Vá Mais a Shows!

Três motivos para você nunca mais perder a chance de experimentar música ao vivo

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Seja em pequenos ou grandes palcos, quem já presenciou ao vivo o show de sua banda favorita sabe o que significa estar lá e presenciar esse momento único – e se torna tão singular por que ninguém nunca mais vai ver uma apresentação como aquela, sob as mesmas circunstâncias, com o mesmo o público, com a mesma relação entre artista e público ou outros tantos méritos que constroem um show. Aquela apresentação vai acontecer somente uma vez e ninguém nunca mais vai ter a mesma experiência que você teve.

Isso já seria um incentivo e tanto para você ver o máximo de shows que pudesse, mas, se ele ainda não te instigou, te damos uma pequena lista com alguns que podem te convencer que ao não ir você deixando de ganhar experiências incríveis e não dando o suporte ao artista que você tanto adora. Vamos a eles:

1. Experiências

Sim, o primeiro item de nossa lista é exatamente a sensação única de se estar em um show. Entre tantas outras coisas, aquele ambiente é predominantemente dominado por gente, que assim como você, quer muito ver aquele artista que vai tocar. De certa forma, é como se você encontrasse sua turma e fosse dividir com ela as próximas horas em um processo de comunhão que não precisa de uma divindade, somente a vontade de presenciar boa música sendo executada ao vivo.

Cada público tem suas particularidades, como as rodinhas de mosh do Hardcore, as danças da Música Eletrônica ou transe imóvel do Post-Rock, para citar só alguns, mas é invariável, seja qual for o tipo de show ou público, que todos estão dividindo aquele momento único. Aquilo pertence a vocês e só a vocês.

É claro que a experiência de um show intimista para 40 pessoas ou um festival com mais de 100 mil vão ser completamente diferentes, mas te garanto que ambas podem ser as melhores experiências da sua vida. Recentemente, passei por duas experiências nesses extremos: a mais recente delas foi na hipnótica apresentação do quarteto paulistano E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante (em que realmente não deveria haver mais de 40 pessoas na plateia) e o perfeito e lotado espetáculo de Arcade Fire no Lollapalooza de 2014. Dois shows incríveis que, cada um à sua maneira, vão ficar marcados na minha memória pra sempre – e creio que na cabeça de quem dividiu esse momento comigo também.

2. Ao vivo pode ser bem diferente do disco

Sem todos aqueles elementos de produção e mixagem, dependendo da banda, um show pode se tornar uma experiência sonora complemente diferente da que se tem ao ouvir um álbum. Isso não é necessariamente uma coisa boa, mas voltando a bater na tecla da unicidade, isso é também uma experiência única.

Às vezes, pode soar como uma réplica perfeita do registro de estúdio (o que é bom, pensando que o que te levou a ver a o show foi o tal registro), às vezes pode soar muito melhor, ultrapassando qualquer expectativa que se tinha quando ouviu o disco e às vezes há casos também de ao vivo o artista não corresponder a tais expectativas – isso, pelo menos comigo, é algo que raramente acontece. As apresentação que te surpreendem, te trazem elementos novos, um algo a mais que não estava presente no álbum geralmente são os melhores – posso citar alguns, como Tame Impala, Apanhador Só e METZ com ótimos representantes desse grupo.

Outro ponto que torna sua experiência completamente diferente é que shows não são meramente representações sonoras de um artista, eles são experiências sinestésicas. A banda está ali na sua frente, o público a sua volta, você pode sentir tudo ao seu redor e isso torna tudo aquilo muito diferente do que simplesmente ouvir pelos seus fones ou caixas de som em seu quarto. Às vezes, apresentações podem se tornar verdadeiros espetáculos e não só pelos elementos auditivos, o visual ajuda muito a compor uma ambientação que vai muito além do que se pode conseguir com a audição de um disco – vale a pena lembrar o desfile psicodélico que of Montreal e The Knife fazem, a excelente iluminação na apresentação do Woodkid, as projeções de Baleia e mesmo as espontâneas e imprevisíveis demonstrações pelas ruas de Mustache e os Apaches (em que o figurino e instrumentação, principalmente o washboard, também contam com um elementos extras).

3. Você está ajudando seu artista favorito

Você deve saber que o emprego de um músico é, bem, ser músico e é dali que vem sua renda, ou pelo é como deveria ser (até já discutimos um pouco sobre isso neste artigo). Estamos em 2014 e comprar discos ou CDs (ou suas cópias digitais) já não estão no topo da prioridade da maioria quando o assunto é consumir música. Os serviços de streaming ou mesmo meios ilegais só crescem enquanto a venda do “obsoleto” formato físico fica cada vez mais para escanteio. Já dissemos que, com o streaming, o artista ganha muito pouco. Com a pirataria, nem preciso dizer, não é? Os “meios” de espalhar a música a um custo quase inexistente para o consumidor justificaria se o “fim”, lotar shows, fosse alcançado. Infelizmente, a realidade não é bem assim.

Mais um incentivo no artigo Como Não Pagar Por Música?, podia ser exatamente esse que está no título deste: Vá mais a shows!. Teria forma melhor que ajudar seu artista favorito do que compartilhando um momento único com ele e tendo a chance de ver os motivos 1 e 2 ocorrendo bem em frente aos seus olhos? Aproveite o momento e compre memorabilias do show, leve algo que você vai poder mostrar para os outros ou simplesmente para você recordar daquele dia tão especial que aquela apresentação, isso também ajuda a renda dos artistas e você estará os ajudando a continuar fazendo música (que você tanto gosta).

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MARCADORES: Discussão

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts