Por Dentro do SXSW 2012

Um pouco do que já passou e um pouco do que está por vir em um dos maiores festivais de música do mundo. Conheça alguns nomes que estarão presentes na edição #25 do South by Southwest

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A essa altura, todo mundo que gosta de música já deve ter ouvido falar do South by Southwest, ou SXSW um conjunto de festivais de cinema e música que acontece toda primavera em Austin, no Texas. Na expectativa do que vai acontecer por lá em 2012, vamos ver um pouco do que já passou pelas edições passadas e um pouco do que está por vir no festival que acontece agora em março.

Seu nome foi inspirado em um filme do Alfred Hitchcock, North by Northwest, com a devida adaptação para o sul (“south”, em inglês) para se adequar à localização do Texas. Criado em 1987, sempre com essa pegada de descoberta e vanguarda, o festival se tornou um sucesso desde sua primeira edição. Os inscritos para eventos musicais passaram de 700 naquele ano para mais de 12 mil em 2011. Paralelamente, os festivais de filmes e as palestras ecológicas e sociais também cresceram e o SXSW conseguiu movimentar mais de 167 milhões de dólares no ano passado.

Com essas proporções, ele se mostra uma grande vitrine para novos artistas e novas sonoridades, se tornando alvo para muitos artistas de vanguarda que querem ser “descobertos” pela mídia especializada, que cobre com atenção cada detalhe do evento.

Os shows acontecem em mais de 100 palcos espalhados pela cidade, a ainda conta com mais 92 clubes reservados também para as apresentações. E “palco”, nesse contexto, pode se referir a qualquer lugar. Isso mesmo, qualquer lugar: Praças, igrejas, saguões de hotel e até mesmo fundos de lojas.

Além das descobertas que acontecem por lá, todo ano aponta desde antes do SXSW algumas promessas que são colocadas à prova no festival. Em 2012, um desses casos é o Dry the River e seu folk melancólico, uma de nossas apostas para este ano.

Outra coisa que acontece em todas as edições é a presença de grandes veteranos que se misturam aos novatos, Neste ano, Bruce Springsteen é um dos grandes convidados dentre as bandas de 60 países que vão mostrar seu som no Texas.

Ano passado, o festival contou com o Chillwave do Toro y Moi, Nite Jewel (que lançou um disco esse ano), Bosco Del Rey (que nada tem com a Lana), os já conhecidos islandeses do FM Belfast, Merril Garbus e seu tUnE-YaRdS, Penguin Prison (que fez show no Brasil no começo do ano) e Ariel Pink e sua banda.

Os brasileiros do Holger também estiveram nas edições de 2009 e 2011 do SXSW, sendo eleito um dos melhores shows nesse último ano. O SXSW em 2012 terá os brasileiros do duo Agridoce (formado por Pitty e Martin), a revelação do Folk nacional Rosie & Me, Tiê e Renato Godá representando a MPB nacional e também dos paulistas do Some Community.

Quer ver um pouco do que está por vir nesta edição, que acontece entre os dias 13 e 18 de Março? Entre quase 2000 atrações, nós selecionamos cinco que merecem sua atenção (sim, foi uma escolha difícil).

Vindo de Los Angeles, o Hands é um quarteto que faz um Indie Rock sonhador com pequenas doses de Dream Pop e alguma psicodelia escondida em seu som. O equilíbrio entre o eletrônico e o analógico são um dos grandes destaques da banda.

Com um som um pouco mais experimental, eletrônico e festeiro, os espanhóis do Ferguson já estão escalados também pro Primavera Sound Festival, que acontece em Barcelona. Com a forte presença dos sintetizadores e uma pegada rítmica bem marcante, o som alegre e festeiro da banda promete empolgar os texanos no festival.

Num misto de Soul music com batidas de Hip Hop, o quinteto Chic Gamine tem como instrumentos uma bateria, a potente voz de Alexa Dirks, e suas três backing vocals. Dessa mistura, sai um som não muito comum hoje em dia e traz um clima de nostalgia muito grande com sua pegada sessentista.

Tudo bem, o Gringo Starr nem é tão novidade assim, mas com seu misto de Garage Rock, Indie Rock e Rock Psicodélico, o som da banda passeia entre Animal Collective, Gnarls Barkley e Deerhunter. Parece estranho, mas é bem legal.

Passeando entre o Freak Folk e o Indie Pop, o Capybara tem um som bem único, já que seu misto de guitarras com os teclados consegue fugir do “mais do mesmo”. Este ano, a banda vai lançar seu segundo álbum e, enquanto ele não sai, a banda dará um grande show pra quem estiver no festival.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts