Tantas Coisas com David Rosenblit (Baleia)

Tecladista comenta discos antigos, bandas que tem ouvido e lugares que já passou

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Toda terça-feira, o Monkeybuzz conversa com alguém para entender mais do seu trabalho e da sua música através das coisas que compõem sua vida – sejam discos, faixas, outras bandas ou o que quer que tenha ajudado a moldar sua estética e criatividade.

Três perguntinhas, sem enrolação, para…

David Rosenblit (Baleia)

Quais os discos que você ouviu depois de muito tempo e se arrependeu por não ter ouvido antes?
“Depois de uma adolescência inteira ouvindo dos meus pais que Milton Nascimento era a grande voz do Brasil e que era um intérprete e compositor maravilhoso, um belo dia abri minha cabeça e fui ouvir Clube da Esquina nº1. Eu devia ter quase 20 anos de idade e, quando ouvi a primeira faixa, Tudo o que Você Podia Ser, o som novamente me causou estranheza. Mas já tinha deixado de ser uma repulsa, como na época em que eu ouvia no carro do meu pai e tapava os ouvidos, bradando: ‘que voz chata!’. Agora, era uma estranheza que me tirava da zona de conforto e me fazia querer investigar o porquê daquilo estar me provocando tanto. Depois de ouvir o disco algumas vezes, me apaixonei pelas letras, pela voz do Milton, pelos compositores e intérpretes presentes no disco e pelos arranjos. E há cinco anos que esse disco mora no meu carro, sendo que toda vez que pego a estrada, Clube da Esquina é presença garantida na viagem”

Quais as bandas que você mais tem ouvido recentemente?
“Tenho me aventurado em universos que eu não me permitia entrar há uns anos atras. Rolava um certo ciclo vicioso de bandas e artistas que eu ouvia desde pequeno e eu não saía muito disso. Meus companheiros de Baleia foram fundamentais nessa abertura para novidades. Sair de um lugar confortável e ver a música de outra forma. Por exemplo, recentemente conheci parte da obra do Radiohead e Grizzly Bear por indicação deles. Hoje, tenho buscado me inspirar em álbuns recentes de bandas e artistas nacionais. Ano passado tocamos em São Paulo e lá recebemos da mão do percussionista Gabriel Basile o CD do Charlie e os Marretas, banda de soul-rock paulista. É uma musica dançante e que me deixa leve. Bom demais o som dos caras. Outra banda que tenho ouvido bastante é O Terno. Que banda! Eu pirei no show que eles fizeram no Oi Futuro de Ipanema, aqui no Rio. O trio tem maturidade musical e também sabe aproveitar muito bem a dimensão visual da banda – tanto o show, como os clipes são muito bem feitos. Tá, vou parar de puxar o saco dos amigos. Um som que que voltei a ouvir recentemente é o da banda britânica Renaissance, rock progressivo com a cara dos anos 70. Tenho ouvido especificamente o álbum deles “Ashes are Burning”, que me faz ir pra outro planeta. A voz da cantora e os arranjos pra banda e orquestra são de arrepiar!”

Quais os lugares mais legais que você já foi na vida?
“Bahia e Jerusalém. Lugares espiritualmente evoluídos”

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MARCADORES: Tantas Coisas

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.