Tantas Coisas com Sofi Tukker

Desta vez, duo respondeu perguntas sobre influências e inspirações

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Nós já ouvimos as músicas, agora é a hora de conhecermos um pouquinho mais sobre as pessoas por trás dos discos que tanto ouvimos. No Tantas Coisas, os artistas revelam ao Monkeybuzz detalhes de suas histórias, suas carreiras e predileções, tudo sem enrolação.

Sofi Tukker

(Pela primeira vez na coluna, duas pessoas foram entrevistadas de uma só vez. Isso aconteceu durante a primeira e mais recente passagem do duo no país, no início de abril, para show em São Paulo, quando Sophie e Tucker receberam a redação do site no hotel para este bate papo)

Que bandas e artistas mais tiveram impacto em suas decisões de seguirem carreira com música?
Sophie: Para mim, Feist. Eu a vi ao vivo e pensei: “Quero fazer isso”. Tucker: Eu provavelmente tenho muitas respostas e elas são bastante estranhas e misturadas. Eu diria que uma foi Crystal Castles. Outra… quando eu estava na escola, eu estava em uma fase meio Indie, meio Pop Rock, e ouvia muito Cobra Starship – e o vocalista hoje é meu amigo (risos). E não sei quais DJs de House, mas quando essa cultura toda veio à tona, foi tudo muito inspirador para mim, eu queria fazer parte disso.

O que faz uma música ser boa? Sophie: Essa pergunta é muito difícil. Nós sabemos o que é bom e o que não é, mas não sei se tem um jeito de descrever isso. Tucker: Não tem uma fórmula. É uma coisa de sensação. O motivo de darmos o nome Soft Animals foi por causa de um poema de Mary Oliver que diz: “Let the soft animal of your body love what it loves” (“deixe o animal sensível de seu corpo amar aquilo que ama”, em tradução livre). Se algo te faz se sentir bem, feliz, animado ou reflexivo… Sophie: Sim, qualquer reação que não seja muito analítica. Tucker: Isso, uma reação mais natural.

O que vocês fazem para se inspirar?
Sophie: Saímos, dançamos e ouvimos as músicas que as pessoas amam. Tucker: Eu adoro sair em Nova York e apenas observar as pessoas. Sophie: Eu observo menos as pessoas e danço mais mesmo (risos). Tucker: É legal porque, antes mesmo de ser permitido ser gay, ou trans ou qualquer outra coisa, a vida noturna em Nova York já fazia isso, essas pessoas iam para lá para serem elas mesmas. E a música House tem um papel importante nisso. Então há uma sensação de liberdade, de empoderamento, na noite de NY que me inspira pra caralho.

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ARTISTA: Sofi Tukker
MARCADORES: Tantas Coisas

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.