Sete Álbuns De R&B Que Você (Provavelmente) Não Ouviu Em 2014

Além de How To Dress Well, Sam Smith e Chet Faker, ano teve outros destaques no estilo

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Tudo começou quando o gênero ainda era chamado de “rhythm and blues” (isso ainda nos anos 1940 e 50) e posso te dizer que muito mudou desde então. Hoje, o que é chamado de R&B guarda pouco de seu partente distante, mas ainda algumas semelhanças e espirito negro. Nessas muitas muitas décadas que se passaram o estilo evoluiu, se transformou ao se encontrar com outros gêneros e ter ainda mais espaço para crescer – principalmente nas vertentes da música Eletrônica.

Nos anos 90, vimos nascer uma boa safra do estilo e repopulariza-lo. Seguindo esse fluxo, no começo dos anos 2010 surgiram ótimos novos representantes. Do começo da década até hoje, ganharam os holofotes nomes como Frank Ocean, The Weeknd, Janelle Monáe e Mayer Hawthorne, além de outros que também começaram a despontar. Neste ano, é bem provável você não só tenha ouvido falar, como já tenha escutado os novos lançamentos de How To Dress Well, Chet Faker e Sam Smith.

Se esses orbas eram praticamente impossíveis de passarem desapercebidas, algumas podem ter passado por você sem a devida atenção e agora chegou a hora de voltar a eles e ver o que de melhor 2014 tem a oferecer quando o assunto é R&B.  

Jungle – Jungle

“Ritmada, contemporânea e harmônica”. Assim foi definida a mistura feita pelo misterioso duo J e T, que desde o final de 2013 já era apontado como uma das principais apostas para este ano. Desde então, o grupo cresceu em número de integrantes (tendo hoje sete membros), em quantidade de fãs e qualidade musical. Tudo isso culminou nesse ótimo álbum de estreia, que provavelmente estará em diversas listas de melhores discos do ano.

Jaded Icorporation – The Big Knock

Se você não conhece a banda, certamente conhece seus integrantes. 14KT e Mayer Hawthorne criaram esse projeto que passeia livremente não só pelo R&B, mas também pelo Soul, Beats e Hip-Hop. Apesar de formar o que o duo apelida de “Beat Wave”, esse me parece ser um reflexo direto do que vem acontecendo com o estilo nos últimos anos e um retrato fiel do presente e futuro do gênero.

The Roots – …and then you shoot your cousin

Este é o décimo disco de umas das mais seminais bandas de Hip Hop, porém o R&B está muito presente nele e em meio as rimas do Rap pode se perceber muito do estilo. Como obra conceitual, ela se destaca pela sua amarra não só estética, mas também narrativa. Certamente, esse é um ótimo álbum não só para quem acompanha a banda ou gênero, mas para os fãs de música em geral.

Beldina – Opening Act

Se o R&B se misturou com tantos outros estilos nos últimos anos, sua junção com o Pop não poderia faltar e chega a sua proporção ótima no disco de estreia dessa jovem cantora sueco-queniana. E extamente para mostrar sua faceta radiofônica é que Beldina usa um pouco da French House, Rap, Hip Hop e Soul para mostrar de tudo o que ela e o estilo são capazes.  

St. Paul and The Broken Bones – Half the City

Presente também em nossa lista de discos perdidos do primeiro semestre, a obra é uma daquelas que fisga o ouvinte quase que instantaneamente e o prende em um mundo dançante e emocionante. Um destaque para a sonoridade da banda é o som vintage e com cara dos primórdios do R&B, algo que deve agradar bastante os fãs de Alabama Shakes.

Neneh Cherry – Blank Project

Grande destaque na década de 1990, a musicista andava bem sumida desde então e ressurgiu com esse álbum realmente incrível. E como André Felipe de Medeiros bem falou em sua resenha, “Com batidas marcantes e vocais melódicos à altura, passear por suas dez faixas é uma missão muito prazerosa. Por mais que elas sigam mais ou menos uma mesma linha, fica aquela sensação de que você será surpreendido a qualquer momento. E os elementos surpresa estão ali, mesmo que o que mais te deixe boquiaberto seja a qualidade de tudo”.

James Vincent McMorrow – Post Tropical

Esse é outro disco presente em nossa lista de tesouros perdidos em 2014 e não poderia ficar ficar de fora dessa, pois o músico brinca de uma maneira bem própria com o R&B e com os demais estilos que se inspira. O álbum deve agradar em especial os fãs de Chet Faker, Bon Iver e James Blake.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts