Só Mais Um “Play”: Música e Séries Tem Tudo a Ver

Não é à toa que estes sejam o entretenimento de tanta gente hoje em dia

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Alguém duvida que séries de TV e músicas tem tudo a ver? Aliás, se você é do tipo que consome muitos seriados, há grandes chances de ter descoberto uma, duas ou muitas bandas em meio aos tantos episódios que você já viu ou reviu. E é interessante como, em 2016, a maneira de consumirmos as duas coisas tem tudo a ver uma com a outra.

Só para contextualizar quem nunca pensou no tema: Desde que o cinema surgiu, a música fez parte da cultura do audiovisual, que depois se estendeu para a televisão (e sua publicidade) e culminou no videoclipe. Esse avanço de tempo permitiu também o desenvolvimento das linguagens para cada formato com as trilhas sonoras sempre presentes, seja para agregar essa ou aquela emoção a uma cena, ou para reforçar a identidade da produção.

De um tempo para cá, principalmente nos últimos quinze anos, o consumo pelo formato “série” parece ter ficado tão popular quanto o de filmes em muitos nichos. Não por acaso, o consumo de música também aumentou. Digo “não por acaso” porque foi o mesmo meio – a Internet – que contribuiu com um maior acesso tanto de um, quanto de outro (não vamos entrar no mérito do papel da pirataria nisso tudo. Por hora, basta dizer que, assim como hoje temos acesso a um conteúdo musical muito mais variado do que em outras décadas, o mesmo acontece com a oferta televisiva).

Pois bem, a maneira com que nós consumimos as duas coisas acaba sendo muito parecida hoje em dia, já que a tecnologia que disponibiliza um é também a mesma empregada para o acesso a outro – e se você previu que em algum momento a palavra “streaming” apareceria por aqui, é disso mesmo que estamos falando. Marcas como Netflix e Spotify, por exemplo, deixaram de ser o “futuro” e são cotidianas para uma boa parcela dentro de um “nicho” (se é que podemos chamar assim) que consome muito entretenimento.

O que as duas plataformas tem em comum é aquele fator de naturalmente encorajar que o consumidor perceba que estar ali diante de tanto conteúdo já é quase suficiente na hora do lazer – algo como ir ao cinema ser mais importante do que ver determinado filme, ou ligar a televisão e ficar mudando de canal, ou mesmo abrir o navegador ou app só para ver o que está acontecendo ali. E a diferença acaba sendo uma fundamental: Quem consome séries automaticamente consome músicas, mas o contrário não é verdadeiro.

Nesse contexto de grande contato com o formato, os seriados acabam virando fontes importantes referências de novas bandas para os espectadores. Em uma realidade como a da Netflix, que estreia todos os episódios da temporada de uma só vez, um lançamento desses vira também um cardápio precioso para o fã da série definir suas próximas playlists.

Há ainda outro fator importante para a recepção da música (e um tema que mereceria por si só um artigo todo dedicado a ele), que é a questão da repetição – resumindo muito, você costuma gostar mais de uma faixa na proporção de vezes que ouvi-la. Nas séries, isso vale para dois cenários diferentes, tanto a música-tema (a que toca na abertura), quanto para a trilha como um todo, já que, nesse contexto, não é nada incomum alguém assistir a um episódio (ou mesmo temporada) mais de uma vez.

Portanto, escolher uma nova série para acompanhar significa também estar aberto, querendo ou não, a mergulhar em um pequeno universo musical, com horas e horas de bons sons, podendo até mesmo envolver novas bandas favoritas.

Pode perguntar aos amigos, é comum alguém ter alguma história de ter ouvido tal disco por causa de tal série, ou mesmo de ter aquela canção como favorita por causa de uma cena. Aproveite e faça o teste com essas sugestões de boas trilhas espalhadas pela matéria, em preparação para as novidades que 2016 trará para as séries – e, consequentemente, para a música.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.