ela continua investigando sons. A quem interessar, ela organiza essas pesquisas na mixtape especial ALTO ASTRAL, compartilhada em seu perfil no Spotify. Da nova safra nacional, destaca o disco Letrux em Noite de Climão (2017): “Gosto muito do jeito que ela escreve. É engraçado, é sincero…” Para essa edição do Playlist da Vida, Luísa traçou um mapa musical de suas referências que começa na infância e chega até o presente momento. “Músicas e cheiros são mágicos. Foi bom me revisitar assim, lembrar de épocas distantes e ver como, desde sempre, meu gosto musical vem se formando”, explica sobre o processo.

Desireless – “Voyage, Voyage”

Eu ouço e me sinto com oito anos de idade, voltando de viagem no banco de trás do carro Del Rey dos meus pais – que nunca escutavam música em casa. Era só no carro, mesmo. Essa música tocava na Antena 1, eu me identificava com ela. Amo Desireless até hoje.

Haddaway – “What Is Love”

12 anos de idade: eu ia para o rinque de patinação inline, em Campinas, a BODYLINE. Eles sempre tocavam essa música… Andar de patins na pista escutando essa faixa elevava tudo a um novo patamar. Sentia que estava voando, ficava emocionada com as luzes, os meninos, o vento no cabelo. Quando muda de tom, então: VISH.

Beastie Boys – “Egg Raid on Mojo”

Aqui, tinha 13 anos. Meu irmão chegou com a antologia dos Beastie Boys em casa. Eu meio que aprendi inglês assistindo Seinfeld. Andava de patins escutando Beastie Boys, me sentia livre, em chamas. Me identificava muito com a vibe toda.

Beastie Boys – “Booming Granny”

Foi o primeiro Rap que aprendi a cantar. Achava a letra muito engraçada falando da vovó que usa os cupons para fazer supermercado. Gostava que eles davam risada no meio da música. Me mostrou que música não precisava ser bonita ou sobre coisas sérias.

Garbage – “Fix Me Now”

Aos 14 anos, minha melhor amiga Caroline Drummond tinha comprado os dois primeiros CDs do Garbage. Eu copiei em fitas K7 e achávamos a Shirley Manson musa. Muita identificação com as letras e com o som.

Prodigy –”Breathe”

Eu e a Carol, agora aos 15, éramos as esquisitonas da classe. A gente ia na matinê do domingo na PALICARI, uma “boate + boliche” do shopping e eles sempre tocavam “Breathe”. Causávamos na pista, éramos as rebeldes. Eu ficava loucona e queria meio que bater em todo mundo (mas, não batia… Só pulava). Amava o Keith Flynt. Nessa época, eu pegava o busão e ia para a parada da paz.

Le tigre – “Deceptacon”

Escutei essa aos 16. Eu estava na semana de moda da Casa de Criadores, estagiando no evento. A Fábia Bercsek usou essa música no desfile dela e eu pirei. Já era fã da Fábia, quando ouvi essa trilha… Não sabia o que era, mas ver o desfile com Le Tigre tocando fez minha cabeça explodir.

Lovage – “Sex (I’m a)”

Esse álbum, Music to Make Love to Your Old Lady by (2001) marcou meus 18 anos. No auge da puberdade, esse disco, para mim, era a gasolina e o fósforo. Escutei até furar. Eu até tatuei um “lovage”, que é uma “erva”, uma folha que parece folha de aipo. 

Tv On The Radio – “Staring at the sun”

Em 2002, um amigo do fotolog que morava no Brooklyn me mandou por correio uma mixtape. O CD abria com essa música. Ela me deixava tão feliz, empolgada com a vida. O formato da música era tão novo e diferente.

Death From Above 1979 – “Go home Get down”

Esse disco deles, o You’re a Woman, I’m a Machine (2004) me ajudou a largar da cafeína. Na época, eu era bem viciada em café. Decidi parar e esse disco virou minha cafeína. 

Spoon – “I summon you”

Essa música derrete meu coração até hoje. Conheci a versão demo antes da versão do disco Gimme Fiction (2005). Quando escuto, me lembro de quando era mais jovem e me apaixonava de um jeito que era instável, provavelmente não muito saudável, mas era bom.

Electrelane – “Birds”

Eu menciono uma música em “Hits me like a rock”, é ela. Estou falando dessa música. Ela marcou uma época da minha vida e até hoje…. Ela e “Hits me like a rock”.

Nick Cave – “Abattoir Blues”

Em 2011, eu tive uma fase Nick Cave. Começou com os discos do Grinderman e depois, Bad Seeds. Eu comprei um violão para tocar as músicas e fui escutando Bad Seeds de disco em disco até chegar ao Abbatoir Blues / The Lyre of Orpheus (2004), que é perfeito. 

Debruit, Alsarah – “Jibal Alnuba”

Em anos recentes, essa é a música que eu mais escutei. Não sei sobre o que é, mas é linda, todo mundo gosta, uma música perfeita.

Durutti Column – “Sketch for A summer”

Eu descobri o Durutti Column em 2017 e foi uma das melhores descobertas do ano. Ela representa o entusiasmo e elegância que eu sinto na vida adulta, na natureza.

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ARTISTA: CSS, Lovefoxxx

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