Seis Novos Discos com Potência de Sobra

Em meio a tantos álbuns meramente gostosinhos de ouvir, estes chegam quebrando tudo

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Muitos dos discos desta temporada mostram um som ou “Pop gostosinho” ou em uma pegada mais dançante. Alguns lançamentos, na contramão da maioria, vieram pra mexer com as estruturas dos ouvintes.

Após passar a peneira pelas resenhas de álbuns no Monkeybuzz, alguns discos se destacam pelo quanto conseguem atingir com diferentes forças os mais diversos ouvidos. Aperte os cintos figurativos para a montanha russa metafórica que é curtir estes lançamentos.

What Went Down

Sempre terá quem diga que Foals prefere trabalhar hoje alguns sons mais levezinhos (trauma que músicas como My Number deixaram no público). Colocar What Went Down pra tocar revela uma banda madura e sem medo de descer a mão nos instrumentos.

Melhor ainda, isso vem sem precisar perder seu lado mais radiofônico-pra-tocar-em-festival. Dê o play e perceba isso já na faixa de abertura (não à toa, a que dá nome ao disco).

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Star Wars

Então, temos aqui a mesma Wilco que já conhecíamos, mas com uma energia que nem sempre aparecia em seus trabalhos anteriores.

Não que seja um Rock pesadão, mas o álbum possui uma intensidade interessante nos timbres de guitarra e uma tensão natural vinda das mesmas referências que a banda sempre teve, só que em um formato mais maduro e mais urgente – ouça Pickled Green, por exemplo, e comprove. Nada mal, hein?

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Estilhaça

Da mesma forma, quem não parar pra ouvir pode não notar a intensidade que Letuce imprimiu em seu mais recente disco, seja nas letras, na interpretação de Letícia Novaes ou na atmosfera carregada.

Dá para imaginar faixas como Lugar para Dois sendo ouvidas tranquilamente por alguns desatentos, mas quem abrir os ouvidos para o que a banda escreveu e interpretou no disco vai se deparar com uma força daquelas que batem no fundo da alma. A sequência Muita Cara e Muralha da China exemplifica isso muito bem.

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Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa

Não se deixe enganar por Passarinhos, Emicida chegou chegando com seu novo disco expondo questões relevantes sem medo de retaliação.

São momentos como Mandume que explicitam toda a força do discurso e das batidas de uma só vez, mas todas as faixas, mesmo a abertura Mãe, possuem lá suas forças. Não é pra só ouvir, vale mergulhar de vez no álbum para sentir à flor da pele o poder de músicas como Boa Esperança.

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M3LL155X

O único EP desta lista não deixa nada a desejar em relação aos outros, já que suas cinco faixas são daquelas de fazerem o corpo inteiro tremer arrepiado com uma atmosfera grave com surpresinhas a cada esquina.

Com uma grande coesão entre as músicas, o disco vem todo com o mesmo espírito e o mesmo potencial de abalar suas estruturas enquanto ele tocar (e mais alguns bons minutos em seguida).

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Giant Flea

Aldo, The Band inspirou-se nas mais diversas sonoridades contemporâneas dançantes para criar seu segundo álbum. O resultado foi um baixo sempre marcante ao longo de todas as faixas e alguns momentos que vão muito além do feel good das pistas.

Liquid Metal engana no começo, mas ganha uma força fenomenal em seu decorrer. Na segunda metade, é a vez de Primate mostrar-se o ponto mais alto da obra sem economizar nas camadas de som ruidosas que compõem o refrão – seria quase claustrofóbica se não fosse tão divertida.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.